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A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria - portanto, quer pela cópia de uma obra anterior (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.
O comércio, a exposição à venda, ou a distribuição de pirataria é um crime no Brasil.
 
A Lei 10.695, de 1 de Julho de 2003 altera partes do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 acrescentando ao artigo 184, §4º, que ressalva que a criação de uma cópia pelo copista para uso próprio e sem intuito de lucro, do material com direitos autorais, não constitui crime.
 
Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
 
O Conselho Nacional de Combate à Pirataria mantém um site atualizado com as principais ações para coibir esta modalidade de crime. Como o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 184, parágrafos 1,2 e 3 determina que deve haver o intuito de lucro (direto ou indireto), não comete pirataria aquele que compra ou faz download de arquivos para uso privado. E o parágrafo quarto acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a "expressa autorização do titular".
Existe uma corrente que prega a descriminalização da pirataria, defendida principalmente por Túlio Vianna, já havendo inclusive uma decisão favorável do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Porém, a maior parte da jurisprudência brasileira continua no sentido de que o comércio de produtos pirateados é crime sujeito a punições.Mais de meio milhão de CDs falsificados sendo destruídos em frente à rampa do Congresso Nacional marcaram o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria em 2005.
 
 
Produtos mais pirateados   
•Software
•Medicações
•Brinquedos
•CDs
•DVDs
•Livros  
•Roupas
•Óculos
•Tênis
•Biopirataria
•Produtos desportivos
•Perfumes
•Relógios
Jogos eletrônicos
Um dos itens mais pirateados no mercado nacional é definitivamente o jogo eletrônico. Tanto pela facilidade com a qual a cópia é feita tanto pela facilidade pela qual se obtêm (praticamente qualquer loja especializada em jogos vende produtos piratas), a pirataria no mercado de jogos vêm se popularizando e se adapatando conforme os constantes avanços na tecnologia. Além disso, a falta de fiscalização e a aceitação da pirataria como parte do cotidiano atual contribui para a sua continuidade.
 
 
 
Aceitação social
A pirataria como parte do cotidiano já é um conceito definido há tempos. A compra de produtos no mercado informal já faz parte integral do cotidiano brasileiro desde a época da tecnologia de vídeo VHS. Tanto os preços inacessíveis e desinteressantes ao público, independentemente da camada social, tornam a pirataria a quase que exclusiva e viável alternativa ao consumidor.
 
 
 
Penalidades
No Brasil a pirataria fere a licença de copyright e contra ela existe a Lei Antipirataria ([[Pirataria moderna#Lei Anti-Pirataria|10.695 de 1 de julho de 2003]] do Código de Processo Penal), que pune os responsáveis e dependendo dos casos a pena pode chegar a 4 (quatro) anos de reclusão de pena, e multa. Apesar disso, a pirataria é muito praticada no Brasil sendo responsável pela geração de um grande número de empregos informais. A Polícia Federal do Brasil  mantém operações permanentes para coibir as diversas modalidades de pirataria.
 
 
 
Pirataria, consequências e sua ligação com crime organizado
De acordo com dados da Interpol  a pirataria está relacionada ao crime organizado, como assaltantes, traficantes de armas, narcotraficantes e ligado até ao terrorismo,[8]  movimentando mais de meio trilhão de dólares.[9]  Além disso a pirataria está intimamente ligada à exploração infantil, são mais de 250 milhões de crianças trabalhando em regime desumano.
 
No Brasil, de acordo com a Frente Parlamentar Contra a Pirataria, esse comércio ilegal impede 2 milhões de empregos formais no país e causa um grande rombo nas contas públicas. O Brasil deixa de arrecadar mais de 10 bilhões de ReaisAlternativasUm dos principais questionamentos, hoje em dia, está focado no sistema de propriedade intelectual. No caso dos softwares surgem os softwares livres. No caso da produção musical e audio-visual ainda há uma grande controvérsia. Contudo, todos buscam uma solução que respeite o direito e permita acesso ao trabalho dos artistas.
 
Um dos meios que favorece essa disponibilidade de material hoje em dia é o uso de software P2P  que permite a seus usuários compartilhar arquivos por meio da Internet.Muitos esperam que os músicos comecem a abandonar a concepção de disco gravado para oferecer seu material de formas alternativas (como, por exemplo, downloads através de FTP  ou similares), podendo fixar preços por peça/canção ou grupo de peças muito mais baixos que os atuais preços de CD.
Recentemente foi fundado o Partido Pirata Piratpartiet, na Suécia. Trata-se de um partido político que tem como principal tema a reformulação da legislação de propriedade intelectual. Vários outros partidos europeus tem sido influenciados pelos fundamentos do Partido Pirata.
Algumas lojas e locadoras oferecem produtos pirateados como originais.Tome muito cuidado!

Ao caminhar por ruas e diversos locais onde há qualquer tipo de comércio, é comum encontrar CDs e DVDs falsos vendidos em atraentes promoções de cinco por R$ 10, por exemplo. Muitas vezes, é possível encontrar novidades que sequer foram lançadas no Brasil.
Ao entrar em lojas ou locadoras, a sensação predominante é a segurança de adquirir um produto original. Porém, nem isso está garantido. A APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) registra casos de CDs e DVDs piratas comercializados em estabelecimentos fixos e locadoras. Em 2008, foram mais de 2000 denúncias de consumidores que adquiriram “gato por lebre”, ou seja, compraram produtos falsificados oferecidos como originais.

Recentemente, uma rede de lojas de Goiânia teve 3 mil CDs e DVDs apreendidos, todos ilegais. O empresário responsável pelo estabelecimento foi preso. Curiosamente, ele já foi presidente de uma associação de combate à pirataria.
 

Um dos motivos que levam à venda de produtos falsificados como originais é o aprimoramento das técnicas de cópia. Algumas cópias são facilmente flagradas como falsas, porém outras exigem um pouco de atenção do consumidor. Atenção essa que muitas vezes é deixada de lado na hora da compra.
 
 
 
Identificando produtos ilegais

Algumas “olhadelas” atentas no disco podem apontar o golpe. Por fora, produtos pirateados são distribuídos muitas vezes em sacos plásticos e geralmente tem uma cópia da capa e da contracapa, sem encarte. Na parte de cima, geralmente há uma etiqueta ou outro papel colado.

Já um produto original tem embalagem feita de um plástico resistente e que armazena o disco sem problemas. O encarte é completo e traz detalhes sobre o artista ou conteúdo da obra. Produtos originais sempre são impressos com serigrafia, ou seja, com a arte impressa diretamente no disco e de alta qualidade.

Já a parte de leitura de um CD ou DVD original é de cor prateada, enquanto que produtos falsificados têm cor verde ou roxo. No entanto, já são comercializadas mídias com cores mais parecidas com o tom acinzentado original.

Para acabar com a dúvida de uma vez, todos os CDs e DVDs originais têm um código no miolo, na parte central da mídia. É um código sempre acompanhado das siglas IFPI (International Federation of Phonographic Industry, Federação Internacional da Indústria Fonográfica.
Os alimentos têm uma durabilidade limitada, ou seja, mantêm as suas características e estão próprios para consumo durante um período limitado. Os alimentos têm diferentes tempos de vida: os perecíveis (por exemplo, o leite) degradam-se mais facilmente. Os métodos de conservação são, por isso, essenciais para aumentar a sua durabilidade.
 
Sob o ponto de vista genérico, os riscos dos produtos químicos perigosos podem referir-se tanto à segurança como à saúde dos trabalhadores e estão relacionados com o fabrico, utilização e manipulação e presença de substâncias químicas, quer no estado puro, quer formando misturas. No âmbito das legislações comunitária e nacional, são designados por:

   
  • Substâncias - Elementos químicos e os seus compostos tal como se apresentam no estado natural ou tal como são produzidos pela indústria e que contenham, eventualmente, qualquer aditivo necessário à preservação da estabilidade do produto e qualquer impureza decorrente do processo, com exclusão de qualquer solvente que possa ser extraído sem afectar a estabilidade da substância nem alterar a sua composição;
  • Preparações - Misturas ou soluções que são compostas de duas ou mais substâncias.
 
 
Caracterização dos agentes

Os riscos inerentes aos produtos químicos perigosos para a segurança e a saúde dos trabalhadores podem ser analisados sob os aspcto da comercialização ou durante atividade laboral por meio da produção, utilização, manipulação e exposição.

Na comercialização estão sendo adotadas um conjunto de Directivas que dizem respeito à classificação, embalagem e rotulagem dos produtos químicos perigosos bem como à limitação da sua comercialização e/ou utilização. Segundo aquelas. só se podem comercializar as substâncias químicas que sejam notificadas pelo fabricante ou importador à autoridade competente de cada um dos Estados-membros. De acordo com esta legislação, a avaliação dos perigos das preparações e substâncias perigosas é efectuada fundamentalmente sob o ponto de vista das propriedades físico-químicas e efeitos sobre a saúde.

Os produtos químicos perigosos são classificados com base na Portaria 732-A/96, de 11 de Dezembro, em:

a) Propriedades físico-químicas:

  • Explosivos;
  • Comburentes;
  • Inflamáveis;
  • Facilmente inflamáveis;
  • Extremamente inflamáveis

b) Propriedades toxicológicas:

  • Tóxicos;
  • Muito tóxicos;
  • Nocivos;
  • Corrosivos;
  • Irritantes;
  • Sensibilizantes;
  • Os que provocam efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada

c) Efeitos específicos na saúde humana:

  •  Carcinogénicos;
  • Mutagénicos - Com efeitos tóxicos na reprodução
 
d) Efeitos no ambiente:

  • Perigosos para o ambiente aquático;
  • Perigosos para o ambiente não aquático

 
 
Factores de Risco

Os riscos das substâncias e preparações químicas perigosas dependem de:

  • Factores intrínsecos aos próprios produtos químicos, em consequência das suas propriedades físico-químicas ou reactividade química determinantes da sua perigosidade:
  • Factores extrínsecos relativos à insegurança com que estes se utilizam, como por exemplo deficiências da organização. dos equipamentos e das instalações: Comportamentos humanos inadequados gerados basicamente por um desconhecimento da perigosidade do produto ou processo químico em questão, e por falta de formação que permita adoptar procedimentos de trabalho seguros.
 
 
Tipos de Risco

Os produtos químicos podem ser analisados de acordo com os diferentes tipos de risco e em especial das suas consequências:

  • Riscos de explosão e de incêndio;
  • Riscos de irritação e de queimaduras por contacto;
  • Riscos de intoxicação;
  • Riscos para o ambiente.

Devido às características físico-químicas dos produtos químicos, podem desencadear-se incêndios e explosões quando da presença de substâncias inflamáveis. explosivas e comburentes. Em consequência de desprendimento de calor e devido à incompatibilidade química de algumas substâncias pode dar-se o inflamação ou explosão dos reagentes e dos produtos do reacção libertando matérias muito tóxicas.
 
 
Riscos de explosão e de incêndio

Os riscos de inflamação ou de explosão dependem das propriedades físicas do produto e do seu ponto de inflamação que, em especial para os líquidos, é a temperatura mais baixa a partir da qual se desprendem quantidades suficientes de vapores que se inflamam na presença de uma fonte de energia de activação externa. Assim, conforme o seu ponto de inflamação, as substâncias e preparações líquidas podem classificar-se em:

  • Extremamente inflamável;
  • Facilmente inflamável;
  • Inflamável

Medidas preventivas

Para proteger os trabalhadores contra os danos provocados pela utilização de produtos químicos inflamáveis e explosivos deve-se:

  • Actuar ao nível da concepção e métodos de funcionamento das instalações, de maneira a eliminar vapores. gases ou poeiras inflamáveis, e adoptar procedimentos correctos de evacuação;
  • Eliminar ou controlar as fontes de ignição] com especial incidência nas medidas destinadas a evitar descargas electrostáticas. sobretudo nas operações de trasfega:
  • Efectuar a separação das instalações e/ou processos em que se utilizem produtos químicos inflamáveis das zonas de armazenagem e dos locais onde estejam presente pessoas;
  • Instalar dispositivos para detectar aumentos da pressão finos recipientes e de sistemas automáticos de redução de gases, destinados a evitar explosões;
  • Reduzir ao mínimo as quantidades presentes no local de trabalho e separar os produtos químicos incompatíveis entre si;
  • Utilizar vestuário e equipamento adequado, como por exemplo, ferramentas que não produzam chispas sobretudo quando se trabalha com material inflamável a baixa temperatura;
  • Medir as atmosferas inflamáveis, para as quais existem detectores (explosímetros) para avaliar da sua perigosidade;
  • Fechar sempre os recipientes que contêm produtos inflamáveis. pois os seus vapores e todo o líquido ardem facilmente se na sua proximidade existe um foco de ignição;
  • Atender à incompatibilidade de certos produtos químicos com a água. pois podem libertar-se produtos inflamáveis;
  • Manter os produtos químicos oxidantes afastados dos inflamáveis e combustíveis. devido à sua reactividade e à sua tendência a gerar calor;
  •  Conceber vias de acesso adequadas à zona de armazenagem;
  • Instalar sinalização de segurança adequada e introduzir equipamento apropriado na detecção e/ou extinção de incêndios. que deve estar sempre em bom estado de funcionamento e de fácil acesso;
  • Instalar dispositivos eléctricos que devem ser antideflagrantes e com ligação à terra;
  • Proibir fumar.

Riscos de irritação e de queimaduras por contacto

São riscos provocados por substâncias irritantes e corrosivas, cuja acção sobre o organismo se manifesta localmente mediante irritação forte com reacções inflamatórias da pele e das mucosas ou destruição dos tecidos com os quais estão em contacto directo.

Medidas preventivas

Para prevenir estes riscos deve-se:

  • Fechar sempre os recipientes, depois de extraída a quantidade necessária, pois em caso de derrame de produtos corrosivos podem ocorrer acidentes graves;
  • Colocar os produtos corrosivos separados e em recipientes de pequena capacidade o mais perto possível do solo, com tabuleiros que retenham possíveis derrames por rotura;
  • Instalar duches de emergência e "lava olhos" para minimizar as consequências resultantes de projecções e salpicaduras em operações manuais;
  • Evitar manipular produtos químicos irritantes ou corrosivos. sem equipamento de protecção individual adequado (ex.: luvas e óculos de protecção);
  • Lavar a cara e as mãos depois da utilização.

Riscos de intoxicação

A exposição dos trabalhadores à acção contaminante dos produtos químicos perigosos pode provocar intoxicações agudas ou crónicas. quando da penetração no organismo por inalação, absorção cutânea e/ou ingestão. As intoxicações podem manifestar-se de maneira diferente provocando efeitos:

  • Asfixiantes;
  • Alergizantes e sensibilizantes
  • Tóxicos sistémicos
  • Pneumoconiáticos
  • Anestésicos e narcóticos
  • Carcinogénicos, mutagénicos e tóxicos na reprodução.

Medidas de prevenção

Para controlar os riscos de intoxicações ambientais em consequência da exposição dos trabalhadores aos produtos químicos perigosos, enquanto agentes contaminantes dos locais de trabalho, deve-se:
  • Actuar ao nível da concepção e métodos de funcionamento das instalações
  • Modificar e corrigir o processo produtivo, impedindo a formação do contaminante, nomeadamente trabalhando em meios isolados
  • Substituir uma substância tóxica por outra menos tóxica
  • Automatizar o processo para evitar a manipulação directa do contaminante
  •  Introduzir ventilarão geral e/ou extracção localizada adequadas
  • Alterar a organização do trabalho diminuindo o tempo de exposição aos contaminantes químicos. e reduzir a um mínimo absolutamente necessário o número de trabalhadores expostos
  • Introduzir equipamentos e sistemas de trabalho que em caso de fugas. permitam detectá-las rapidamente e circunscrever a área contaminada   
  • Armazenados produtos tóxicos em locais bem ventilados
  • Proibir comer, beber e fumar em zonas contaminadas
  • Usar equipamento de protecção individual até que os riscos sejam eliminados ou reduzidos a níveis considerados inofensivos para a saúde dos trabalhadores, ou ainda como complemento da protecção colectiva.

Além do controlo ambiental da exposição, é necessário fazer controlo biológico, que implica medição e avaliação dos contaminantes em fluidos biológicos (sangue, urina).

Rotulagem de substâncias e preparações

O rótulo é para o utilizador a primeira fonte de informação relativa ao produto. É pois fundamental, lê-lo e compreendê-lo, pois ele evidencia os riscos relativos a determinado produto. O rótulo:

  • Informa imediatamente o utilizador do produto;
  •  Permite evitar confusões e erros de manipulação;
  • Ajuda a organizar a prevenção;
  • É um guia para a compra dos produtos;
  • É um auxiliar da armazenagem dos produtos;
  • É importante em caso de acidente;
  • Dá conselhos sobre a gestão de resíduos e a protecção do ambiente.

Informação fornecida pelo rótulo

Conforme consta da legislação, o rótulo deve conter as seguintes informações, redigidas em língua portuguesa:

  • Nome da substância ou designação comercial da preparação
  • Origem da substância ou preparação (nome e morada completa do fabricante. importador ou distribuidor)
  • Símbolos e indicações de perigo que apresenta o uso da substância ou da preparação
  • Frases-tipo indicando os riscos específicos que derivam dos perigos que apresenta o uso da substância (frases"R")
  • Frases-tipo indicando os conselhos de prudência relativamente ao uso da substância (frases"S")
  • Número CE, quando atribuído
  • Indicação "Rotulagem CE", obrigatória para as substâncias incluídas no anexo 1 da Portaria n° 732-A/96, 11 de Dezembro
Fichas de segurança

Sempre que se armazenem ou manipulem substâncias e/ou preparações perigosas, é essencial estar informado sobre os principais riscos representados pela utilização desses produtos. A Portaria n.º 732-A/96 de 11 de Dezembro obriga os fabricantes e ou importadores e fornecedores dos produtos assim classificados a fornecerem ao utilizador a designada ficha de dados de segurança, que transmite informações fundamentais sob o ponto de vista da segurança, designadamente:

  • Identificação do fabricante
  • Identificação do perigos
  • Primeiros socorros
  • Medidas de combate a incêndios
  • Medidas a tomar em caso de fugas acidentais
  • Manuseamento e armazenamento
  • Controlo da exposição / protecção individual
  • Propriedades físico-químicas
  • Estabilidade e reactividade
  • Informação toxicológica
  • Informação ecológica
  • Informações relativas à eliminação
  • Informações relativas ao transporte
  • Informação sobre regulamentação
  • Outras informações

 

O lixo é o resíduo produzido pelos seres humanos no desenvolvimento de suas atividades, que vão desde sua alimentação até a produção industrial, assim como nos hospitais, nas escolas, nos bancos, etc.  Existem diversas formas de classificá-lo, pode ser por sua natureza física (seco ou molhado), sua composição química (matéria orgânica ou inorgânica) ou pelos riscos potenciais ao meio ambiente (perigosos, não-inertes e inertes). Pode também ser classificado de acordo com a sua origem, ou seja, onde ele é produzido :

Lixo doméstico ou domiciliar: É o resíduo que geramos em casa e nas escolas. São restos de alimentos, frascos de plásticos, potes de vidros, embalagens de papéis e papelões, etc.

Lixo industrial: São os resíduos de produção em escala industrial. Varia de acordo com o ramo de atividade da empresa  (metalurgia, química, automotiva, papel e celulose e assim por diante).

Óleos, graxas, lodos, serragem, borra de tinta, são alguns exmplos. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.

Lixo de serviços de saúde: São os resíduos gerados nos hospitais, postos médicos e dentários, farmácias, clínicas veterinárias. É composto por resíduos infectantes ou potencialmente infectantes como seringas, luvas e agulhas descartáveis, curativos. Há também os resíduos assépticos (não infectantes) que são os papéis, restos de preparo de alimentos, embalagens de produtos de limpeza, etc.

Lixo comercial: É o lixo gerado nas lojas, restaurantes, bares e escritórios. Esses lixos apresentam muito papel, embalagens diversas e resíduos de higiene pessoal tais como papel higiênico e papel toalha.

Lixo público: Originado nos serviços de limpeza urbana tais como varrições de ruas e avenidas, limpeza de praias, córregos e terrenos, restos de podas de árvores.

Lixo agrícola: São assim considerados os resíduos das atividades agrícolas e da pecuária. São embalagens de defensivos agrícolas e fertilizantes, restos de rações e colheitas.
 
As embalagens de agroquímicos, que geralmente são altamente tóxicos, devem ter sua disposição final em depósitos apropriados a fim de não causarem impactos ambientais, tais como a poluição do solo e do lençol freático.

Entulho: Restos da construção civil, reformas de casas, demolições, solos de escavações diversas. Geralmente é composto de materiais inertes mas pode conter resíduos perigosos como restos de tintas e solventes.

A prefeitura é responsável pela administração e coleta dos resíduos  Domiciliar, Público e  Comercial (neste caso apenas em quantidades pequenas de até 50kg). Já para as outras categorias (Serviços de Saúde, Industrial, Agrícola e Entulho), a responsabilidade é do produtor das embalagens ou do lixo, como por exemplo, os hospitais, as construtoras e as empresas de embalagens.

Mas então, como dispor o lixo de forma adequada ?

O lixo deve ser coletado regularmente e levado para um local onde ele causará o menor impacto possível ao ambiente e à saúde das pessoas.

Este local é o ATERRO SANITÁRIO, onde os resíduos são espalhados, compactados com um trator de esteira e cobertos com terra em camadas sucessivas, evitando-se dessa forma, a proliferação de animais e permitindo o controle da poluição ambiental da área através da captação e tratamento do chorume e dos gases resultantes da decomposição.

Uma triste notícia é que nos municípios brasileiros APENAS 10% dos resíduos coletados são dispostos em aterros sanitários e 76% são depositados em lixões.
 
Os resíduos gerados por nossas atividades podem seguir outros caminhos além dos lixões ou aterros sanitários:
  •  Aterro controlado: esse método utiliza alguns princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. Esta forma de disposição produz poluição localizada. Geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem de sistema de tratamento do biogás gerado. Este método é preferível ao lixão, mas devido aos problemas ambientais que causa e seus custos operacionais, é de qualidade bastante inferior ao aterro sanitário.
  • Incineração: Processo de queima dos resíduos sob altas temperaturas (entre 850 C e 1200 C) em incineradores com a finalidade de destruir ou remover a fração orgânica presente no resíduo, reduzindo seu volume em até 90%. Depois do processo terminado, as cinzas são depositadas nos aterros. É o processo utilizado para o destino final de resíduos dos serviços de saúde. Além de diminuir o volume nos aterros e esterilizar os resíduos potencialmente infectantes ou tóxicos, outra vantagem desse método é a possibilidade de recuperação da energia gerada. Mas a incineração dos resíduos tem também suas desvantagens. Durante o processo de queima de alguns materiais como pilhas e plásticos há a liberação de compostos tóxicos e ácidos prejudiciais ao ambiente e à saúde, devendo ser rigidamente controlada a emissão destes.

Usinas de Compostagem:

Nestas usinas, os resíduos são separados em três parcelas: materiais orgânicos;

materiais recicláveis; e a parte não aproveitável do lixo, denominada de "rejeito" (pedras, couros, borrachas e plásticos sujos).

A parte orgânica dos resíduos é triturada, aerada, peneirada e submetida ao processo de compostagem (processo biológico de decomposição da matéria orgânica). Os materiais recicláveis são comercializados e o rejeito é transportado para os aterros sanitários.


Sempre que possível, prefira utilizar produtos reciclados. Já existem no mercado papel reciclado industrial, tubos de plástico PET que substituem po PVC, carpetes, vários tipos de artefatos plásticos.

A fabricação de produtos reciclados consome em geral, metade da água necessária para a produção a partir de matéria-prima virgem.

Para produzir 1 tonelada de papel, são gastos 80 mil litros de água.

A economia de água para fabricação da mesma quantidade de papel reciclado seria suficiente para o consumo diário total de água de 250 pessoas (incluindo alimentação, banho, lavagem de roupa e louça, descarga de vaso sanitário, etc.).
Muita gente aproveita as viegens internaciocais para encher a mala de produtos importados. Além disso, como são cada vez maiores as facilidades para compras pela Internet, o setor de importações diretas do exterior tem crescido enormemente.

O aspecto "preço" envolve mais componentes do que apenas o valor pago diretamente pelo produto. Logo de início, nas compras feitas no exterior, por exemplo nos Estados Unidos, são acrescidas as taxas (impostos), que nem sempre aparecem no preço.

Ainda quanto ao preço, nas compras via correio ou através da Internet, é preciso descobrir se o valor cobrado pelo frete está incluído. Se a procura é de um produto estrangeiro mais barato, às vezes o custo do frete inviabiliza a compra, pois pode deixá-lo mais caro que o similar nacional.

 
Sem garantia
 
Não se esqueça que produtos adquiridos no exterior, pessoalmente, através dos correios, ou pela Internet, não têm garantia legal no Brasil. Esse item é muito importante.

Se você adquirir um bem que venha a apresentar defeito de fabricação, pode perdê-lo, pois a reclamação teria que ser feita no exterior para o vendedor ou fabricante local. Ainda que o nome do fabricante estrangeiro seja o mesmo do instalado no Brasil, a garantia conferida no exterior só tem validade aqui se sua filial ou o representante estabelecido expressamente concordar, algo que não ocorre. (Há discussões no Judiciário brasileiro a respeito desse assunto, sendo que num caso isolado o consumidor ganhou a causa: a empresa daqui com o mesmo nome da empresa no exterior teve que consertar o produto adquirido lá fora. Mas, ainda não se pode afirmar ao certo se isso será uma tendência. Por ora, é melhor prevenir-se).


Não pague à vista

Se você comprar via internet ou correio, condicione o pagamento do preço à entrega ou retirada do produto. O pagamento antecipado envolve risco, especialmente se o vendedor está localizado no exterior.

Desistência

Quanto à desistência da compra do produto adquirido pelo correio ou através da Internet, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante a devolução no prazo de 7 dias, mas apenas para vendedores localizados no Brasil. Se você adquirir diretamente de fornecedor que está localizado no exterior, poderá ter dificuldade de fazer a devolução, pois nossa lei não se aplica ao caso.

Peças de reposição

Outro item importante: muitos produtos importados não têm peças de reposição no Brasil. Em caso de quebra, não há como consertá-los. Muitos também não têm assistência técnica autorizada ou pessoal especializado que saiba lidar com eles. Isso tem sido muito comum com aparelhos celulares, cujos modelos são lançados lá fora, mas não chegam aqui. Uma vez como defeito, você pode acabar não encontrando ninguém que o conserte. Certifique-se, pois, adequadamente antes da compra.


Compras no Brasil estão garantidas

Quando o consumidor, porém, resolve adquirir produtos estrangeiros através de um importador estabelecido no Brasil, ele está salvaguardado pelo CDC. Isso porque, segundo a lei, o importador responde pelos vícios e defeitos dos produtos, bem como pelos danos por eles ocasionados, estando sujeito ao pagamento de indenizações, troca dos produtos defeituosos, bem como devolução do dinheiro pago.


Importador é responsável

É bom deixar claro que o importador não pode se recusar a atender o consumidor que dele adquiriu um produto defeituoso, sob a alegação de que ele é "apenas o importador". Pela Lei, ele é o responsável pela qualidade do produto vendido.


Bom para o país e para o bolso

Vê-se, por tudo isso, que muitas vezes vale mesmo a pena adquirir um produto nacional ou, no máximo, através de um importador. Além de contribuir para a economia do País, correm-se menos riscos.
  • Produtos sem Garantia
  • Produtos semCertificado de Origem
  • Produtos enviados sem autorização solicitação do cliente

Consumo Consciente

 

Pesquise antes de fazer uma compra grande. Evite comprar com muita pressa e não se deixe persuadir por um vendedor insistente. Se precisar de tempo para pensar, volte no dia seguinte.

Leve em conta, além do preço da venda, o custo de funcionamento de qualquer item que comprar. Muitos produtos mais convenientes do ponto de vista ecológico têm preço mais elevado, como lâmpadas fluorescentes, mas a longo prazo economizam no custo da energia elétrica.

 

Escolha produtos feitos com recursos renováveis, como madeira cultivada, lã e seda.

 

Escolha produtos fabricados para durar. Por exemplo: escolha um sofá que tenha estrutura de madeira maciça ou aço em lugar de compensado ou aglomerado, que se quebram ou empenam com facilidade.

 

Evite comprar produtos descartáveis. Por exemplo: prefira os panos de prato, guardanapos e lenços de tecido aos de papel. O mesmo vale para xícaras, copos e talheres descartáveis.

 

Compre produtos agrícolas de origem local, e na época de sua safra - em geral mais baratos e mais frescos, e com menor impacto no meio ambiente. As feiras e as barraquinhas de rua são boas fontes, mas alguns supermercados também compram de agricultores locais. Apóie a cooperativa agrícola local, se houver.

 

Prefira os produtos naturais, totalmente biodegradáveis e atóxicos, que se decompõem sem deixar resíduos nocivos no meio ambiente. (A maioria dos materiais decompõe-se com o tempo, mas alguns deixam resíduos tóxicos).

 

Evite comprar produtos com embalagem excessiva e/ou não-biodegradável. Calcula-se que cerca de 10% do preço de cada compra se destinam ao custo da embalagem - que normalmente é jogada no lixo! E mais: uma quantidade significativa de energia é consumida na manufatura da embalagem; adquirir recipientes reutilizáveis pode ajudar a diminuir esse tipo de desperdício.

 

Como deixar de utilizar o plástico

O plástico é altamente nocivo ao meio ambiente, mas hoje esse material já faz parte da nossa vida e seria muito difícil viver sem ele. No entanto pode-se reduzir seu uso.

Faça um cálculo dos objetos de plástico que você usa a cada semana, incluindo sacolas e sacos de plástico usados para fazer compras e guardar alimentos, vasilhas de plástico no congelador e na despensa, filme plástico para cobrir alimentos, etc. Depois estabeleça uma meta para reduzir o seu consumo em, digamos, 50%.

 

As dicas abaixo vão ajudar você a reduzir o consumo de plástico:

 •Ao invés de usar vasilhas ou potes de plástico, use recipientes de vidro, louça ou inox para armazenar alimentos.

•Para embrulhar alimentos, use papel-manteiga ou celofane (feitos de fibras vegetais). •Sempre que possível, substitua os sacos de plástico por sacos de papel.

•Tente limitar o uso de alimentos contidos em latas com revestimento plástico.

•Tente encontrar sacos para congelamento feitos de materiais naturais e biodegradáveis. Pesquise.

•Se usar sacolas de plástico no supermercado, encha cada uma o máximo possível - com pelo menos oito itens, contanto que não fiquem pesadas demais.

•Tente utilizar pelo menos duas vezes cada sacola de plástico.

•Compre apenas plásticos que possam ser reciclados. Os fabricantes estampam um código de identificação de material reciclável. A reciclagem pode ser feita em Postos de Entrega Voluntária (PEV) ou em cooperativas de catadores.

• Algumas precauções simples vão ajudar você a evitar os efeitos nocivos do plástico à saúde.

•Transfira os alimentos de recipientes de plástico para pratos de vidro ou louça antes de reaquecê-los no forno de microondas. Essas ondas provocam a transferência de substâncias químicas de sacos e recipientes de plástico para o alimento. Isso tem mais probabilidade de acontecer com alimentos quentes e com bastante gordura, portanto use sempre recipientes de vidro para aquecê-los.

•Tente comprar queijo a peso, e não pré-embalado. Se não puder evitar a compra de queijo embalado em plástico, remova a embalagem assim que chegar em casa.

•Jogue fora recipientes plásticos rachados, desbotados ou com qualquer outro sinal de desgaste. Eles podem passar substâncias químicas nocivas para a sua comida.

•Os detergentes muito fortes e a água em temperatura muito alta usados em lava-louças podem provocar a decomposição do plástico. Lave manualmente, com água morna e detergente suave à base de plantas, todos os recipientes plásticos, até mesmo aqueles rotulados de próprios para a lava-louças.

A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria - portanto, quer pela cópia de uma obra anterior (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.
O comércio, a exposição à venda, ou a distribuição de pirataria é um crime no Brasil.
 
A Lei 10.695, de 1 de Julho de 2003 altera partes do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 acrescentando ao artigo 184, §4º, que ressalva que a criação de uma cópia pelo copista para uso próprio e sem intuito de lucro, do material com direitos autorais, não constitui crime.
 
Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
 
O Conselho Nacional de Combate à Pirataria mantém um site atualizado com as principais ações para coibir esta modalidade de crime. Como o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 184, parágrafos 1,2 e 3 determina que deve haver o intuito de lucro (direto ou indireto), não comete pirataria aquele que compra ou faz download de arquivos para uso privado. E o parágrafo quarto acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a "expressa autorização do titular".
Existe uma corrente que prega a descriminalização da pirataria, defendida principalmente por Túlio Vianna, já havendo inclusive uma decisão favorável do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Porém, a maior parte da jurisprudência brasileira continua no sentido de que o comércio de produtos pirateados é crime sujeito a punições.Mais de meio milhão de CDs falsificados sendo destruídos em frente à rampa do Congresso Nacional marcaram o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria em 2005.
 
 
Produtos mais pirateados   
•Software
•Medicações
•Brinquedos
•CDs
•DVDs
•Livros  
•Roupas
•Óculos
•Tênis
•Biopirataria
•Produtos desportivos
•Perfumes
•Relógios
Jogos eletrônicos
Um dos itens mais pirateados no mercado nacional é definitivamente o jogo eletrônico. Tanto pela facilidade com a qual a cópia é feita tanto pela facilidade pela qual se obtêm (praticamente qualquer loja especializada em jogos vende produtos piratas), a pirataria no mercado de jogos vêm se popularizando e se adapatando conforme os constantes avanços na tecnologia. Além disso, a falta de fiscalização e a aceitação da pirataria como parte do cotidiano atual contribui para a sua continuidade.
 
 
 
Aceitação social
A pirataria como parte do cotidiano já é um conceito definido há tempos. A compra de produtos no mercado informal já faz parte integral do cotidiano brasileiro desde a época da tecnologia de vídeo VHS. Tanto os preços inacessíveis e desinteressantes ao público, independentemente da camada social, tornam a pirataria a quase que exclusiva e viável alternativa ao consumidor.
 
 
 
Penalidades
No Brasil a pirataria fere a licença de copyright e contra ela existe a Lei Antipirataria ([[Pirataria moderna#Lei Anti-Pirataria|10.695 de 1 de julho de 2003]] do Código de Processo Penal), que pune os responsáveis e dependendo dos casos a pena pode chegar a 4 (quatro) anos de reclusão de pena, e multa. Apesar disso, a pirataria é muito praticada no Brasil sendo responsável pela geração de um grande número de empregos informais. A Polícia Federal do Brasil  mantém operações permanentes para coibir as diversas modalidades de pirataria.
 
 
 
Pirataria, consequências e sua ligação com crime organizado
De acordo com dados da Interpol  a pirataria está relacionada ao crime organizado, como assaltantes, traficantes de armas, narcotraficantes e ligado até ao terrorismo,[8]  movimentando mais de meio trilhão de dólares.[9]  Além disso a pirataria está intimamente ligada à exploração infantil, são mais de 250 milhões de crianças trabalhando em regime desumano.
 
No Brasil, de acordo com a Frente Parlamentar Contra a Pirataria, esse comércio ilegal impede 2 milhões de empregos formais no país e causa um grande rombo nas contas públicas. O Brasil deixa de arrecadar mais de 10 bilhões de ReaisAlternativasUm dos principais questionamentos, hoje em dia, está focado no sistema de propriedade intelectual. No caso dos softwares surgem os softwares livres. No caso da produção musical e audio-visual ainda há uma grande controvérsia. Contudo, todos buscam uma solução que respeite o direito e permita acesso ao trabalho dos artistas.
 
Um dos meios que favorece essa disponibilidade de material hoje em dia é o uso de software P2P  que permite a seus usuários compartilhar arquivos por meio da Internet.Muitos esperam que os músicos comecem a abandonar a concepção de disco gravado para oferecer seu material de formas alternativas (como, por exemplo, downloads através de FTP  ou similares), podendo fixar preços por peça/canção ou grupo de peças muito mais baixos que os atuais preços de CD.
Recentemente foi fundado o Partido Pirata Piratpartiet, na Suécia. Trata-se de um partido político que tem como principal tema a reformulação da legislação de propriedade intelectual. Vários outros partidos europeus tem sido influenciados pelos fundamentos do Partido Pirata.
Algumas lojas e locadoras oferecem produtos pirateados como originais.Tome muito cuidado!

Ao caminhar por ruas e diversos locais onde há qualquer tipo de comércio, é comum encontrar CDs e DVDs falsos vendidos em atraentes promoções de cinco por R$ 10, por exemplo. Muitas vezes, é possível encontrar novidades que sequer foram lançadas no Brasil.
Ao entrar em lojas ou locadoras, a sensação predominante é a segurança de adquirir um produto original. Porém, nem isso está garantido. A APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) registra casos de CDs e DVDs piratas comercializados em estabelecimentos fixos e locadoras. Em 2008, foram mais de 2000 denúncias de consumidores que adquiriram “gato por lebre”, ou seja, compraram produtos falsificados oferecidos como originais.

Recentemente, uma rede de lojas de Goiânia teve 3 mil CDs e DVDs apreendidos, todos ilegais. O empresário responsável pelo estabelecimento foi preso. Curiosamente, ele já foi presidente de uma associação de combate à pirataria.
 

Um dos motivos que levam à venda de produtos falsificados como originais é o aprimoramento das técnicas de cópia. Algumas cópias são facilmente flagradas como falsas, porém outras exigem um pouco de atenção do consumidor. Atenção essa que muitas vezes é deixada de lado na hora da compra.
 
 
 
Identificando produtos ilegais

Algumas “olhadelas” atentas no disco podem apontar o golpe. Por fora, produtos pirateados são distribuídos muitas vezes em sacos plásticos e geralmente tem uma cópia da capa e da contracapa, sem encarte. Na parte de cima, geralmente há uma etiqueta ou outro papel colado.

Já um produto original tem embalagem feita de um plástico resistente e que armazena o disco sem problemas. O encarte é completo e traz detalhes sobre o artista ou conteúdo da obra. Produtos originais sempre são impressos com serigrafia, ou seja, com a arte impressa diretamente no disco e de alta qualidade.

Já a parte de leitura de um CD ou DVD original é de cor prateada, enquanto que produtos falsificados têm cor verde ou roxo. No entanto, já são comercializadas mídias com cores mais parecidas com o tom acinzentado original.

Para acabar com a dúvida de uma vez, todos os CDs e DVDs originais têm um código no miolo, na parte central da mídia. É um código sempre acompanhado das siglas IFPI (International Federation of Phonographic Industry, Federação Internacional da Indústria Fonográfica.
Os alimentos têm uma durabilidade limitada, ou seja, mantêm as suas características e estão próprios para consumo durante um período limitado. Os alimentos têm diferentes tempos de vida: os perecíveis (por exemplo, o leite) degradam-se mais facilmente. Os métodos de conservação são, por isso, essenciais para aumentar a sua durabilidade.
 
Sob o ponto de vista genérico, os riscos dos produtos químicos perigosos podem referir-se tanto à segurança como à saúde dos trabalhadores e estão relacionados com o fabrico, utilização e manipulação e presença de substâncias químicas, quer no estado puro, quer formando misturas. No âmbito das legislações comunitária e nacional, são designados por:

   
  • Substâncias - Elementos químicos e os seus compostos tal como se apresentam no estado natural ou tal como são produzidos pela indústria e que contenham, eventualmente, qualquer aditivo necessário à preservação da estabilidade do produto e qualquer impureza decorrente do processo, com exclusão de qualquer solvente que possa ser extraído sem afectar a estabilidade da substância nem alterar a sua composição;
  • Preparações - Misturas ou soluções que são compostas de duas ou mais substâncias.
 
 
Caracterização dos agentes

Os riscos inerentes aos produtos químicos perigosos para a segurança e a saúde dos trabalhadores podem ser analisados sob os aspcto da comercialização ou durante atividade laboral por meio da produção, utilização, manipulação e exposição.

Na comercialização estão sendo adotadas um conjunto de Directivas que dizem respeito à classificação, embalagem e rotulagem dos produtos químicos perigosos bem como à limitação da sua comercialização e/ou utilização. Segundo aquelas. só se podem comercializar as substâncias químicas que sejam notificadas pelo fabricante ou importador à autoridade competente de cada um dos Estados-membros. De acordo com esta legislação, a avaliação dos perigos das preparações e substâncias perigosas é efectuada fundamentalmente sob o ponto de vista das propriedades físico-químicas e efeitos sobre a saúde.

Os produtos químicos perigosos são classificados com base na Portaria 732-A/96, de 11 de Dezembro, em:

a) Propriedades físico-químicas:

  • Explosivos;
  • Comburentes;
  • Inflamáveis;
  • Facilmente inflamáveis;
  • Extremamente inflamáveis

b) Propriedades toxicológicas:

  • Tóxicos;
  • Muito tóxicos;
  • Nocivos;
  • Corrosivos;
  • Irritantes;
  • Sensibilizantes;
  • Os que provocam efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada

c) Efeitos específicos na saúde humana:

  •  Carcinogénicos;
  • Mutagénicos - Com efeitos tóxicos na reprodução
 
d) Efeitos no ambiente:

  • Perigosos para o ambiente aquático;
  • Perigosos para o ambiente não aquático

 
 
Factores de Risco

Os riscos das substâncias e preparações químicas perigosas dependem de:

  • Factores intrínsecos aos próprios produtos químicos, em consequência das suas propriedades físico-químicas ou reactividade química determinantes da sua perigosidade:
  • Factores extrínsecos relativos à insegurança com que estes se utilizam, como por exemplo deficiências da organização. dos equipamentos e das instalações: Comportamentos humanos inadequados gerados basicamente por um desconhecimento da perigosidade do produto ou processo químico em questão, e por falta de formação que permita adoptar procedimentos de trabalho seguros.
 
 
Tipos de Risco

Os produtos químicos podem ser analisados de acordo com os diferentes tipos de risco e em especial das suas consequências:

  • Riscos de explosão e de incêndio;
  • Riscos de irritação e de queimaduras por contacto;
  • Riscos de intoxicação;
  • Riscos para o ambiente.

Devido às características físico-químicas dos produtos químicos, podem desencadear-se incêndios e explosões quando da presença de substâncias inflamáveis. explosivas e comburentes. Em consequência de desprendimento de calor e devido à incompatibilidade química de algumas substâncias pode dar-se o inflamação ou explosão dos reagentes e dos produtos do reacção libertando matérias muito tóxicas.
 
 
Riscos de explosão e de incêndio

Os riscos de inflamação ou de explosão dependem das propriedades físicas do produto e do seu ponto de inflamação que, em especial para os líquidos, é a temperatura mais baixa a partir da qual se desprendem quantidades suficientes de vapores que se inflamam na presença de uma fonte de energia de activação externa. Assim, conforme o seu ponto de inflamação, as substâncias e preparações líquidas podem classificar-se em:

  • Extremamente inflamável;
  • Facilmente inflamável;
  • Inflamável

Medidas preventivas

Para proteger os trabalhadores contra os danos provocados pela utilização de produtos químicos inflamáveis e explosivos deve-se:

  • Actuar ao nível da concepção e métodos de funcionamento das instalações, de maneira a eliminar vapores. gases ou poeiras inflamáveis, e adoptar procedimentos correctos de evacuação;
  • Eliminar ou controlar as fontes de ignição] com especial incidência nas medidas destinadas a evitar descargas electrostáticas. sobretudo nas operações de trasfega:
  • Efectuar a separação das instalações e/ou processos em que se utilizem produtos químicos inflamáveis das zonas de armazenagem e dos locais onde estejam presente pessoas;
  • Instalar dispositivos para detectar aumentos da pressão finos recipientes e de sistemas automáticos de redução de gases, destinados a evitar explosões;
  • Reduzir ao mínimo as quantidades presentes no local de trabalho e separar os produtos químicos incompatíveis entre si;
  • Utilizar vestuário e equipamento adequado, como por exemplo, ferramentas que não produzam chispas sobretudo quando se trabalha com material inflamável a baixa temperatura;
  • Medir as atmosferas inflamáveis, para as quais existem detectores (explosímetros) para avaliar da sua perigosidade;
  • Fechar sempre os recipientes que contêm produtos inflamáveis. pois os seus vapores e todo o líquido ardem facilmente se na sua proximidade existe um foco de ignição;
  • Atender à incompatibilidade de certos produtos químicos com a água. pois podem libertar-se produtos inflamáveis;
  • Manter os produtos químicos oxidantes afastados dos inflamáveis e combustíveis. devido à sua reactividade e à sua tendência a gerar calor;
  •  Conceber vias de acesso adequadas à zona de armazenagem;
  • Instalar sinalização de segurança adequada e introduzir equipamento apropriado na detecção e/ou extinção de incêndios. que deve estar sempre em bom estado de funcionamento e de fácil acesso;
  • Instalar dispositivos eléctricos que devem ser antideflagrantes e com ligação à terra;
  • Proibir fumar.

Riscos de irritação e de queimaduras por contacto

São riscos provocados por substâncias irritantes e corrosivas, cuja acção sobre o organismo se manifesta localmente mediante irritação forte com reacções inflamatórias da pele e das mucosas ou destruição dos tecidos com os quais estão em contacto directo.

Medidas preventivas

Para prevenir estes riscos deve-se:

  • Fechar sempre os recipientes, depois de extraída a quantidade necessária, pois em caso de derrame de produtos corrosivos podem ocorrer acidentes graves;
  • Colocar os produtos corrosivos separados e em recipientes de pequena capacidade o mais perto possível do solo, com tabuleiros que retenham possíveis derrames por rotura;
  • Instalar duches de emergência e "lava olhos" para minimizar as consequências resultantes de projecções e salpicaduras em operações manuais;
  • Evitar manipular produtos químicos irritantes ou corrosivos. sem equipamento de protecção individual adequado (ex.: luvas e óculos de protecção);
  • Lavar a cara e as mãos depois da utilização.

Riscos de intoxicação

A exposição dos trabalhadores à acção contaminante dos produtos químicos perigosos pode provocar intoxicações agudas ou crónicas. quando da penetração no organismo por inalação, absorção cutânea e/ou ingestão. As intoxicações podem manifestar-se de maneira diferente provocando efeitos:

  • Asfixiantes;
  • Alergizantes e sensibilizantes
  • Tóxicos sistémicos
  • Pneumoconiáticos
  • Anestésicos e narcóticos
  • Carcinogénicos, mutagénicos e tóxicos na reprodução.

Medidas de prevenção

Para controlar os riscos de intoxicações ambientais em consequência da exposição dos trabalhadores aos produtos químicos perigosos, enquanto agentes contaminantes dos locais de trabalho, deve-se:
  • Actuar ao nível da concepção e métodos de funcionamento das instalações
  • Modificar e corrigir o processo produtivo, impedindo a formação do contaminante, nomeadamente trabalhando em meios isolados
  • Substituir uma substância tóxica por outra menos tóxica
  • Automatizar o processo para evitar a manipulação directa do contaminante
  •  Introduzir ventilarão geral e/ou extracção localizada adequadas
  • Alterar a organização do trabalho diminuindo o tempo de exposição aos contaminantes químicos. e reduzir a um mínimo absolutamente necessário o número de trabalhadores expostos
  • Introduzir equipamentos e sistemas de trabalho que em caso de fugas. permitam detectá-las rapidamente e circunscrever a área contaminada   
  • Armazenados produtos tóxicos em locais bem ventilados
  • Proibir comer, beber e fumar em zonas contaminadas
  • Usar equipamento de protecção individual até que os riscos sejam eliminados ou reduzidos a níveis considerados inofensivos para a saúde dos trabalhadores, ou ainda como complemento da protecção colectiva.

Além do controlo ambiental da exposição, é necessário fazer controlo biológico, que implica medição e avaliação dos contaminantes em fluidos biológicos (sangue, urina).

Rotulagem de substâncias e preparações

O rótulo é para o utilizador a primeira fonte de informação relativa ao produto. É pois fundamental, lê-lo e compreendê-lo, pois ele evidencia os riscos relativos a determinado produto. O rótulo:

  • Informa imediatamente o utilizador do produto;
  •  Permite evitar confusões e erros de manipulação;
  • Ajuda a organizar a prevenção;
  • É um guia para a compra dos produtos;
  • É um auxiliar da armazenagem dos produtos;
  • É importante em caso de acidente;
  • Dá conselhos sobre a gestão de resíduos e a protecção do ambiente.

Informação fornecida pelo rótulo

Conforme consta da legislação, o rótulo deve conter as seguintes informações, redigidas em língua portuguesa:

  • Nome da substância ou designação comercial da preparação
  • Origem da substância ou preparação (nome e morada completa do fabricante. importador ou distribuidor)
  • Símbolos e indicações de perigo que apresenta o uso da substância ou da preparação
  • Frases-tipo indicando os riscos específicos que derivam dos perigos que apresenta o uso da substância (frases"R")
  • Frases-tipo indicando os conselhos de prudência relativamente ao uso da substância (frases"S")
  • Número CE, quando atribuído
  • Indicação "Rotulagem CE", obrigatória para as substâncias incluídas no anexo 1 da Portaria n° 732-A/96, 11 de Dezembro
Fichas de segurança

Sempre que se armazenem ou manipulem substâncias e/ou preparações perigosas, é essencial estar informado sobre os principais riscos representados pela utilização desses produtos. A Portaria n.º 732-A/96 de 11 de Dezembro obriga os fabricantes e ou importadores e fornecedores dos produtos assim classificados a fornecerem ao utilizador a designada ficha de dados de segurança, que transmite informações fundamentais sob o ponto de vista da segurança, designadamente:

  • Identificação do fabricante
  • Identificação do perigos
  • Primeiros socorros
  • Medidas de combate a incêndios
  • Medidas a tomar em caso de fugas acidentais
  • Manuseamento e armazenamento
  • Controlo da exposição / protecção individual
  • Propriedades físico-químicas
  • Estabilidade e reactividade
  • Informação toxicológica
  • Informação ecológica
  • Informações relativas à eliminação
  • Informações relativas ao transporte
  • Informação sobre regulamentação
  • Outras informações

 

O lixo é o resíduo produzido pelos seres humanos no desenvolvimento de suas atividades, que vão desde sua alimentação até a produção industrial, assim como nos hospitais, nas escolas, nos bancos, etc.  Existem diversas formas de classificá-lo, pode ser por sua natureza física (seco ou molhado), sua composição química (matéria orgânica ou inorgânica) ou pelos riscos potenciais ao meio ambiente (perigosos, não-inertes e inertes). Pode também ser classificado de acordo com a sua origem, ou seja, onde ele é produzido :

Lixo doméstico ou domiciliar: É o resíduo que geramos em casa e nas escolas. São restos de alimentos, frascos de plásticos, potes de vidros, embalagens de papéis e papelões, etc.

Lixo industrial: São os resíduos de produção em escala industrial. Varia de acordo com o ramo de atividade da empresa  (metalurgia, química, automotiva, papel e celulose e assim por diante).

Óleos, graxas, lodos, serragem, borra de tinta, são alguns exmplos. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.

Lixo de serviços de saúde: São os resíduos gerados nos hospitais, postos médicos e dentários, farmácias, clínicas veterinárias. É composto por resíduos infectantes ou potencialmente infectantes como seringas, luvas e agulhas descartáveis, curativos. Há também os resíduos assépticos (não infectantes) que são os papéis, restos de preparo de alimentos, embalagens de produtos de limpeza, etc.

Lixo comercial: É o lixo gerado nas lojas, restaurantes, bares e escritórios. Esses lixos apresentam muito papel, embalagens diversas e resíduos de higiene pessoal tais como papel higiênico e papel toalha.

Lixo público: Originado nos serviços de limpeza urbana tais como varrições de ruas e avenidas, limpeza de praias, córregos e terrenos, restos de podas de árvores.

Lixo agrícola: São assim considerados os resíduos das atividades agrícolas e da pecuária. São embalagens de defensivos agrícolas e fertilizantes, restos de rações e colheitas.
 
As embalagens de agroquímicos, que geralmente são altamente tóxicos, devem ter sua disposição final em depósitos apropriados a fim de não causarem impactos ambientais, tais como a poluição do solo e do lençol freático.

Entulho: Restos da construção civil, reformas de casas, demolições, solos de escavações diversas. Geralmente é composto de materiais inertes mas pode conter resíduos perigosos como restos de tintas e solventes.

A prefeitura é responsável pela administração e coleta dos resíduos  Domiciliar, Público e  Comercial (neste caso apenas em quantidades pequenas de até 50kg). Já para as outras categorias (Serviços de Saúde, Industrial, Agrícola e Entulho), a responsabilidade é do produtor das embalagens ou do lixo, como por exemplo, os hospitais, as construtoras e as empresas de embalagens.

Mas então, como dispor o lixo de forma adequada ?

O lixo deve ser coletado regularmente e levado para um local onde ele causará o menor impacto possível ao ambiente e à saúde das pessoas.

Este local é o ATERRO SANITÁRIO, onde os resíduos são espalhados, compactados com um trator de esteira e cobertos com terra em camadas sucessivas, evitando-se dessa forma, a proliferação de animais e permitindo o controle da poluição ambiental da área através da captação e tratamento do chorume e dos gases resultantes da decomposição.

Uma triste notícia é que nos municípios brasileiros APENAS 10% dos resíduos coletados são dispostos em aterros sanitários e 76% são depositados em lixões.
 
Os resíduos gerados por nossas atividades podem seguir outros caminhos além dos lixões ou aterros sanitários:
  •  Aterro controlado: esse método utiliza alguns princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. Esta forma de disposição produz poluição localizada. Geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem de sistema de tratamento do biogás gerado. Este método é preferível ao lixão, mas devido aos problemas ambientais que causa e seus custos operacionais, é de qualidade bastante inferior ao aterro sanitário.
  • Incineração: Processo de queima dos resíduos sob altas temperaturas (entre 850 C e 1200 C) em incineradores com a finalidade de destruir ou remover a fração orgânica presente no resíduo, reduzindo seu volume em até 90%. Depois do processo terminado, as cinzas são depositadas nos aterros. É o processo utilizado para o destino final de resíduos dos serviços de saúde. Além de diminuir o volume nos aterros e esterilizar os resíduos potencialmente infectantes ou tóxicos, outra vantagem desse método é a possibilidade de recuperação da energia gerada. Mas a incineração dos resíduos tem também suas desvantagens. Durante o processo de queima de alguns materiais como pilhas e plásticos há a liberação de compostos tóxicos e ácidos prejudiciais ao ambiente e à saúde, devendo ser rigidamente controlada a emissão destes.

Usinas de Compostagem:

Nestas usinas, os resíduos são separados em três parcelas: materiais orgânicos;

materiais recicláveis; e a parte não aproveitável do lixo, denominada de "rejeito" (pedras, couros, borrachas e plásticos sujos).

A parte orgânica dos resíduos é triturada, aerada, peneirada e submetida ao processo de compostagem (processo biológico de decomposição da matéria orgânica). Os materiais recicláveis são comercializados e o rejeito é transportado para os aterros sanitários.


Sempre que possível, prefira utilizar produtos reciclados. Já existem no mercado papel reciclado industrial, tubos de plástico PET que substituem po PVC, carpetes, vários tipos de artefatos plásticos.

A fabricação de produtos reciclados consome em geral, metade da água necessária para a produção a partir de matéria-prima virgem.

Para produzir 1 tonelada de papel, são gastos 80 mil litros de água.

A economia de água para fabricação da mesma quantidade de papel reciclado seria suficiente para o consumo diário total de água de 250 pessoas (incluindo alimentação, banho, lavagem de roupa e louça, descarga de vaso sanitário, etc.).
Muita gente aproveita as viegens internaciocais para encher a mala de produtos importados. Além disso, como são cada vez maiores as facilidades para compras pela Internet, o setor de importações diretas do exterior tem crescido enormemente.

O aspecto "preço" envolve mais componentes do que apenas o valor pago diretamente pelo produto. Logo de início, nas compras feitas no exterior, por exemplo nos Estados Unidos, são acrescidas as taxas (impostos), que nem sempre aparecem no preço.

Ainda quanto ao preço, nas compras via correio ou através da Internet, é preciso descobrir se o valor cobrado pelo frete está incluído. Se a procura é de um produto estrangeiro mais barato, às vezes o custo do frete inviabiliza a compra, pois pode deixá-lo mais caro que o similar nacional.

 
Sem garantia
 
Não se esqueça que produtos adquiridos no exterior, pessoalmente, através dos correios, ou pela Internet, não têm garantia legal no Brasil. Esse item é muito importante.

Se você adquirir um bem que venha a apresentar defeito de fabricação, pode perdê-lo, pois a reclamação teria que ser feita no exterior para o vendedor ou fabricante local. Ainda que o nome do fabricante estrangeiro seja o mesmo do instalado no Brasil, a garantia conferida no exterior só tem validade aqui se sua filial ou o representante estabelecido expressamente concordar, algo que não ocorre. (Há discussões no Judiciário brasileiro a respeito desse assunto, sendo que num caso isolado o consumidor ganhou a causa: a empresa daqui com o mesmo nome da empresa no exterior teve que consertar o produto adquirido lá fora. Mas, ainda não se pode afirmar ao certo se isso será uma tendência. Por ora, é melhor prevenir-se).


Não pague à vista

Se você comprar via internet ou correio, condicione o pagamento do preço à entrega ou retirada do produto. O pagamento antecipado envolve risco, especialmente se o vendedor está localizado no exterior.

Desistência

Quanto à desistência da compra do produto adquirido pelo correio ou através da Internet, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante a devolução no prazo de 7 dias, mas apenas para vendedores localizados no Brasil. Se você adquirir diretamente de fornecedor que está localizado no exterior, poderá ter dificuldade de fazer a devolução, pois nossa lei não se aplica ao caso.

Peças de reposição

Outro item importante: muitos produtos importados não têm peças de reposição no Brasil. Em caso de quebra, não há como consertá-los. Muitos também não têm assistência técnica autorizada ou pessoal especializado que saiba lidar com eles. Isso tem sido muito comum com aparelhos celulares, cujos modelos são lançados lá fora, mas não chegam aqui. Uma vez como defeito, você pode acabar não encontrando ninguém que o conserte. Certifique-se, pois, adequadamente antes da compra.


Compras no Brasil estão garantidas

Quando o consumidor, porém, resolve adquirir produtos estrangeiros através de um importador estabelecido no Brasil, ele está salvaguardado pelo CDC. Isso porque, segundo a lei, o importador responde pelos vícios e defeitos dos produtos, bem como pelos danos por eles ocasionados, estando sujeito ao pagamento de indenizações, troca dos produtos defeituosos, bem como devolução do dinheiro pago.


Importador é responsável

É bom deixar claro que o importador não pode se recusar a atender o consumidor que dele adquiriu um produto defeituoso, sob a alegação de que ele é "apenas o importador". Pela Lei, ele é o responsável pela qualidade do produto vendido.


Bom para o país e para o bolso

Vê-se, por tudo isso, que muitas vezes vale mesmo a pena adquirir um produto nacional ou, no máximo, através de um importador. Além de contribuir para a economia do País, correm-se menos riscos.
  • Produtos sem Garantia
  • Produtos semCertificado de Origem
  • Produtos enviados sem autorização solicitação do cliente

Consumo Consciente

 

Pesquise antes de fazer uma compra grande. Evite comprar com muita pressa e não se deixe persuadir por um vendedor insistente. Se precisar de tempo para pensar, volte no dia seguinte.

Leve em conta, além do preço da venda, o custo de funcionamento de qualquer item que comprar. Muitos produtos mais convenientes do ponto de vista ecológico têm preço mais elevado, como lâmpadas fluorescentes, mas a longo prazo economizam no custo da energia elétrica.

 

Escolha produtos feitos com recursos renováveis, como madeira cultivada, lã e seda.

 

Escolha produtos fabricados para durar. Por exemplo: escolha um sofá que tenha estrutura de madeira maciça ou aço em lugar de compensado ou aglomerado, que se quebram ou empenam com facilidade.

 

Evite comprar produtos descartáveis. Por exemplo: prefira os panos de prato, guardanapos e lenços de tecido aos de papel. O mesmo vale para xícaras, copos e talheres descartáveis.

 

Compre produtos agrícolas de origem local, e na época de sua safra - em geral mais baratos e mais frescos, e com menor impacto no meio ambiente. As feiras e as barraquinhas de rua são boas fontes, mas alguns supermercados também compram de agricultores locais. Apóie a cooperativa agrícola local, se houver.

 

Prefira os produtos naturais, totalmente biodegradáveis e atóxicos, que se decompõem sem deixar resíduos nocivos no meio ambiente. (A maioria dos materiais decompõe-se com o tempo, mas alguns deixam resíduos tóxicos).

 

Evite comprar produtos com embalagem excessiva e/ou não-biodegradável. Calcula-se que cerca de 10% do preço de cada compra se destinam ao custo da embalagem - que normalmente é jogada no lixo! E mais: uma quantidade significativa de energia é consumida na manufatura da embalagem; adquirir recipientes reutilizáveis pode ajudar a diminuir esse tipo de desperdício.

 

Como deixar de utilizar o plástico

O plástico é altamente nocivo ao meio ambiente, mas hoje esse material já faz parte da nossa vida e seria muito difícil viver sem ele. No entanto pode-se reduzir seu uso.

Faça um cálculo dos objetos de plástico que você usa a cada semana, incluindo sacolas e sacos de plástico usados para fazer compras e guardar alimentos, vasilhas de plástico no congelador e na despensa, filme plástico para cobrir alimentos, etc. Depois estabeleça uma meta para reduzir o seu consumo em, digamos, 50%.

 

As dicas abaixo vão ajudar você a reduzir o consumo de plástico:

 •Ao invés de usar vasilhas ou potes de plástico, use recipientes de vidro, louça ou inox para armazenar alimentos.

•Para embrulhar alimentos, use papel-manteiga ou celofane (feitos de fibras vegetais). •Sempre que possível, substitua os sacos de plástico por sacos de papel.

•Tente limitar o uso de alimentos contidos em latas com revestimento plástico.

•Tente encontrar sacos para congelamento feitos de materiais naturais e biodegradáveis. Pesquise.

•Se usar sacolas de plástico no supermercado, encha cada uma o máximo possível - com pelo menos oito itens, contanto que não fiquem pesadas demais.

•Tente utilizar pelo menos duas vezes cada sacola de plástico.

•Compre apenas plásticos que possam ser reciclados. Os fabricantes estampam um código de identificação de material reciclável. A reciclagem pode ser feita em Postos de Entrega Voluntária (PEV) ou em cooperativas de catadores.

• Algumas precauções simples vão ajudar você a evitar os efeitos nocivos do plástico à saúde.

•Transfira os alimentos de recipientes de plástico para pratos de vidro ou louça antes de reaquecê-los no forno de microondas. Essas ondas provocam a transferência de substâncias químicas de sacos e recipientes de plástico para o alimento. Isso tem mais probabilidade de acontecer com alimentos quentes e com bastante gordura, portanto use sempre recipientes de vidro para aquecê-los.

•Tente comprar queijo a peso, e não pré-embalado. Se não puder evitar a compra de queijo embalado em plástico, remova a embalagem assim que chegar em casa.

•Jogue fora recipientes plásticos rachados, desbotados ou com qualquer outro sinal de desgaste. Eles podem passar substâncias químicas nocivas para a sua comida.

•Os detergentes muito fortes e a água em temperatura muito alta usados em lava-louças podem provocar a decomposição do plástico. Lave manualmente, com água morna e detergente suave à base de plantas, todos os recipientes plásticos, até mesmo aqueles rotulados de próprios para a lava-louças.

A pirataria moderna se refere à cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria - portanto, quer pela cópia de uma obra anterior (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.
O comércio, a exposição à venda, ou a distribuição de pirataria é um crime no Brasil.
 
A Lei 10.695, de 1 de Julho de 2003 altera partes do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 acrescentando ao artigo 184, §4º, que ressalva que a criação de uma cópia pelo copista para uso próprio e sem intuito de lucro, do material com direitos autorais, não constitui crime.
 
Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
 
O Conselho Nacional de Combate à Pirataria mantém um site atualizado com as principais ações para coibir esta modalidade de crime. Como o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 184, parágrafos 1,2 e 3 determina que deve haver o intuito de lucro (direto ou indireto), não comete pirataria aquele que compra ou faz download de arquivos para uso privado. E o parágrafo quarto acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a "expressa autorização do titular".
Existe uma corrente que prega a descriminalização da pirataria, defendida principalmente por Túlio Vianna, já havendo inclusive uma decisão favorável do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Porém, a maior parte da jurisprudência brasileira continua no sentido de que o comércio de produtos pirateados é crime sujeito a punições.Mais de meio milhão de CDs falsificados sendo destruídos em frente à rampa do Congresso Nacional marcaram o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria em 2005.
 
 
Produtos mais pirateados   
•Software
•Medicações
•Brinquedos
•CDs
•DVDs
•Livros  
•Roupas
•Óculos
•Tênis
•Biopirataria
•Produtos desportivos
•Perfumes
•Relógios
Jogos eletrônicos
Um dos itens mais pirateados no mercado nacional é definitivamente o jogo eletrônico. Tanto pela facilidade com a qual a cópia é feita tanto pela facilidade pela qual se obtêm (praticamente qualquer loja especializada em jogos vende produtos piratas), a pirataria no mercado de jogos vêm se popularizando e se adapatando conforme os constantes avanços na tecnologia. Além disso, a falta de fiscalização e a aceitação da pirataria como parte do cotidiano atual contribui para a sua continuidade.
 
 
 
Aceitação social
A pirataria como parte do cotidiano já é um conceito definido há tempos. A compra de produtos no mercado informal já faz parte integral do cotidiano brasileiro desde a época da tecnologia de vídeo VHS. Tanto os preços inacessíveis e desinteressantes ao público, independentemente da camada social, tornam a pirataria a quase que exclusiva e viável alternativa ao consumidor.
 
 
 
Penalidades
No Brasil a pirataria fere a licença de copyright e contra ela existe a Lei Antipirataria ([[Pirataria moderna#Lei Anti-Pirataria|10.695 de 1 de julho de 2003]] do Código de Processo Penal), que pune os responsáveis e dependendo dos casos a pena pode chegar a 4 (quatro) anos de reclusão de pena, e multa. Apesar disso, a pirataria é muito praticada no Brasil sendo responsável pela geração de um grande número de empregos informais. A Polícia Federal do Brasil  mantém operações permanentes para coibir as diversas modalidades de pirataria.
 
 
 
Pirataria, consequências e sua ligação com crime organizado
De acordo com dados da Interpol  a pirataria está relacionada ao crime organizado, como assaltantes, traficantes de armas, narcotraficantes e ligado até ao terrorismo,[8]  movimentando mais de meio trilhão de dólares.[9]  Além disso a pirataria está intimamente ligada à exploração infantil, são mais de 250 milhões de crianças trabalhando em regime desumano.
 
No Brasil, de acordo com a Frente Parlamentar Contra a Pirataria, esse comércio ilegal impede 2 milhões de empregos formais no país e causa um grande rombo nas contas públicas. O Brasil deixa de arrecadar mais de 10 bilhões de ReaisAlternativasUm dos principais questionamentos, hoje em dia, está focado no sistema de propriedade intelectual. No caso dos softwares surgem os softwares livres. No caso da produção musical e audio-visual ainda há uma grande controvérsia. Contudo, todos buscam uma solução que respeite o direito e permita acesso ao trabalho dos artistas.
 
Um dos meios que favorece essa disponibilidade de material hoje em dia é o uso de software P2P  que permite a seus usuários compartilhar arquivos por meio da Internet.Muitos esperam que os músicos comecem a abandonar a concepção de disco gravado para oferecer seu material de formas alternativas (como, por exemplo, downloads através de FTP  ou similares), podendo fixar preços por peça/canção ou grupo de peças muito mais baixos que os atuais preços de CD.
Recentemente foi fundado o Partido Pirata Piratpartiet, na Suécia. Trata-se de um partido político que tem como principal tema a reformulação da legislação de propriedade intelectual. Vários outros partidos europeus tem sido influenciados pelos fundamentos do Partido Pirata.
Algumas lojas e locadoras oferecem produtos pirateados como originais.Tome muito cuidado!

Ao caminhar por ruas e diversos locais onde há qualquer tipo de comércio, é comum encontrar CDs e DVDs falsos vendidos em atraentes promoções de cinco por R$ 10, por exemplo. Muitas vezes, é possível encontrar novidades que sequer foram lançadas no Brasil.
Ao entrar em lojas ou locadoras, a sensação predominante é a segurança de adquirir um produto original. Porém, nem isso está garantido. A APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) registra casos de CDs e DVDs piratas comercializados em estabelecimentos fixos e locadoras. Em 2008, foram mais de 2000 denúncias de consumidores que adquiriram “gato por lebre”, ou seja, compraram produtos falsificados oferecidos como originais.

Recentemente, uma rede de lojas de Goiânia teve 3 mil CDs e DVDs apreendidos, todos ilegais. O empresário responsável pelo estabelecimento foi preso. Curiosamente, ele já foi presidente de uma associação de combate à pirataria.
 

Um dos motivos que levam à venda de produtos falsificados como originais é o aprimoramento das técnicas de cópia. Algumas cópias são facilmente flagradas como falsas, porém outras exigem um pouco de atenção do consumidor. Atenção essa que muitas vezes é deixada de lado na hora da compra.
 
 
 
Identificando produtos ilegais

Algumas “olhadelas” atentas no disco podem apontar o golpe. Por fora, produtos pirateados são distribuídos muitas vezes em sacos plásticos e geralmente tem uma cópia da capa e da contracapa, sem encarte. Na parte de cima, geralmente há uma etiqueta ou outro papel colado.

Já um produto original tem embalagem feita de um plástico resistente e que armazena o disco sem problemas. O encarte é completo e traz detalhes sobre o artista ou conteúdo da obra. Produtos originais sempre são impressos com serigrafia, ou seja, com a arte impressa diretamente no disco e de alta qualidade.

Já a parte de leitura de um CD ou DVD original é de cor prateada, enquanto que produtos falsificados têm cor verde ou roxo. No entanto, já são comercializadas mídias com cores mais parecidas com o tom acinzentado original.

Para acabar com a dúvida de uma vez, todos os CDs e DVDs originais têm um código no miolo, na parte central da mídia. É um código sempre acompanhado das siglas IFPI (International Federation of Phonographic Industry, Federação Internacional da Indústria Fonográfica.
Os alimentos têm uma durabilidade limitada, ou seja, mantêm as suas características e estão próprios para consumo durante um período limitado. Os alimentos têm diferentes tempos de vida: os perecíveis (por exemplo, o leite) degradam-se mais facilmente. Os métodos de conservação são, por isso, essenciais para aumentar a sua durabilidade.
 
Sob o ponto de vista genérico, os riscos dos produtos químicos perigosos podem referir-se tanto à segurança como à saúde dos trabalhadores e estão relacionados com o fabrico, utilização e manipulação e presença de substâncias químicas, quer no estado puro, quer formando misturas. No âmbito das legislações comunitária e nacional, são designados por:

   
  • Substâncias - Elementos químicos e os seus compostos tal como se apresentam no estado natural ou tal como são produzidos pela indústria e que contenham, eventualmente, qualquer aditivo necessário à preservação da estabilidade do produto e qualquer impureza decorrente do processo, com exclusão de qualquer solvente que possa ser extraído sem afectar a estabilidade da substância nem alterar a sua composição;
  • Preparações - Misturas ou soluções que são compostas de duas ou mais substâncias.
 
 
Caracterização dos agentes

Os riscos inerentes aos produtos químicos perigosos para a segurança e a saúde dos trabalhadores podem ser analisados sob os aspcto da comercialização ou durante atividade laboral por meio da produção, utilização, manipulação e exposição.

Na comercialização estão sendo adotadas um conjunto de Directivas que dizem respeito à classificação, embalagem e rotulagem dos produtos químicos perigosos bem como à limitação da sua comercialização e/ou utilização. Segundo aquelas. só se podem comercializar as substâncias químicas que sejam notificadas pelo fabricante ou importador à autoridade competente de cada um dos Estados-membros. De acordo com esta legislação, a avaliação dos perigos das preparações e substâncias perigosas é efectuada fundamentalmente sob o ponto de vista das propriedades físico-químicas e efeitos sobre a saúde.

Os produtos químicos perigosos são classificados com base na Portaria 732-A/96, de 11 de Dezembro, em:

a) Propriedades físico-químicas:

  • Explosivos;
  • Comburentes;
  • Inflamáveis;
  • Facilmente inflamáveis;
  • Extremamente inflamáveis

b) Propriedades toxicológicas:

  • Tóxicos;
  • Muito tóxicos;
  • Nocivos;
  • Corrosivos;
  • Irritantes;
  • Sensibilizantes;
  • Os que provocam efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada

c) Efeitos específicos na saúde humana:

  •  Carcinogénicos;
  • Mutagénicos - Com efeitos tóxicos na reprodução
 
d) Efeitos no ambiente:

  • Perigosos para o ambiente aquático;
  • Perigosos para o ambiente não aquático

 
 
Factores de Risco

Os riscos das substâncias e preparações químicas perigosas dependem de:

  • Factores intrínsecos aos próprios produtos químicos, em consequência das suas propriedades físico-químicas ou reactividade química determinantes da sua perigosidade:
  • Factores extrínsecos relativos à insegurança com que estes se utilizam, como por exemplo deficiências da organização. dos equipamentos e das instalações: Comportamentos humanos inadequados gerados basicamente por um desconhecimento da perigosidade do produto ou processo químico em questão, e por falta de formação que permita adoptar procedimentos de trabalho seguros.
 
 
Tipos de Risco

Os produtos químicos podem ser analisados de acordo com os diferentes tipos de risco e em especial das suas consequências:

  • Riscos de explosão e de incêndio;
  • Riscos de irritação e de queimaduras por contacto;
  • Riscos de intoxicação;
  • Riscos para o ambiente.

Devido às características físico-químicas dos produtos químicos, podem desencadear-se incêndios e explosões quando da presença de substâncias inflamáveis. explosivas e comburentes. Em consequência de desprendimento de calor e devido à incompatibilidade química de algumas substâncias pode dar-se o inflamação ou explosão dos reagentes e dos produtos do reacção libertando matérias muito tóxicas.
 
 
Riscos de explosão e de incêndio

Os riscos de inflamação ou de explosão dependem das propriedades físicas do produto e do seu ponto de inflamação que, em especial para os líquidos, é a temperatura mais baixa a partir da qual se desprendem quantidades suficientes de vapores que se inflamam na presença de uma fonte de energia de activação externa. Assim, conforme o seu ponto de inflamação, as substâncias e preparações líquidas podem classificar-se em:

  • Extremamente inflamável;
  • Facilmente inflamável;
  • Inflamável

Medidas preventivas

Para proteger os trabalhadores contra os danos provocados pela utilização de produtos químicos inflamáveis e explosivos deve-se:

  • Actuar ao nível da concepção e métodos de funcionamento das instalações, de maneira a eliminar vapores. gases ou poeiras inflamáveis, e adoptar procedimentos correctos de evacuação;
  • Eliminar ou controlar as fontes de ignição] com especial incidência nas medidas destinadas a evitar descargas electrostáticas. sobretudo nas operações de trasfega:
  • Efectuar a separação das instalações e/ou processos em que se utilizem produtos químicos inflamáveis das zonas de armazenagem e dos locais onde estejam presente pessoas;
  • Instalar dispositivos para detectar aumentos da pressão finos recipientes e de sistemas automáticos de redução de gases, destinados a evitar explosões;
  • Reduzir ao mínimo as quantidades presentes no local de trabalho e separar os produtos químicos incompatíveis entre si;
  • Utilizar vestuário e equipamento adequado, como por exemplo, ferramentas que não produzam chispas sobretudo quando se trabalha com material inflamável a baixa temperatura;
  • Medir as atmosferas inflamáveis, para as quais existem detectores (explosímetros) para avaliar da sua perigosidade;
  • Fechar sempre os recipientes que contêm produtos inflamáveis. pois os seus vapores e todo o líquido ardem facilmente se na sua proximidade existe um foco de ignição;
  • Atender à incompatibilidade de certos produtos químicos com a água. pois podem libertar-se produtos inflamáveis;
  • Manter os produtos químicos oxidantes afastados dos inflamáveis e combustíveis. devido à sua reactividade e à sua tendência a gerar calor;
  •  Conceber vias de acesso adequadas à zona de armazenagem;
  • Instalar sinalização de segurança adequada e introduzir equipamento apropriado na detecção e/ou extinção de incêndios. que deve estar sempre em bom estado de funcionamento e de fácil acesso;
  • Instalar dispositivos eléctricos que devem ser antideflagrantes e com ligação à terra;
  • Proibir fumar.

Riscos de irritação e de queimaduras por contacto

São riscos provocados por substâncias irritantes e corrosivas, cuja acção sobre o organismo se manifesta localmente mediante irritação forte com reacções inflamatórias da pele e das mucosas ou destruição dos tecidos com os quais estão em contacto directo.

Medidas preventivas

Para prevenir estes riscos deve-se:

  • Fechar sempre os recipientes, depois de extraída a quantidade necessária, pois em caso de derrame de produtos corrosivos podem ocorrer acidentes graves;
  • Colocar os produtos corrosivos separados e em recipientes de pequena capacidade o mais perto possível do solo, com tabuleiros que retenham possíveis derrames por rotura;
  • Instalar duches de emergência e "lava olhos" para minimizar as consequências resultantes de projecções e salpicaduras em operações manuais;
  • Evitar manipular produtos químicos irritantes ou corrosivos. sem equipamento de protecção individual adequado (ex.: luvas e óculos de protecção);
  • Lavar a cara e as mãos depois da utilização.

Riscos de intoxicação

A exposição dos trabalhadores à acção contaminante dos produtos químicos perigosos pode provocar intoxicações agudas ou crónicas. quando da penetração no organismo por inalação, absorção cutânea e/ou ingestão. As intoxicações podem manifestar-se de maneira diferente provocando efeitos:

  • Asfixiantes;
  • Alergizantes e sensibilizantes
  • Tóxicos sistémicos
  • Pneumoconiáticos
  • Anestésicos e narcóticos
  • Carcinogénicos, mutagénicos e tóxicos na reprodução.

Medidas de prevenção

Para controlar os riscos de intoxicações ambientais em consequência da exposição dos trabalhadores aos produtos químicos perigosos, enquanto agentes contaminantes dos locais de trabalho, deve-se:
  • Actuar ao nível da concepção e métodos de funcionamento das instalações
  • Modificar e corrigir o processo produtivo, impedindo a formação do contaminante, nomeadamente trabalhando em meios isolados
  • Substituir uma substância tóxica por outra menos tóxica
  • Automatizar o processo para evitar a manipulação directa do contaminante
  •  Introduzir ventilarão geral e/ou extracção localizada adequadas
  • Alterar a organização do trabalho diminuindo o tempo de exposição aos contaminantes químicos. e reduzir a um mínimo absolutamente necessário o número de trabalhadores expostos
  • Introduzir equipamentos e sistemas de trabalho que em caso de fugas. permitam detectá-las rapidamente e circunscrever a área contaminada   
  • Armazenados produtos tóxicos em locais bem ventilados
  • Proibir comer, beber e fumar em zonas contaminadas
  • Usar equipamento de protecção individual até que os riscos sejam eliminados ou reduzidos a níveis considerados inofensivos para a saúde dos trabalhadores, ou ainda como complemento da protecção colectiva.

Além do controlo ambiental da exposição, é necessário fazer controlo biológico, que implica medição e avaliação dos contaminantes em fluidos biológicos (sangue, urina).

Rotulagem de substâncias e preparações

O rótulo é para o utilizador a primeira fonte de informação relativa ao produto. É pois fundamental, lê-lo e compreendê-lo, pois ele evidencia os riscos relativos a determinado produto. O rótulo:

  • Informa imediatamente o utilizador do produto;
  •  Permite evitar confusões e erros de manipulação;
  • Ajuda a organizar a prevenção;
  • É um guia para a compra dos produtos;
  • É um auxiliar da armazenagem dos produtos;
  • É importante em caso de acidente;
  • Dá conselhos sobre a gestão de resíduos e a protecção do ambiente.

Informação fornecida pelo rótulo

Conforme consta da legislação, o rótulo deve conter as seguintes informações, redigidas em língua portuguesa:

  • Nome da substância ou designação comercial da preparação
  • Origem da substância ou preparação (nome e morada completa do fabricante. importador ou distribuidor)
  • Símbolos e indicações de perigo que apresenta o uso da substância ou da preparação
  • Frases-tipo indicando os riscos específicos que derivam dos perigos que apresenta o uso da substância (frases"R")
  • Frases-tipo indicando os conselhos de prudência relativamente ao uso da substância (frases"S")
  • Número CE, quando atribuído
  • Indicação "Rotulagem CE", obrigatória para as substâncias incluídas no anexo 1 da Portaria n° 732-A/96, 11 de Dezembro
Fichas de segurança

Sempre que se armazenem ou manipulem substâncias e/ou preparações perigosas, é essencial estar informado sobre os principais riscos representados pela utilização desses produtos. A Portaria n.º 732-A/96 de 11 de Dezembro obriga os fabricantes e ou importadores e fornecedores dos produtos assim classificados a fornecerem ao utilizador a designada ficha de dados de segurança, que transmite informações fundamentais sob o ponto de vista da segurança, designadamente:

  • Identificação do fabricante
  • Identificação do perigos
  • Primeiros socorros
  • Medidas de combate a incêndios
  • Medidas a tomar em caso de fugas acidentais
  • Manuseamento e armazenamento
  • Controlo da exposição / protecção individual
  • Propriedades físico-químicas
  • Estabilidade e reactividade
  • Informação toxicológica
  • Informação ecológica
  • Informações relativas à eliminação
  • Informações relativas ao transporte
  • Informação sobre regulamentação
  • Outras informações

 

O lixo é o resíduo produzido pelos seres humanos no desenvolvimento de suas atividades, que vão desde sua alimentação até a produção industrial, assim como nos hospitais, nas escolas, nos bancos, etc.  Existem diversas formas de classificá-lo, pode ser por sua natureza física (seco ou molhado), sua composição química (matéria orgânica ou inorgânica) ou pelos riscos potenciais ao meio ambiente (perigosos, não-inertes e inertes). Pode também ser classificado de acordo com a sua origem, ou seja, onde ele é produzido :

Lixo doméstico ou domiciliar: É o resíduo que geramos em casa e nas escolas. São restos de alimentos, frascos de plásticos, potes de vidros, embalagens de papéis e papelões, etc.

Lixo industrial: São os resíduos de produção em escala industrial. Varia de acordo com o ramo de atividade da empresa  (metalurgia, química, automotiva, papel e celulose e assim por diante).

Óleos, graxas, lodos, serragem, borra de tinta, são alguns exmplos. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.

Lixo de serviços de saúde: São os resíduos gerados nos hospitais, postos médicos e dentários, farmácias, clínicas veterinárias. É composto por resíduos infectantes ou potencialmente infectantes como seringas, luvas e agulhas descartáveis, curativos. Há também os resíduos assépticos (não infectantes) que são os papéis, restos de preparo de alimentos, embalagens de produtos de limpeza, etc.

Lixo comercial: É o lixo gerado nas lojas, restaurantes, bares e escritórios. Esses lixos apresentam muito papel, embalagens diversas e resíduos de higiene pessoal tais como papel higiênico e papel toalha.

Lixo público: Originado nos serviços de limpeza urbana tais como varrições de ruas e avenidas, limpeza de praias, córregos e terrenos, restos de podas de árvores.

Lixo agrícola: São assim considerados os resíduos das atividades agrícolas e da pecuária. São embalagens de defensivos agrícolas e fertilizantes, restos de rações e colheitas.
 
As embalagens de agroquímicos, que geralmente são altamente tóxicos, devem ter sua disposição final em depósitos apropriados a fim de não causarem impactos ambientais, tais como a poluição do solo e do lençol freático.

Entulho: Restos da construção civil, reformas de casas, demolições, solos de escavações diversas. Geralmente é composto de materiais inertes mas pode conter resíduos perigosos como restos de tintas e solventes.

A prefeitura é responsável pela administração e coleta dos resíduos  Domiciliar, Público e  Comercial (neste caso apenas em quantidades pequenas de até 50kg). Já para as outras categorias (Serviços de Saúde, Industrial, Agrícola e Entulho), a responsabilidade é do produtor das embalagens ou do lixo, como por exemplo, os hospitais, as construtoras e as empresas de embalagens.

Mas então, como dispor o lixo de forma adequada ?

O lixo deve ser coletado regularmente e levado para um local onde ele causará o menor impacto possível ao ambiente e à saúde das pessoas.

Este local é o ATERRO SANITÁRIO, onde os resíduos são espalhados, compactados com um trator de esteira e cobertos com terra em camadas sucessivas, evitando-se dessa forma, a proliferação de animais e permitindo o controle da poluição ambiental da área através da captação e tratamento do chorume e dos gases resultantes da decomposição.

Uma triste notícia é que nos municípios brasileiros APENAS 10% dos resíduos coletados são dispostos em aterros sanitários e 76% são depositados em lixões.
 
Os resíduos gerados por nossas atividades podem seguir outros caminhos além dos lixões ou aterros sanitários:
  •  Aterro controlado: esse método utiliza alguns princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. Esta forma de disposição produz poluição localizada. Geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem de sistema de tratamento do biogás gerado. Este método é preferível ao lixão, mas devido aos problemas ambientais que causa e seus custos operacionais, é de qualidade bastante inferior ao aterro sanitário.
  • Incineração: Processo de queima dos resíduos sob altas temperaturas (entre 850 C e 1200 C) em incineradores com a finalidade de destruir ou remover a fração orgânica presente no resíduo, reduzindo seu volume em até 90%. Depois do processo terminado, as cinzas são depositadas nos aterros. É o processo utilizado para o destino final de resíduos dos serviços de saúde. Além de diminuir o volume nos aterros e esterilizar os resíduos potencialmente infectantes ou tóxicos, outra vantagem desse método é a possibilidade de recuperação da energia gerada. Mas a incineração dos resíduos tem também suas desvantagens. Durante o processo de queima de alguns materiais como pilhas e plásticos há a liberação de compostos tóxicos e ácidos prejudiciais ao ambiente e à saúde, devendo ser rigidamente controlada a emissão destes.

Usinas de Compostagem:

Nestas usinas, os resíduos são separados em três parcelas: materiais orgânicos;

materiais recicláveis; e a parte não aproveitável do lixo, denominada de "rejeito" (pedras, couros, borrachas e plásticos sujos).

A parte orgânica dos resíduos é triturada, aerada, peneirada e submetida ao processo de compostagem (processo biológico de decomposição da matéria orgânica). Os materiais recicláveis são comercializados e o rejeito é transportado para os aterros sanitários.


Sempre que possível, prefira utilizar produtos reciclados. Já existem no mercado papel reciclado industrial, tubos de plástico PET que substituem po PVC, carpetes, vários tipos de artefatos plásticos.

A fabricação de produtos reciclados consome em geral, metade da água necessária para a produção a partir de matéria-prima virgem.

Para produzir 1 tonelada de papel, são gastos 80 mil litros de água.

A economia de água para fabricação da mesma quantidade de papel reciclado seria suficiente para o consumo diário total de água de 250 pessoas (incluindo alimentação, banho, lavagem de roupa e louça, descarga de vaso sanitário, etc.).
Muita gente aproveita as viegens internaciocais para encher a mala de produtos importados. Além disso, como são cada vez maiores as facilidades para compras pela Internet, o setor de importações diretas do exterior tem crescido enormemente.

O aspecto "preço" envolve mais componentes do que apenas o valor pago diretamente pelo produto. Logo de início, nas compras feitas no exterior, por exemplo nos Estados Unidos, são acrescidas as taxas (impostos), que nem sempre aparecem no preço.

Ainda quanto ao preço, nas compras via correio ou através da Internet, é preciso descobrir se o valor cobrado pelo frete está incluído. Se a procura é de um produto estrangeiro mais barato, às vezes o custo do frete inviabiliza a compra, pois pode deixá-lo mais caro que o similar nacional.

 
Sem garantia
 
Não se esqueça que produtos adquiridos no exterior, pessoalmente, através dos correios, ou pela Internet, não têm garantia legal no Brasil. Esse item é muito importante.

Se você adquirir um bem que venha a apresentar defeito de fabricação, pode perdê-lo, pois a reclamação teria que ser feita no exterior para o vendedor ou fabricante local. Ainda que o nome do fabricante estrangeiro seja o mesmo do instalado no Brasil, a garantia conferida no exterior só tem validade aqui se sua filial ou o representante estabelecido expressamente concordar, algo que não ocorre. (Há discussões no Judiciário brasileiro a respeito desse assunto, sendo que num caso isolado o consumidor ganhou a causa: a empresa daqui com o mesmo nome da empresa no exterior teve que consertar o produto adquirido lá fora. Mas, ainda não se pode afirmar ao certo se isso será uma tendência. Por ora, é melhor prevenir-se).


Não pague à vista

Se você comprar via internet ou correio, condicione o pagamento do preço à entrega ou retirada do produto. O pagamento antecipado envolve risco, especialmente se o vendedor está localizado no exterior.

Desistência

Quanto à desistência da compra do produto adquirido pelo correio ou através da Internet, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante a devolução no prazo de 7 dias, mas apenas para vendedores localizados no Brasil. Se você adquirir diretamente de fornecedor que está localizado no exterior, poderá ter dificuldade de fazer a devolução, pois nossa lei não se aplica ao caso.

Peças de reposição

Outro item importante: muitos produtos importados não têm peças de reposição no Brasil. Em caso de quebra, não há como consertá-los. Muitos também não têm assistência técnica autorizada ou pessoal especializado que saiba lidar com eles. Isso tem sido muito comum com aparelhos celulares, cujos modelos são lançados lá fora, mas não chegam aqui. Uma vez como defeito, você pode acabar não encontrando ninguém que o conserte. Certifique-se, pois, adequadamente antes da compra.


Compras no Brasil estão garantidas

Quando o consumidor, porém, resolve adquirir produtos estrangeiros através de um importador estabelecido no Brasil, ele está salvaguardado pelo CDC. Isso porque, segundo a lei, o importador responde pelos vícios e defeitos dos produtos, bem como pelos danos por eles ocasionados, estando sujeito ao pagamento de indenizações, troca dos produtos defeituosos, bem como devolução do dinheiro pago.


Importador é responsável

É bom deixar claro que o importador não pode se recusar a atender o consumidor que dele adquiriu um produto defeituoso, sob a alegação de que ele é "apenas o importador". Pela Lei, ele é o responsável pela qualidade do produto vendido.


Bom para o país e para o bolso

Vê-se, por tudo isso, que muitas vezes vale mesmo a pena adquirir um produto nacional ou, no máximo, através de um importador. Além de contribuir para a economia do País, correm-se menos riscos.
  • Produtos sem Garantia
  • Produtos semCertificado de Origem
  • Produtos enviados sem autorização solicitação do cliente

Consumo Consciente

 

Pesquise antes de fazer uma compra grande. Evite comprar com muita pressa e não se deixe persuadir por um vendedor insistente. Se precisar de tempo para pensar, volte no dia seguinte.

Leve em conta, além do preço da venda, o custo de funcionamento de qualquer item que comprar. Muitos produtos mais convenientes do ponto de vista ecológico têm preço mais elevado, como lâmpadas fluorescentes, mas a longo prazo economizam no custo da energia elétrica.

 

Escolha produtos feitos com recursos renováveis, como madeira cultivada, lã e seda.

 

Escolha produtos fabricados para durar. Por exemplo: escolha um sofá que tenha estrutura de madeira maciça ou aço em lugar de compensado ou aglomerado, que se quebram ou empenam com facilidade.

 

Evite comprar produtos descartáveis. Por exemplo: prefira os panos de prato, guardanapos e lenços de tecido aos de papel. O mesmo vale para xícaras, copos e talheres descartáveis.

 

Compre produtos agrícolas de origem local, e na época de sua safra - em geral mais baratos e mais frescos, e com menor impacto no meio ambiente. As feiras e as barraquinhas de rua são boas fontes, mas alguns supermercados também compram de agricultores locais. Apóie a cooperativa agrícola local, se houver.

 

Prefira os produtos naturais, totalmente biodegradáveis e atóxicos, que se decompõem sem deixar resíduos nocivos no meio ambiente. (A maioria dos materiais decompõe-se com o tempo, mas alguns deixam resíduos tóxicos).

 

Evite comprar produtos com embalagem excessiva e/ou não-biodegradável. Calcula-se que cerca de 10% do preço de cada compra se destinam ao custo da embalagem - que normalmente é jogada no lixo! E mais: uma quantidade significativa de energia é consumida na manufatura da embalagem; adquirir recipientes reutilizáveis pode ajudar a diminuir esse tipo de desperdício.

 

Como deixar de utilizar o plástico

O plástico é altamente nocivo ao meio ambiente, mas hoje esse material já faz parte da nossa vida e seria muito difícil viver sem ele. No entanto pode-se reduzir seu uso.

Faça um cálculo dos objetos de plástico que você usa a cada semana, incluindo sacolas e sacos de plástico usados para fazer compras e guardar alimentos, vasilhas de plástico no congelador e na despensa, filme plástico para cobrir alimentos, etc. Depois estabeleça uma meta para reduzir o seu consumo em, digamos, 50%.

 

As dicas abaixo vão ajudar você a reduzir o consumo de plástico:

 •Ao invés de usar vasilhas ou potes de plástico, use recipientes de vidro, louça ou inox para armazenar alimentos.

•Para embrulhar alimentos, use papel-manteiga ou celofane (feitos de fibras vegetais). •Sempre que possível, substitua os sacos de plástico por sacos de papel.

•Tente limitar o uso de alimentos contidos em latas com revestimento plástico.

•Tente encontrar sacos para congelamento feitos de materiais naturais e biodegradáveis. Pesquise.

•Se usar sacolas de plástico no supermercado, encha cada uma o máximo possível - com pelo menos oito itens, contanto que não fiquem pesadas demais.

•Tente utilizar pelo menos duas vezes cada sacola de plástico.

•Compre apenas plásticos que possam ser reciclados. Os fabricantes estampam um código de identificação de material reciclável. A reciclagem pode ser feita em Postos de Entrega Voluntária (PEV) ou em cooperativas de catadores.

• Algumas precauções simples vão ajudar você a evitar os efeitos nocivos do plástico à saúde.

•Transfira os alimentos de recipientes de plástico para pratos de vidro ou louça antes de reaquecê-los no forno de microondas. Essas ondas provocam a transferência de substâncias químicas de sacos e recipientes de plástico para o alimento. Isso tem mais probabilidade de acontecer com alimentos quentes e com bastante gordura, portanto use sempre recipientes de vidro para aquecê-los.

•Tente comprar queijo a peso, e não pré-embalado. Se não puder evitar a compra de queijo embalado em plástico, remova a embalagem assim que chegar em casa.

•Jogue fora recipientes plásticos rachados, desbotados ou com qualquer outro sinal de desgaste. Eles podem passar substâncias químicas nocivas para a sua comida.

•Os detergentes muito fortes e a água em temperatura muito alta usados em lava-louças podem provocar a decomposição do plástico. Lave manualmente, com água morna e detergente suave à base de plantas, todos os recipientes plásticos, até mesmo aqueles rotulados de próprios para a lava-louças.