Alimentos/Bebidas


O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro - é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro).

 

Objetivando integrar uma estrutura sistêmica articulada, o Sinmetro, o Conmetro e o Inmetro foram criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973, cabendo a este último substituir o então Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM) e ampliar significativamente o seu raio de atuação a serviço da sociedade brasileira.

 

No âmbito de sua ampla missão institucional, o Inmetro objetiva fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.

 

Sua missão é prover confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do País.

 

Dentre as competências e atribuições do Inmetro destacam-se:

  • Executar as políticas nacionais de metrologia e da qualidade;
  • Verificar a observância das normas técnicas e legais, no que se refere às unidades de medida, métodos de medição, medidas materializadas, instrumentos de medição e produtos pré-medidos;
  • Manter e conservar os padrões das unidades de medida, assim como implantar e manter a cadeia de rastreabilidade dos padrões das unidades de medida no País, de forma a torná-las harmônicas internamente e compatíveis no plano internacional, visando, em nível primário, à sua aceitação universal e, em nível secundário, à sua utilização como suporte ao setor produtivo, com vistas à qualidade de bens e serviços;
  • Fortalecer a participação do País nas atividades internacionais relacionadas com metrologia e qualidade, além de promover o intercâmbio com entidades e organismos estrangeiros e internacionais;
  • Prestar suporte técnico e administrativo ao Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro, bem assim aos seus comitês de assessoramento, atuando como sua Secretaria-Executiva;
  • Fomentar a utilização da técnica de gestão da qualidade nas empresas brasileiras;
  • Planejar e executar as atividades de acreditação de laboratórios de calibração e de ensaios, de provedores de ensaios de proficiência, de organismos de certificação, de inspeção, de treinamento e de outros, necessários ao desenvolvimento da infra-estrutura de serviços tecnológicos no País; e
  • Desenvolvimento, no âmbito do Sinmetro, de programas de avaliação da conformidade , nas áreas de produtos, processos, serviços e pessoal, compulsórios ou voluntários, que envolvem a aprovação de regulamentos.

Missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Promover o Desenvolvimento Sustentável e a Competitividade do Agronegócio em Benefício da Sociedade Brasileira.

 

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, UMA PARCERIA HISTÓRICA COM O AGRONEGÓCIO

 

Estimular o aumento da produção agropecuária e o desenvolvimento do agronegócio, com o objetivo de atender o consumo interno e formar excedentes para exportação. Essa é a missão institucional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tem como conseqüência a geração de emprego e renda, a promoção da segurança alimentar, a inclusão social e a redução das desigualdades sociais.

 

Para cumprir sua missão, o Mapa formula e executa políticas para o desenvolvimento do agronegócio, integrando aspectos mercadológicos, tecnológicos, científicos, organizacionais e ambientais, para atendimento dos consumidores brasileiros e do mercado internacional. A atuação do ministério baseia-se na busca de sanidade animal e vegetal, da organização da cadeia produtiva do agronegócio, da modernização da política agrícola, do incentivo às exportações, do uso sustentável dos recursos naturais e do bem-estar social.

 

A infra-estrutura básica do Mapa é formada pelas áreas de política agrícola (produção, comercialização, abastecimento, armazenagem e indicadores de preços mínimos), produção e fomento agropecuário; mercado, comercialização e abastecimento agropecuário; informação agrícola, defesa sanitária (animal e vegetal); fiscalização dos insumos agropecuários; classificação e inspeção de produtos de origem animal e vegetal; pesquisa tecnológica, agrometeorologia, cooperativismo e associativismo rural; eletrificação rural; assistência técnica e extensão rural.

 

As Delegacias Federais de Agricultura e as empresas vinculadas ao ministério – Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo (Ceagesp), a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) e a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa/MG) – também executam as políticas públicas voltados ao agronegócio.

 

Uma das inovações da atual gestão do Mapa foi a criação de câmaras setoriais das diversas cadeias produtivas do agronegócio (carne, leite, avicultura, açúcar e álcool, fruticultura, entre outras). Elas reúnem representantes do governo e do setor privado para debater e propor políticas públicas para o agronegócio brasileiro.

Os alimentos têm uma durabilidade limitada, ou seja, mantêm as suas características e estão próprios para consumo durante um período limitado. Os alimentos têm diferentes tempos de vida: os perecíveis (por exemplo, o leite) degradam-se mais facilmente. Os métodos de conservação são, por isso, essenciais para aumentar a sua durabilidade.

 

Comercializar ou expor produtos alimentícios perecíveis exige cuidados redobrados por parte dos empresários – sejam eles formais ou informais. Isso porque é crime expor o consumidor a produtos impróprios para consumo, seja por prazo de validade vencido, alteração, deterioração ou por conter substâncias contaminantes.

 

O artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90 – que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo – classifica como crime “vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”. A pena prevista é de detenção, de dois a cinco anos, ou multa.

 

O significado do termo “impróprias ao consumo” é abrangente, e diz respeito, dentre outros, aos produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. O termo se refere também – e principalmente – a alimentos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação.

 

“O sujeito ativo desse delito é o empresário, sendo o cliente o sujeito passivo. Por esse motivo, é dever do empresário fiscalizar o preparo e a qualidade dos produtos a serem comercializados, retirando de venda aqueles que possam, de qualquer forma, violar a relação de consumo”, adverte a advogada Marina Nascimbem Bechtejew, do escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica.

 

Essa previsão legal tem o objetivo de proteger as relações de consumo e por isso o crime se configura independentemente da ocorrência de efetivo prejuízo ao consumidor, pois o perigo e o dano são presumidos. “Há casos que podemos citar, como o recente julgamento de apelação contra a venda de salgados com larvas de inseto vivas, presença atestada por comprovação técnica”, exemplifica a advogada.

 

Não são só pequenos estabelecimentos e vendedores informais que têm burlado a lei. A mídia tem divulgado a prisão em flagrante de gerentes de supermercados – só para citar um exemplo – por expor produtos com data de embalagem e/ou de validade alterada, e muitas vezes com visível deterioração e até a presença de “corpos estranhos”.

 

Dicas para que os empresários evitem esse tipo de problema:

  • Administradores de negócios, sejam proprietários ou gerentes, têm o dever e a responsabilidade de se empenhar para evitar e – se for o caso – averiguar irregularidades nos produtos expostos à venda, bem como zelar pela qualidade das mercadorias destinadas ao consumo;
  • Eles devem colher declarações de seus funcionários, nas quais conste o compromisso da não utilização, não exposição e não comercialização de produtos impróprios ao consumo, nos termos da lei;
  • Mais do que afirmar o compromisso, esses gestores devem fiscalizar o cumprimento dessa determinação, que abrange desde produtos industrializados até alimentos elaborados e/ou manipulados no próprio local;
  • Os empresários devem ficar atentos às queixas e denúncias de consumidores e respondê-las com o devido respeito e cuidado;
  • Devem atentar, ainda, para os detalhes da legislação específica e para as exigências dos órgãos fiscalizadores.

Na Hora da Compra

 

Observe o líquido das garrafas. Notando a presença de sujidades ou de algum objeto estranho no interior da embalagem, não compre nem abra. Informe o fato ao gerente da loja. Caso o vasilhame ou o líquido sejam escuros, examine-os contra a luz.

 

Refrigerantes vendidos em latinhas não devem apresentar partes amassadas ou enferrujadas. Se for adquirir caixas fechadas, certifique-se de que a caixa esteja seca e que as latas não apresentem vazamento. Verifique se o lacre não está rompido ou mesmo ausente. Leve em conta todos esses cuidados para produtos que estejam em promoção nos estabelecimentos.

 

Fique atento às condições de higiene do local.

 

Leia atentamente a rotulagem das bebidas, verificando os seguintes dados: prazo de validade, quantidade, composição (ingredientes e aditivos), nome, endereço e CGC do fabricante, nº de registro no órgão competente (Ministério da Saúde). As informações sobre os produtos devem ser corretas, objetivas e ostensivas , alertando sobre os eventuais riscos que possam apresentar à saúde e segurança do consumidor.

 

Diabéticos, atenção! Os refrigerantes Diets e Lights à base de suco de fruta (laranja e limão) contêm frutose.

 

Armazenamentos Domésticos e Manuseio

 

Guarde bebidas em pé, nunca deitadas. Não faça movimentos bruscos pois o manuseio impróprio (como sacudir a garrafa repetidamente) pode aumentar a pressão sobre o gás e causar acidentes (estouros, vazamentos etc.).

 

As garrafas devem ser armazenadas em local ventilado, distante da umidade e de fontes de calor (exposição ao sol, chapas, fornos elétricos, etc.). 

 

As embalagens plásticas de alimentos e bebidas devem estar distantes de produtos que exalam cheiro forte (material de higiene e limpeza, bombas de gasolina, etc.), pois o plástico, material poroso, absorve odores do ambiente que podem contaminar seu conteúdo.

 

Evite colocar os refrigerantes no congelador ou no freezer. Ao passar do estado líquido para o sólido, o líquido vira gelo; essa mudança de estado físico faz com que o volume interno da garrafa aumente, causando pressão sobre a embalagem. Existe aí um sério risco de a embalagem romper-se, seja ela de vidro, plástico ou alumínio (latas).

 

Nunca utilize garrafas vazias de refrigerantes, cervejas e água mineral para guardar outros produtos como, por exemplo: gasolina, detergente, água sanitária, etc. A ingestão acidental desses produtos – especialmente por crianças – pode causar acidentes graves e até fatais, além de contaminar as garrafas plásticas, impedindo o seu reaproveitamento.

 

Considere o fato de algumas embalagens serem recicláveis, principalmente alumínio (latas), vidro e plástico. Procure separá-las, lavá-las e deixa-las em recipientes próprios para recolhimento de lixo reciclável, existentes em alguns pontos da cidade.

 

Seus Direitos

 

Exija a nota fiscal, tíquete do caixa ou o cupom do ponto de venda, na hora da compra. Esse documento é importante caso você tenha problemas com as bebidas adquiridas.

 

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o prazo para reclamar de vícios (problemas) aparentes ou de fácil constatação de um produto não durável é de 30 dias.

 

Se algum produto apresentar vício de qualidade ou quantidade que o torne impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina, você pode exigir, alternativamente e à sua escolha;

 

  • a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso ou, não sendo possível, a substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço;
  • a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
  • o abatimento proporcional do preço.

 

Ao constatar qualquer irregularidade no tocante à fabricação ou comercialização desses produtos, denuncie!

 

     

O prazo de validade é estabelecido através de testes que verificam se todas as características sensoriais e de segurança do produto são mantidas dentro do período de tempo estabelecido para sua conservação. Uma vez decorrido este prazo, poderão ocorrer alterações químicas e modificações em suas propriedades características. Portanto, não é adequado consumir produtos com validade vencida, pois o produto pode estar “estragado” ou com uma carga microbiana muito elevada, acarretando quadros de intoxicação ou toxinfecção, onde algumas bactérias levam até a morte.

 

Infelizmente é comum, especialmente em supermercados, a constatação de produtos expostos à venda com prazo de validade vencido.

 

A exposição à venda de produto vencido coloca em risco a saúde de eventual consumidor da mercadoria, e o responsável pode ser enquadrado criminalmente independente de perícia para verificação das condições efetivas dos alimentos.

 

Outra prática muito comum no mercado é a comercialização de produtos prestes a vencer. Normalmente essa comercialização é feita sob a forma de promoções e o consumidor, achando que está fazendo um bom negócio, acaba comprando vários produtos que não terá tempo de consumir. Comercializar produto no fim do prazo de validade é permitido, mas o consumidor deve ser informado de que terá que consumi-lo em curto prazo.

 

Portanto, atenção ao comprar produtos, verifique sempre a validade!

Águas Minerais: (Código de Águas Minerais) - São aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.

 

Águas Potáveis de Mesa: (Código de Águas Minerais) - São as águas de composição normal, provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham tão somente as condições de potabilidade para a região.

 

Águas Purificadas Adicionadas de Sais: (Resolução 309/1999 - ANVISA) - São aquelas preparadas artificialmente a partir de qualquer captação, tratamento e adicionada de sais de uso permitido, podendo ser gaseificada com dióxido de carbono de padrão alimentício. Código de Águas Minerais usa o termo soluções salinas artificiais

 

A água é um direito e não uma mercadoria.

Atualmente os cidadãos compram passivamente água mineral. É comum observarmos garrafões de 20 litros, os quais, às vezes, estão contaminados por bactérias que pode ter ocorrido na fonte, no envase ou no transporte e armazenamento, dependendo do tipo de embalagem. Um único garrafão contendo água pode ficar meses numa residência ou pequena repartição, recebendo visitas de crianças, que na pressa ou travessura, bebem água sem utilizar necessáriamente o copo, pois usam diretamente a boca e muitas vezes as próprias mãos. Há aproximadamente 40.000 bactérias por cm2 de epiderme humana e cerca de hum milhão de bactérias por cm3 de saliva. (é bom lembrar que na água mineral não tem cloro, é mais seguro tomar água clorada!)

 

Padrões de Qualidade e Portalidade

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

 

RESOLUÇÃO 36/90: Água Potável e Purificada Adicionada de Sais. Define padrões para água utilizada no abastecimento. É utilizada para água mineral ou potável de mesa apenas para definir o limite máximo permitido para substâncias não especificadas na legislação específica.

 

CLASSIFICAÇÃO

Código de Águas Minerais - Decreto - lei 7.841 de 08/08/45.

 

Critérios Básicos:

I - Características Permanentes da água (composição química) - Ex.: Iodetada de Pádua, Milneral, Salutaris, Calita, Fênix, Recanto das Águas, Pindó, Caxambu, Raposo, Soledade, Havaí, São Lourenço, etc.

 

II - Características Inerentes às Fontes (gases e temperatura) - Ex.: As Lindóias, Serra dos Órgãos, Passa Três, Poá, Termais de Caldas Novas (GO) e Poços de Caldas (MG), etc.

 

A) CLASSIFICAÇÃO QUANTO À COMPOSIÇÃO QUÍMICA:

 

OLIGOMINERAL: quando apresentarem apenas uma ação medicamentosa (Ex.: não há no momento - Comissão de Crenologia, temporariamente, desativada);

 

RADÍFERAS: Substâncias radiotivas que lhes atribuam radioatividade permanente (Ex: não há - não é determinado)

ALCALINA BICARBONATADA : bicarbonato de sódio 0,200g/l. (EX.: Ijuí e Sarandi - RS);

 

ALCALINO TERROSAS: alcalinos terrosos 0,120g/l. (Ex.: Ouro Fino e Timbú - PR);

 

ALCALINO TERROSAS CÁLCICAS: cálcio sob a forma de bicarbonato de cálcio 0,048g/l (Ex.: Calita - RJ);

 

ALCALINO TERROSAS MAGNESIANAS: magnésio sob a forma de bicarbonato de magnésio 0,030g/l (Ex.: Lindágua - RO);

 

SULFATADAS: sultato de Na ou K ou Mg 0,100g/l; SULFUROSAS: sulfeto 0,001g/l (Ex.: Araxá - MG);

 

NITRATADAS: Nitrato de origem mineral 0,100g/l e tiver ação medicamentosa CLORETADAS: cloreto de sódio 0,500g/l e tiver ação medicamentosa;

 

FERRUGINOSAS: ferro 0,500g/l (Ex.: Salutaris - RJ);

 

RADIOATIVAS: contiverem radônio em dissolução (Ex: não há - não é determinado); TORIATIVAS: torônio 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado)

 

CARBOGASOSAS: gás carbônico livre dissolvido 0,200ml/l (Ex.: Caxambu, São Lourenço - MG; Raposo, Soledade e Havaí - RJ);

 

ELEMENTO PREDOMINANTE: Elemento ou substância raros ou dignos de nota. Iodetada (Pádua - RJ); Litinada (Milneral - RJ); Fluoretada (Fênix - RJ); Brometada (Serra do Segredo - RJ)

 

B) CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS INERENTES ÀS FONTES:

(Apenas para as águas minerais)

 

1. Quanto aos Gases:

 

FRACAMENTE RADIOATIVAS: teor de radônio entre 5 e 10 unidades Mache por litro de gás espontâneo (Ex.: Minalba Lindoya Genuína - SP, Passa Três - RJ);

 

RADIOATIVAS: teor de radônio entre 10 e 50 unidades Mache por litro de gás espontâneo (Ex.: Diversas Lindóias, Poá, Shangri-lá - SP);

 

FORTEMENTE RADIOATIVA: teor de radônio superior a 50 unidades Mache por litro de gás espontâneo (EX.: Araxá - MG);

 

TORIATIVAS: torônio ? 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado) SULFUROSAS: as que possuem na emergência desprendimento definido de gás sulfídrico (Ex.: Araxá - MG);

 

2. Quanto a Temperatura:

FONTES FRIAS: temperatura inferior a 25ºC;

 

FONTES HIPOTERMAIS: temperatura entre 25 e 33ºC (Ex.: Serra dos Órgãos - RJ);

 

FONTES MESOTERMAIS: temperatura entre 33 e 36ºC (Ex.: York - PI);

 

FONTES ISOTERMAIS: temperatura entre 36 e 38ºC;

 

FONTES HIPERTERMAIS: temperatura acima de 38ºC (Ex.: Thermas Antônio Carlos - Poços de Caldas - MG; Caldas Novas - GO).

Os sucos industriais, fabricados a partir do suco concentrado, apresentam características semelhantes às do natural caseiro: contêm algumas vitaminas e minerais. O problema é que não contêm fibras. Portanto, se você gosta de suco, opte pelo natural, mas não o utilize como substituto da fruta.

O suco natural, se for feito e consumido de imediato, mantém uma boa parte das vitaminas e minerais. Se você bebê-lo muito tempo depois de feito, o suco ficará empobrecido, pois a vitamina C (presente em grande quantidade nas frutas cítricas, como laranja e limão) começará a degradar-se pela ação da luz e do calor.

 

Atenção com produtos pré-embalados

Quando comprar produtos que já foram pesados ou medidos, preste atenção nas seguintes dicas do Ipem – Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo:

  • Produtos que não apresentarem a indicação da quantidade na embalagem devem ser pesados na hora, mas a embalagem não pode ser incluída na pesagem, para você não pagar pelo papel, pela bandeja, etc.
  • Leia com atenção a quantidade indicada na embalagem. Você pode conferir o peso líquido de alguns produtos (não embalados ou com embalagens leves em relação ao produto) no ato da compra, pesando-os em uma balança do próprio comerciante.
  • Não se engane com indicações como “tamanho família” ou “grande”.
  • Nas embalagens de produtos com calda, salmouras e líquidos conservantes (palmito, abacaxi e outros) o peso indicado é o do produto vendido, sem considerar a quantidade da solução que o envolve. Normalmente, isso é indicado pela frase “peso líquido drenado”.

Prazo de validade é o tempo de duração dado à comida, bebida, remédios e outros itens perecíveis antes de serem considerados inadequados para venda ou consumo. Em algumas regiões usam-se algumas expressões como "melhor usar antes de...", "data de utilização..." ou "data de frescura" é necessária em alimentos perecíveis embalados.

Também determina o tempo que os produtos podem ser armazenados, durante o qual a qualidade definida de uma determinada proporção das mercadorias permanece aceitável ao abrigo do esperado (ou especificados) para as condições de distribuição, armazenamento e exibição.

 

Tempo de Validade:

Iogurtes

Podem ser consumidos um ou dois dias depois do prazo sem problema, apesar de começarem a perder características nutricionais. Em qualquer destes casos, "considere alterações de cheiro e sabor como alertas vermelhos, já que podem indiciar multiplicação de microorganismos potencialmente perigosos como staphilococus ou mesmo salmonelas".

 

Leite

O UHT pode eventualmente ser consumido até alguns dias depois do prazo. Já no leite do dia a margem é menor e não convém ultrapassar o prazo indicado. "Isto acontece porque o primeiro é sujeito a uma temperatura muito elevada num período de tempo muito curto, o que elimina praticamente todas as potenciais bactérias. No segundo, a esterilização é feita a uma temperatura menor e num tempo mais alargado, o que apesar de contribuir para o leite manter as características em termos de sabor, o torna mais sujeito a contaminação", explica Hugo Vieira.

 

Queijos

Com o tempo costuma aparecer bolor que pode conter toxinas nocivas. "Um ponto pequeno poderá ser retirado sem prejuízo, mas há sempre algum grau de perigo já que o bolor (à excepção dos queijos onde é suposto tal acontecer) indicia sempre uma quebra da barreira biológica do alimento, o que permite a entrada de toxinas que podem estar presentes mesmo de forma não visível".

 

Sobremesas do tipo pudin flan, mousse de chocolate ou leite-creme.

Não convém deixar passar o prazo já que são produtos processados e com muitos nutrientes, nomeadamente ovos, pelo que o risco de contaminação com staphilococus e salmonelas é grande.

 

Alimentos congelados

Em geral podem ser conservados quase um ano a um ano e meio sem problemas, desde que sejam mantidos a menos de 18ºC, já que o frio impede o desenvolvimento de micro organismos. Em regra, quanto menos processado for o alimento mais tempo irá conservar-se sem alterações. Refeições prontas e gelados, por exemplo, têm mais elementos na composição o que os torna menos estáveis mas não perigosos. As gorduras poderão alterar-se e desenvolver-se algum sabor a ranço.

Os alimentos congelados à saída da fábrica, sofrem uma congelação muito rápida que mantém os nutrientes intactos, e serão mais seguros do que os congelados em casa. Mas em qualquer caso, o elemento determinante é sempre a manutenção da cadeia de frio. Uma quebra nesta cadeia (seja no transporte para o supermercado ou para sua casa) diminui a margem de conservação. Sinais disto mesmo são a formação de cristais de gelo no interior ou a presença de humidade na embalagem de cartão. Neste caso, não deverá deixar passar o prazo.

 

Molhos

Antes de abertos conservam-se bastante bem algumas semanas para além do prazo indicado, mas depois convém ter mais precaução.

 

Maionese

É um produto muito sensível e a sua conservação vai depender do cuidado que se tiver na manipulação. "É fácil haver contaminação com staphilococus ou salmonelas. Basta um descuido com a colher que se usa para retirá-la do frasco, por exemplo.

 

Ketchup

É mais ácido e por isso mais resistente. Pode durar um mês conservado no frigorífico, assim como a mostarda.

 

Molhos de tomate para cozinhar

São bastante sensíveis e podem criar fungos e bolores que produzem toxinas prejudiciais mesmo dentro do prazo. Mesmo que retire o bolor visível, é provável que haja mais microorganismos presentes pelo que não deve consumi-los de todo neste caso".

 

Carne fresca

Pode deixar passar um ou dois dias se mantiver a cadeia de frio intacta e não houver sinais de alteração. "No caso da carne picada não dê margem alguma. É que ao picar-se quebra-se a sua barreira biológica, o que facilita o desenvolvimento de bactérias e permite a proliferação de micro organismos".

 

Charcutaria fresca

Como os fiambres e mortadelas são produtos sensíveis, devem ser consumidos apenas dentro do prazo. Tenha especial atenção à formação de um biofilme de gordura no exterior, "possível sinal de microorganismos que podem causar febres e diarreias ou até malformações do feto em grávidas".

 

Produtos fumados.

São mais estáveis porque a fumagem destrói grande parte dos microorganismos e o sal que contêm também actua como conservante. Se vieram embalados em vácuo conservam-se bastante tempo e podem ser consumidos eventualmente algumas semanas depois do prazo sem risco.

 

Farinha

Pode durar anos sem que se estrague. Poderá eventualmente haver alteração da propriedade das leveduras, o que faz com que se torne menos eficaz a levedar um bolo ou a fazer pão.

 

Leite em pó

Também dura bastante tempo desde que não apanhe humidade e esteja numa embalagem fechada.

 

Bolachas e tostas

Quando muito poderão ficar moles com o tempo, um sinal de migração de oxigénio para dentro da embalagem, mas em geral duram bastante tempo, especialmente se as embalagens não forem abertas.

 

Café e chá

Duram anos, sobretudo se estiverem hermeticamente fechados. Como são confeccionados com água a ferver o perigo de contaminação também é menor. Se cheirarem a mofo, contudo, é preferível deitar fora.

 

Chocolate de culinária

Pode durar indefinidamente, mesmo que perca algumas propriedades (costuma embranquecer) não apresentará perigo para a saúde.

 

Enlatados

Duram anos, devendo apenas estar atenta a sinais de empolamento ou outros danos nas latas. Neste caso, não facilite.

 

Azeite

Aconselha-se o consumo no espaço de um ano, mas tudo depende da forma de acondicionamento. Deve sempre ser guardado no escuro já que a luz altera as suas propriedades. Se estiver exposto à luz no espaço de venda ou em casa poderá sofrer alterações. Cheiro a ranço é sempre um indicador disto mesmo.

 

Vinagre

Também dura bastante tempo e mesmo que perca qualidades não apresentará perigo para a saúde.

 

Sumos e refrigerantes

Sumos de fruta em garrafas de vidro não devem ser expostos pois a luz solar degrada rapidamente a vitamina C que contêm. Esta é um dos elementos conservantes pelo que a sua degradação pode comprometer a conservação no tempo recomendado. Já os refrigerantes duram mais tempo ainda que possam perder propriedades comerciais.

 

Uma questão de prazo

 

A menção do prazo de validade na embalagem é obrigatória. Apenas os produtos hortícolas frescos sem processamento estão dispensados desta obrigação, tendo no entanto de exibir a data em que foram embalados. Obviamente, o principal objectivo é garantir a segurança do consumo, mas não só. "O prazo também garante características comerciais como o sabor, cor ou textura, que o fabricante assegura que se manterão estáveis durante o período indicado", explica o consultor alimentar. Depois da data indicada no rótulo, o alimento não está forçosamente estragado mas pode não corresponder aos parâmetros de qualidade da altura da compra.

Claro que consumir alimentos fora do prazo de validade deve ser a excepção e não a regra, mas nem sempre o lixo terá de ser o destino final de um produto que pode estar em perfeitas condições, apesar de expirado. Em todo o caso, para consumi-lo em segurança há factos que convém saber:

 

 - Por regra, quanto mais reduzido é um prazo e mais específica a sua data de validade, menos margem haverá para o consumir depois.

 

- Em geral, quanto mais água e gordura tiver na sua composição, mais rapidamente um alimento se irá deteriorar e menos flexibilidade haverá no seu consumo para além do prazo.

 

- Mesmo dentro do prazo, um alimento pode deteriorar-se rapidamente se for sujeito a uma manipulação ou conservação deficientes (calor ou contaminação).

 

- Qualquer embalagem que esteja empolada deve ser rejeitada já que este ‘inchaço' é um provável indício da existência de dióxido de carbono no interior, uma reacção que se dá quando há proliferação de microorganismos.

Verifique a integridade das embalagens dos produtos.

Recuse latas com estufamento, pois indicam a presença de gases em seu interior, o que ocorre pela fermentação causada por micróbios no produto.

Latas amassadas ou enferrujadas levam à ruptura do verniz interno que preserva o alimento do contato com o metal, o que é indício de que a proteção interior foi danificada.

Não compre conservas em embalagens de vidro se o líquido estiver turvo ou com espuma, pois indicam a presença de fungos ou bactérias (tipos de micróbios). Rejeite também aquelas com tampas enferrujadas (vazamentos).

Os produtos industrializados de origem animal devem ser registrados e ter o carimbo ou registro do serviço de inspeção.

Não é permitido que os alimentos estejam em contato direto com jornais, papéis coloridos, papéis ou filmes plásticos usados.
São chamados laticínios produtos derivados do leite: queijo, manteiga, requeijão, iogurte e outros. Eles devem ser mantidos sob refrigeração em balcões ou vitrines frigorificadas.
 
Evite comprar produtos em sacos ou embalagens estufadas (indica fermentação), furadas ou com vazamentos (possível contaminação posterior à pasteurização).

Se o prazo de validade estiver ilegível (apagado ou borrado), não compre o produto.

O leite e seus derivados podem tornar-se um veículo favorável para muitos micróbios se as condições sanitárias do animal, da produção, do transporte, da industrialização etc. não forem adequadas. As doenças mais comuns que podem ser transmitidas através do leite cru ou contaminado são: tuberculose, brucelose, febre tifóide, disenterias e diarréias.

O leite longa vida ou UAT (ultra-alta temperatura) pode ser armazenado em temperatura ambiente sem refrigeração por 120 dias quando fechado. No leite UAT, é aceita a colocação de aditivos (estabilizantes). Não adquira caixas de leite longa vida amassadas ou deformadas, pois podem estar com a proteção interna danificada.

O leite pasteurizado precisa ser mantido sob refrigeração mesmo fechado. Pode ser embalado em sacos, e existem três tipos de leite no mercado brasileiro: A, B e C. O tempo que esse produto pode ficar para a venda é curto.

Compre somente os produtos que estejam sob refrigeração contínua.

Não compre laticínios que apresentem soro com superfície limosa, assim como, queijos anormalmente estufados ou com mofo e sujeiras.

Recuse o requeijão em copo caso a massa não se apresente branca e cremosa por igual, se houver separação entre a parte cremosa e a parte líquida ou estufamento da tampa (fermentação).

No caso de requeijão aberto em casa, não introduza talheres já em uso, para evitar possíveis contaminações.

Observe se os cremes apresentam conteúdo límpido, sem manchas e sem halos verdes ("bolores").

Observe com cuidado o prazo de validade do leite em pó e o tempo em que pode ser consumido após aberto. Não se devem utilizar medidores contidos na lata desse leite, colheres úmidas e tampouco tocar a massa com as mãos.

Armazene a manteiga sob temperatura adequada. Se apresentar ranço, não consuma.
São produtos cárneos (salsichas, mortadelas, presuntos, lingüiças, apresuntados etc.) produzidos à base de carnes suínas, bovinas e de aves, devendo, por isso, ser mantidos sob refrigeração constante. São altamente perecíveis.

Não compre esses produtos se estiverem desprendendo líquido, com a superfície úmida, pegajosa, se estiverem amolecidos ou apresentarem manchas esverdeadas, assim como, cheiro desagradável e de ranço, pois isso indica início ou presença de decomposição.

Recuse as unidades que estiverem com embalagem violada.

Não guarde os produtos enlatados na própria lata. Depois de aberto, passe o produto para outro recipiente, jogando a lata fora.

Os embutidos e frios, vendidos já fatiados, devem estar em embalagens constando identificação do produto, informação sobre o fabricante e sobre o estabelecimento onde foram fatiados, data do fatiamento e prazo de validade para consumo.
Alimentos Congelados prontos para Consumo

A embalagem destes produtos não pode estar amolecida ou umedecida, pois isso indica descongelamento.

Gelo

É obrigatório o uso de água potável e filtrada na fabricação do gelo para ser adicionado em bebidas. O gelo filtrado apresenta-se como um cilindro ou cubo com uma abertura central.

O gelo servido em barra ou escama não necessita ser fabricado com água filtrada e só poderá ser utilizado para resfriar produtos embalados, incluindo bebidas envasadas.
Carne Bovina

A cor da carne bovina própria para o consumo deve ser vermelha, com consistência firme e sem escurecimento ou manchas esverdeadas.

Atenção: a cor vermelha acentuada, às vezes, pode ser falsa, "criada" por adição de corantes para disfarçar a deterioração do alimento.

Caso a carne congelada solte água e esteja um pouco mole, não compre.

A venda de carne previamente moída só é permitida quando for embalada, rotulada, contendo número e carimbo de registro da inspeção federal ou estadual (S.I.F ou S.I.E.).

Não compre carne previamente moída não embalada e sem registro, pois correrá o risco de levar mistura de sebo, pelancas, aparas e aditivos químicos tóxicos, que disfarçam a deterioração inicial, dando cor vermelha viva ao produto.

A venda de carne fresca moída é permitida se a moagem for feita na presença do comprador.

Observe sempre os dois lados do pedaço de carne que está comprando, pois de um lado ele pode estar bom e, do outro, ter sebo, pelancas etc..

Os açougues devem estar limpos, sem insetos. Observe a condição de limpeza da superfície onde a carne é cortada, pois o líquido que fica de um pedaço de carne pode contaminar outro.
Não adquira carne bovina em feiras-livres, pois são geralmente provenientes de matadouros clandestinos e estes animais não têm controle sanitário, podendo transmitir doenças.
Carne de Aves
A carne de aves própria para o consumo deve ter consistência firme, bem aderida aos ossos, cor amarela pálida, ligeiramente rosada. Não pode estar amolecida nem pegajosa.

Compre somente miúdos de aves quando convenientemente conservados em sistema de refrigeração. Os miúdos (fígado, coração, moelas), por sua natureza, oferecem condições para sobrevivência de bactérias, sofrendo rápido processo de amolecimento, levando facilmente à decomposição.

Não adquira, em hipótese alguma, sangue já exposto para o preparo de molhos.
Não compre carne de aves congelada que apresente embalagem danificada, cheia d´água ou sangue.
Carne Suína

A carne suína própria para o consumo tem consistência firme, não amolecida nem pegajosa.

Não adquira a carne de porco com pequenas "bolinhas" brancas, chamadas popularmente de "canjiquinha", parecendo pipoca, pois indicam que o animal foi infestado por cistos de Tênia, e se a pessoa ingerir o cisto vivo na carne mal cozida, pode adquirir a teníase (solitária). Em alguns casos, os ovos do verme adulto vão para o cérebro da pessoa parasitada, causando a neurocisticercose.

Não é aconselhável adquirir carne suína em feiras-livres ou ambulantes, pois esses animais são geralmente provenientes de matadouros clandestinos, sem controle sanitário, podendo transmitir doenças.

As frutas, legumes e verduras próprias para o consumo têm de estar frescas, isto é, colhidas recentemente. A textura deve ser resistente à pressão dos dedos, sem amassados ou manchas estranhas.

 

Verifique se há cortes aparentes na superfície, manchas escuras, presença de larvas, parasitas ou fungos.

 

Evite comprar produtos cobertos por camada fina de pó branco (semelhante ao "pó de giz" ou talco), pois ela é resíduo de defensivos agrícolas (usados para evitar pragas, penetração de larvas e parasitas), nocivos à saúde por serem tóxicos.

 

São impróprios para o consumo os produtos com alteração de cor (ex: agrião e couve ficam amarelos, os legumes escurecem, apresentam manchas ou ficam amarelados quando estão velhos) e consistência (frutas ficam amolecidas quando maduras demais), o que normalmente indica início de apodrecimento. Procure verificar, nos produtos embalados (telas e caixas), se todas as unidades estão em boas condições.

A leitura do rótulo para avaliação do produto a ser comprado é outro passo importante.

O prazo de validade é o período no qual o produtor garante a integridade do produto, em condições ideais de armazenamento e de acordo com sua composição e data de sua fabricação. Nunca compre ou consuma alimentos (ou outros produtos) fora do prazo de validade.

No rótulo dos alimentos, deverão constar informações sobre o produto, sobre o fabricante, número de registro do alimento no órgão competente, o peso ou volume do conteúdo, preparo e instruções de uso, prazo de validade, lista de ingredientes, composição de nutrientes, data de fabricação e temperatura máxima permitida para sua conservação ao se tratar de alimento perecível que exija conservação sob refrigeração.

É comum a impressão do prazo de validade diretamente na embalagem do produto.

Suplementos são na maioria das vezes vitaminas, minerais e aminoácidos que complementam a alimentação. Importante para pessoas com carências nutricionais e também para praticantes de atividade física ter um melhor desempenho ou repor perdas nutricionais durante essa prática.

 

Atualmente, no ritmo de vida que vivemos, perdemos muitos nutrientes com estresse, falta de tempo de preparar alimentos saudáveis ou mesmo pelo consumo exagerado de produtos industrializados. Com isso os suplementos passam ser necessários no dia a dia, com prescrição médica ou de nutricionistas.

 

Mas o que é perigoso é comprar suplementos por conta própria e sair utilizando vários produtos juntos sem nenhuma orientação profissional. Suplementos parecem ser inofensivos, mas dependendo da quantidade ou do componente podem ter conseqüências desagradáveis.

 

CAMPEÕES DE CONSUMO

 

SUPLEMENTO: bebida isotônica.

PROMESSA: hidratar e repor carboidratos.

EFEITOS NEGATIVOS: não há. Diabéticos e hipertensos devem consultar um médico antes de ingerir.

 

SUPLEMENTO :vitaminas e minerais.

PROMESSA: suprir deficiências dos gastos calóricos durante o treino.

EFEITOS NEGATIVOS: as vitaminas A e D tendem a se acumular e podem causar intoxicação, problemas gastrointestinais e neurológicos. A vitamina C eleva as chances de cálculos renais.

 

SUPLEMENTO: hipercalóricos.

PROMESSA: aumentar a massa muscular ou repor a energia eliminada na malhação.

EFEITOS NEGATIVOS: engorda.

 

SUPLEMENTO: proteínas e aminoácidos.

PROMESSA: ampliar os músculos e melhorar o desempenho físico.

EFEITOS NEGATIVOS: faz crescer os níveis de ácido úrico e a quantidade de gordura localizada, além de causar diversas complicações nos rins.

 

SUPLEMENTO: creatina.

PROMESSA: tornar maior a musculatura naqueles que praticam esportes de alta intensidade e curta duração.

EFEITOS NEGATIVOS: retém água e toxinas e provoca inchaço, dando a falsa impressão de aumento da massa magra.

 

SUPLEMENTO: maltodextrina, gel de carboidrato e bebidas de recuperação.

PROMESSA: fornecer energia, possibilitar a queima de gordura e recuperar o estoque de energia no músculo.

EFEITOS NEGATIVOS: pode engordar e provocar intolerância gástrica.

 

SUPLEMENTO: BCAA.

PROMESSA: prevenir ou retardar a fadiga em exercícios de resistência.

EFEITOS NEGATIVOS: costuma sobrecarregar os rins e o fígado com toxinas, especialmente em quem já tem predisposição a esses males.

 

SUPLEMENTO: fat buner.

PROMESSA: queimar gordura.

EFEITOS NEGATIVOS: desencadeia taquicardia, arritmia e desidratação por causa da produção de suor excessivo.

 

USO RESTRITO

Há profissionais que prescrevem a suplementação alimentar, mas sempre com muito cuidado!

 

ENERGÉTICOS

Repõem ou fornecem energia para o treino e são formulados com carboidrato. Costumam ser vendidos nas versões em pó, que devem ser misturadas à água; gel, que vêm num sache individual; e barra de cereais.

 

PROTÉICOS

Produzidos a partir da proteína encontrada no ovo (albumina), no leite ou na soja, são comercializados em pó ou barra.

 

COMPENSADORES

São pós elaborados com calorias, proteínas, vitaminas e minerais que devem ser diluídos em suco ou leite.

 

REPOSITORES

Aqui estão as bebidas esportivas, que têm o objetivo de repor rapidamente a água, os sais minerais e a glicose perdidos e, assim, evitar a desidratação provocada pela temperatura elevada ou por uma atividade intensa ou longa.

 

AMINOÁCIDOS

São partes que compõem a proteína. O Ministério da Saúde entende que altas dosagens não são seguras para o consumo.

 

Alerta Vermelho

O grande problema da suplementação é a ingestão indiscriminada, que é estimulada pela promessa de se conquistar um corpo atlético sem muito esforço. Outro fator tentador é a venda facilitada: "Há lojas espalhadas por todo o país, inclusive dentro das academias, que disponibilizam a aquisição sem receita. O produto não se enquadra como medicamento, por isso tem a venda liberada", conta o preparador físico Carlos Cintra (SP).

 

O nutrólogo Mauro Fisberg (SP) teme que, ao não encontrar os resultados estéticos prometidos pelos fabricantes, as pessoas acabem sendo induzidas a escolher algo mais forte e proibido, como os anabolizantes. A pesquisa da nutricionista Márcia Daskal apontou que 11% dos entrevistados que ingeriam suplementos estavam dispostos a utilizar ´bombas´.

 

A lição que se deve tirar de tudo isso é uma só: não entre na onda da suplementação por influência de amigos. Procure um profissional para ver se você realmente precisa. E, na hora da compra, cheque a embalagem para ver se há registro do Ministério da Saúde.

  • Venda de Produtos Vencidos;
  • Produtos Impróprios para Consumo dentro da Validade;
  • Produtos com Peso diferente do que o mostrado na Embalagem.
Aprenda a melhor forma de fazer compras saudáveis e nutritivas, desde o planejamento antecipado da lista até os cuidados que se deve ter ao ir às compras. Afinal, nada melhor do que comprar alimentos que realmente irão nutrir e não apenas alimentar o organismo. Selecionar com cuidado os alimentos é fundamental! Confira outras dicas importantes:
 
- Antes de sair de casa faça uma lista com tudo que precisa comprar e guie-se por ela no supermercado, assim você evitará compras de alimentos desnecessários.
- Elabore um cardápio para a semana e faça sua lista com base nessas refeições.
- Alimente-se antes de ir ao supermercado para não exagerar na quantidade e nem comprar itens que não fazem parte da lista. Com fome compramos mais do que precisamos!
- Divida sua lista entre alimentos perecíveis e não perecíveis. Comece sempre pelos alimentos não perecíveis e deixe sempre os alimentos resfriados ou congelados por último. Com isso, eles ficarão um tempo menor expostos à temperatura ambiente e com risco menor de contaminação ou deterioração.
- Sempre que possível escolha alimentos integrais, pois conservam os nutrientes essenciais. Esses alimentos geram energia aumentando sua disposição e equilibrando as funções orgânicas.
- Leia os rótulos dos produtos. Lá você encontra informações importantes, a respeito dos ingredientes contidos nos alimentos, como "contém glúten" para quem tem doença celíaca, teor calórico dos alimentos, quantidade de nutrientes, vitaminas e minerais. Muito cuidado com os alimentos "diet" e "light", pois nem sempre são melhores opções, além de serem mais caros. Compare com o produto convencional e veja se vale a pena, de acordo com o que você deseja.
- Observe sempre o prazo de validade dos alimentos, principalmente se eles estiverem em promoção ou com um preço muito abaixo do normal, pois, muitas vezes nestas situações, os alimentos estão com a data de validade próxima do vencimento.
- Observe o estado da embalagem dos produtos. Fique atento com qualquer alteração, como caixa amassada, lata estufada, vidro trincado ou plástico perfurado. Escolha outro produto que esteja com a embalagem íntegra.
 
Alimentos não perecíveis
 
Pães, arroz, biscoitos e farinhas: prefira os integrais, que são ricos em fibras, são mais nutritivos e auxiliam no funcionamento do intestino. Os alimentos integrais (pães, massas, biscoitos) possuem mais fibras, vitaminas e minerais do que os refinados (pão francês, arroz branco e massas comuns). Caso você não tenha o hábito de consumir alimentos integrais, comece de forma gradual para adaptar a função digestiva e intestinal. Na hora de escolher os cereais matinais, evite aqueles que possuem açúcar refinado; há opções com mel, açúcar mascavo ou até mesmo não adoçados.
 
Leguminosas: o feijão é item indispensável no cardápio da maioria dos brasileiros. No entanto, é importante variar. Experimente alternar o feijão com lentilha, ervilha, grão de bico ou a soja. Assim, você será beneficiado com outras quantidades de nutrientes.
 
Enlatados: Prefira os alimentos conservados em água ou cozidos no vapor e não em óleo, pois de forma geral, contêm mais nutrientes, menos conservantes e o valor calórico destes últimos é muito maior, além de conter alta concentração de gorduras. Evite também consumir produtos que contenham glutamato monossódico, conservante muito comum encontrado em certos produtos.
 
Óleos: o óleo de girassol ou de canola são os mais saudáveis. Na hora de escolher o azeite, fique com a versão extra-virgem.
 
Bebidas: prefira sucos naturais e chás gelados a refrigerantes. Experimente também os sucos derivados de soja porque trazem benefícios à saúde cardiovascular e óssea. Se possível, compre muitas frutas para fazer sucos. Eles são mais saborosos e saudáveis que os industrializados.
 
Sempre que possível, compre o sal marinho e o açúcar cristal ou mascavo. Esses alimentos contêm nutrientes essenciais como vitaminas e minerais, ao contrário das versões refinadas.
 
Alimentos perecíveis
 
Laticínios: incorpore o iogurte a seu cardápio, optando por variedades com baixos teores de gordura. Prefira também queijos magros como o minas, cottage, ricota ou o prato e a mussarela em versões light. Pessoas que sofrem de problemas cardíacos, diabetes e outras pessoas com restrições alimentares podem substituir a margarina por halvarinas por terem menor teor de gordura saturada. Como opção à manteiga, experimente o requeijão em suas versões comum ou light.
 
Frios: evite presunto, mortadela e outros embutidos. Fique com o peito de peru ou blanquet, pois são menos gordurosos.
 
Carnes: dê preferência às carnes magras e brancas, as quais possuem menos gorduras e são mais saudáveis. Conheça cada um dos cortes e quais as formas mais adequadas de prepará-las na cozinha.
 
Hortifrutis: prefira os alimentos da época, que têm maior valor nutricional e costumam ser mais baratos. Sempre que puder, escolha frutas e verduras orgânicas porque são livres de agrotóxicos. Se possível, deixe para comprar as verduras e legumes nas feiras livres, em que as hortaliças são mais fresquinhas e você tem mais variedade de tipos e preços.
 
Temperos: dê preferência aos naturais. Caso não encontre, opte para os secos ou desidratados. Abuse de condimentos como manjericão, cheiro verde, tomilho, hortelã, orégano, coentro, etc. Além de dar mais sabor à comida, têm poder antioxidante. Dispense temperos prontos e molhos gordurosos e engordativos.
 
Congelados: verifique se na superfície existem placas de gelo encobrindo a embalagem. Caso isso ocorra, evite levar o produto, pois é sinal de que o mesmo foi descongelado e por algum motivo novamente congelado.
 
Tanto no carrinho como na hora de embalar, evite misturar produtos de limpeza com alimentos. Ao colocar no carrinho, já separe por gênero: produtos de limpeza, higiene pessoal, comestíveis, etc. Após realizar as compras, procure ir direto para casa. Evite ficar muito tempo com as compras no carro, colocando em risco a integridade dos alimentos perecíveis, resfriados e congelados.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro - é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro).

 

Objetivando integrar uma estrutura sistêmica articulada, o Sinmetro, o Conmetro e o Inmetro foram criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973, cabendo a este último substituir o então Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM) e ampliar significativamente o seu raio de atuação a serviço da sociedade brasileira.

 

No âmbito de sua ampla missão institucional, o Inmetro objetiva fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.

 

Sua missão é prover confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do País.

 

Dentre as competências e atribuições do Inmetro destacam-se:

  • Executar as políticas nacionais de metrologia e da qualidade;
  • Verificar a observância das normas técnicas e legais, no que se refere às unidades de medida, métodos de medição, medidas materializadas, instrumentos de medição e produtos pré-medidos;
  • Manter e conservar os padrões das unidades de medida, assim como implantar e manter a cadeia de rastreabilidade dos padrões das unidades de medida no País, de forma a torná-las harmônicas internamente e compatíveis no plano internacional, visando, em nível primário, à sua aceitação universal e, em nível secundário, à sua utilização como suporte ao setor produtivo, com vistas à qualidade de bens e serviços;
  • Fortalecer a participação do País nas atividades internacionais relacionadas com metrologia e qualidade, além de promover o intercâmbio com entidades e organismos estrangeiros e internacionais;
  • Prestar suporte técnico e administrativo ao Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro, bem assim aos seus comitês de assessoramento, atuando como sua Secretaria-Executiva;
  • Fomentar a utilização da técnica de gestão da qualidade nas empresas brasileiras;
  • Planejar e executar as atividades de acreditação de laboratórios de calibração e de ensaios, de provedores de ensaios de proficiência, de organismos de certificação, de inspeção, de treinamento e de outros, necessários ao desenvolvimento da infra-estrutura de serviços tecnológicos no País; e
  • Desenvolvimento, no âmbito do Sinmetro, de programas de avaliação da conformidade , nas áreas de produtos, processos, serviços e pessoal, compulsórios ou voluntários, que envolvem a aprovação de regulamentos.

Missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Promover o Desenvolvimento Sustentável e a Competitividade do Agronegócio em Benefício da Sociedade Brasileira.

 

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, UMA PARCERIA HISTÓRICA COM O AGRONEGÓCIO

 

Estimular o aumento da produção agropecuária e o desenvolvimento do agronegócio, com o objetivo de atender o consumo interno e formar excedentes para exportação. Essa é a missão institucional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tem como conseqüência a geração de emprego e renda, a promoção da segurança alimentar, a inclusão social e a redução das desigualdades sociais.

 

Para cumprir sua missão, o Mapa formula e executa políticas para o desenvolvimento do agronegócio, integrando aspectos mercadológicos, tecnológicos, científicos, organizacionais e ambientais, para atendimento dos consumidores brasileiros e do mercado internacional. A atuação do ministério baseia-se na busca de sanidade animal e vegetal, da organização da cadeia produtiva do agronegócio, da modernização da política agrícola, do incentivo às exportações, do uso sustentável dos recursos naturais e do bem-estar social.

 

A infra-estrutura básica do Mapa é formada pelas áreas de política agrícola (produção, comercialização, abastecimento, armazenagem e indicadores de preços mínimos), produção e fomento agropecuário; mercado, comercialização e abastecimento agropecuário; informação agrícola, defesa sanitária (animal e vegetal); fiscalização dos insumos agropecuários; classificação e inspeção de produtos de origem animal e vegetal; pesquisa tecnológica, agrometeorologia, cooperativismo e associativismo rural; eletrificação rural; assistência técnica e extensão rural.

 

As Delegacias Federais de Agricultura e as empresas vinculadas ao ministério – Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo (Ceagesp), a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) e a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa/MG) – também executam as políticas públicas voltados ao agronegócio.

 

Uma das inovações da atual gestão do Mapa foi a criação de câmaras setoriais das diversas cadeias produtivas do agronegócio (carne, leite, avicultura, açúcar e álcool, fruticultura, entre outras). Elas reúnem representantes do governo e do setor privado para debater e propor políticas públicas para o agronegócio brasileiro.

Os alimentos têm uma durabilidade limitada, ou seja, mantêm as suas características e estão próprios para consumo durante um período limitado. Os alimentos têm diferentes tempos de vida: os perecíveis (por exemplo, o leite) degradam-se mais facilmente. Os métodos de conservação são, por isso, essenciais para aumentar a sua durabilidade.

 

Comercializar ou expor produtos alimentícios perecíveis exige cuidados redobrados por parte dos empresários – sejam eles formais ou informais. Isso porque é crime expor o consumidor a produtos impróprios para consumo, seja por prazo de validade vencido, alteração, deterioração ou por conter substâncias contaminantes.

 

O artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90 – que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo – classifica como crime “vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”. A pena prevista é de detenção, de dois a cinco anos, ou multa.

 

O significado do termo “impróprias ao consumo” é abrangente, e diz respeito, dentre outros, aos produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. O termo se refere também – e principalmente – a alimentos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação.

 

“O sujeito ativo desse delito é o empresário, sendo o cliente o sujeito passivo. Por esse motivo, é dever do empresário fiscalizar o preparo e a qualidade dos produtos a serem comercializados, retirando de venda aqueles que possam, de qualquer forma, violar a relação de consumo”, adverte a advogada Marina Nascimbem Bechtejew, do escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica.

 

Essa previsão legal tem o objetivo de proteger as relações de consumo e por isso o crime se configura independentemente da ocorrência de efetivo prejuízo ao consumidor, pois o perigo e o dano são presumidos. “Há casos que podemos citar, como o recente julgamento de apelação contra a venda de salgados com larvas de inseto vivas, presença atestada por comprovação técnica”, exemplifica a advogada.

 

Não são só pequenos estabelecimentos e vendedores informais que têm burlado a lei. A mídia tem divulgado a prisão em flagrante de gerentes de supermercados – só para citar um exemplo – por expor produtos com data de embalagem e/ou de validade alterada, e muitas vezes com visível deterioração e até a presença de “corpos estranhos”.

 

Dicas para que os empresários evitem esse tipo de problema:

  • Administradores de negócios, sejam proprietários ou gerentes, têm o dever e a responsabilidade de se empenhar para evitar e – se for o caso – averiguar irregularidades nos produtos expostos à venda, bem como zelar pela qualidade das mercadorias destinadas ao consumo;
  • Eles devem colher declarações de seus funcionários, nas quais conste o compromisso da não utilização, não exposição e não comercialização de produtos impróprios ao consumo, nos termos da lei;
  • Mais do que afirmar o compromisso, esses gestores devem fiscalizar o cumprimento dessa determinação, que abrange desde produtos industrializados até alimentos elaborados e/ou manipulados no próprio local;
  • Os empresários devem ficar atentos às queixas e denúncias de consumidores e respondê-las com o devido respeito e cuidado;
  • Devem atentar, ainda, para os detalhes da legislação específica e para as exigências dos órgãos fiscalizadores.

Na Hora da Compra

 

Observe o líquido das garrafas. Notando a presença de sujidades ou de algum objeto estranho no interior da embalagem, não compre nem abra. Informe o fato ao gerente da loja. Caso o vasilhame ou o líquido sejam escuros, examine-os contra a luz.

 

Refrigerantes vendidos em latinhas não devem apresentar partes amassadas ou enferrujadas. Se for adquirir caixas fechadas, certifique-se de que a caixa esteja seca e que as latas não apresentem vazamento. Verifique se o lacre não está rompido ou mesmo ausente. Leve em conta todos esses cuidados para produtos que estejam em promoção nos estabelecimentos.

 

Fique atento às condições de higiene do local.

 

Leia atentamente a rotulagem das bebidas, verificando os seguintes dados: prazo de validade, quantidade, composição (ingredientes e aditivos), nome, endereço e CGC do fabricante, nº de registro no órgão competente (Ministério da Saúde). As informações sobre os produtos devem ser corretas, objetivas e ostensivas , alertando sobre os eventuais riscos que possam apresentar à saúde e segurança do consumidor.

 

Diabéticos, atenção! Os refrigerantes Diets e Lights à base de suco de fruta (laranja e limão) contêm frutose.

 

Armazenamentos Domésticos e Manuseio

 

Guarde bebidas em pé, nunca deitadas. Não faça movimentos bruscos pois o manuseio impróprio (como sacudir a garrafa repetidamente) pode aumentar a pressão sobre o gás e causar acidentes (estouros, vazamentos etc.).

 

As garrafas devem ser armazenadas em local ventilado, distante da umidade e de fontes de calor (exposição ao sol, chapas, fornos elétricos, etc.). 

 

As embalagens plásticas de alimentos e bebidas devem estar distantes de produtos que exalam cheiro forte (material de higiene e limpeza, bombas de gasolina, etc.), pois o plástico, material poroso, absorve odores do ambiente que podem contaminar seu conteúdo.

 

Evite colocar os refrigerantes no congelador ou no freezer. Ao passar do estado líquido para o sólido, o líquido vira gelo; essa mudança de estado físico faz com que o volume interno da garrafa aumente, causando pressão sobre a embalagem. Existe aí um sério risco de a embalagem romper-se, seja ela de vidro, plástico ou alumínio (latas).

 

Nunca utilize garrafas vazias de refrigerantes, cervejas e água mineral para guardar outros produtos como, por exemplo: gasolina, detergente, água sanitária, etc. A ingestão acidental desses produtos – especialmente por crianças – pode causar acidentes graves e até fatais, além de contaminar as garrafas plásticas, impedindo o seu reaproveitamento.

 

Considere o fato de algumas embalagens serem recicláveis, principalmente alumínio (latas), vidro e plástico. Procure separá-las, lavá-las e deixa-las em recipientes próprios para recolhimento de lixo reciclável, existentes em alguns pontos da cidade.

 

Seus Direitos

 

Exija a nota fiscal, tíquete do caixa ou o cupom do ponto de venda, na hora da compra. Esse documento é importante caso você tenha problemas com as bebidas adquiridas.

 

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o prazo para reclamar de vícios (problemas) aparentes ou de fácil constatação de um produto não durável é de 30 dias.

 

Se algum produto apresentar vício de qualidade ou quantidade que o torne impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina, você pode exigir, alternativamente e à sua escolha;

 

  • a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso ou, não sendo possível, a substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço;
  • a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
  • o abatimento proporcional do preço.

 

Ao constatar qualquer irregularidade no tocante à fabricação ou comercialização desses produtos, denuncie!

 

     

O prazo de validade é estabelecido através de testes que verificam se todas as características sensoriais e de segurança do produto são mantidas dentro do período de tempo estabelecido para sua conservação. Uma vez decorrido este prazo, poderão ocorrer alterações químicas e modificações em suas propriedades características. Portanto, não é adequado consumir produtos com validade vencida, pois o produto pode estar “estragado” ou com uma carga microbiana muito elevada, acarretando quadros de intoxicação ou toxinfecção, onde algumas bactérias levam até a morte.

 

Infelizmente é comum, especialmente em supermercados, a constatação de produtos expostos à venda com prazo de validade vencido.

 

A exposição à venda de produto vencido coloca em risco a saúde de eventual consumidor da mercadoria, e o responsável pode ser enquadrado criminalmente independente de perícia para verificação das condições efetivas dos alimentos.

 

Outra prática muito comum no mercado é a comercialização de produtos prestes a vencer. Normalmente essa comercialização é feita sob a forma de promoções e o consumidor, achando que está fazendo um bom negócio, acaba comprando vários produtos que não terá tempo de consumir. Comercializar produto no fim do prazo de validade é permitido, mas o consumidor deve ser informado de que terá que consumi-lo em curto prazo.

 

Portanto, atenção ao comprar produtos, verifique sempre a validade!

Águas Minerais: (Código de Águas Minerais) - São aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.

 

Águas Potáveis de Mesa: (Código de Águas Minerais) - São as águas de composição normal, provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham tão somente as condições de potabilidade para a região.

 

Águas Purificadas Adicionadas de Sais: (Resolução 309/1999 - ANVISA) - São aquelas preparadas artificialmente a partir de qualquer captação, tratamento e adicionada de sais de uso permitido, podendo ser gaseificada com dióxido de carbono de padrão alimentício. Código de Águas Minerais usa o termo soluções salinas artificiais

 

A água é um direito e não uma mercadoria.

Atualmente os cidadãos compram passivamente água mineral. É comum observarmos garrafões de 20 litros, os quais, às vezes, estão contaminados por bactérias que pode ter ocorrido na fonte, no envase ou no transporte e armazenamento, dependendo do tipo de embalagem. Um único garrafão contendo água pode ficar meses numa residência ou pequena repartição, recebendo visitas de crianças, que na pressa ou travessura, bebem água sem utilizar necessáriamente o copo, pois usam diretamente a boca e muitas vezes as próprias mãos. Há aproximadamente 40.000 bactérias por cm2 de epiderme humana e cerca de hum milhão de bactérias por cm3 de saliva. (é bom lembrar que na água mineral não tem cloro, é mais seguro tomar água clorada!)

 

Padrões de Qualidade e Portalidade

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

 

RESOLUÇÃO 36/90: Água Potável e Purificada Adicionada de Sais. Define padrões para água utilizada no abastecimento. É utilizada para água mineral ou potável de mesa apenas para definir o limite máximo permitido para substâncias não especificadas na legislação específica.

 

CLASSIFICAÇÃO

Código de Águas Minerais - Decreto - lei 7.841 de 08/08/45.

 

Critérios Básicos:

I - Características Permanentes da água (composição química) - Ex.: Iodetada de Pádua, Milneral, Salutaris, Calita, Fênix, Recanto das Águas, Pindó, Caxambu, Raposo, Soledade, Havaí, São Lourenço, etc.

 

II - Características Inerentes às Fontes (gases e temperatura) - Ex.: As Lindóias, Serra dos Órgãos, Passa Três, Poá, Termais de Caldas Novas (GO) e Poços de Caldas (MG), etc.

 

A) CLASSIFICAÇÃO QUANTO À COMPOSIÇÃO QUÍMICA:

 

OLIGOMINERAL: quando apresentarem apenas uma ação medicamentosa (Ex.: não há no momento - Comissão de Crenologia, temporariamente, desativada);

 

RADÍFERAS: Substâncias radiotivas que lhes atribuam radioatividade permanente (Ex: não há - não é determinado)

ALCALINA BICARBONATADA : bicarbonato de sódio 0,200g/l. (EX.: Ijuí e Sarandi - RS);

 

ALCALINO TERROSAS: alcalinos terrosos 0,120g/l. (Ex.: Ouro Fino e Timbú - PR);

 

ALCALINO TERROSAS CÁLCICAS: cálcio sob a forma de bicarbonato de cálcio 0,048g/l (Ex.: Calita - RJ);

 

ALCALINO TERROSAS MAGNESIANAS: magnésio sob a forma de bicarbonato de magnésio 0,030g/l (Ex.: Lindágua - RO);

 

SULFATADAS: sultato de Na ou K ou Mg 0,100g/l; SULFUROSAS: sulfeto 0,001g/l (Ex.: Araxá - MG);

 

NITRATADAS: Nitrato de origem mineral 0,100g/l e tiver ação medicamentosa CLORETADAS: cloreto de sódio 0,500g/l e tiver ação medicamentosa;

 

FERRUGINOSAS: ferro 0,500g/l (Ex.: Salutaris - RJ);

 

RADIOATIVAS: contiverem radônio em dissolução (Ex: não há - não é determinado); TORIATIVAS: torônio 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado)

 

CARBOGASOSAS: gás carbônico livre dissolvido 0,200ml/l (Ex.: Caxambu, São Lourenço - MG; Raposo, Soledade e Havaí - RJ);

 

ELEMENTO PREDOMINANTE: Elemento ou substância raros ou dignos de nota. Iodetada (Pádua - RJ); Litinada (Milneral - RJ); Fluoretada (Fênix - RJ); Brometada (Serra do Segredo - RJ)

 

B) CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS INERENTES ÀS FONTES:

(Apenas para as águas minerais)

 

1. Quanto aos Gases:

 

FRACAMENTE RADIOATIVAS: teor de radônio entre 5 e 10 unidades Mache por litro de gás espontâneo (Ex.: Minalba Lindoya Genuína - SP, Passa Três - RJ);

 

RADIOATIVAS: teor de radônio entre 10 e 50 unidades Mache por litro de gás espontâneo (Ex.: Diversas Lindóias, Poá, Shangri-lá - SP);

 

FORTEMENTE RADIOATIVA: teor de radônio superior a 50 unidades Mache por litro de gás espontâneo (EX.: Araxá - MG);

 

TORIATIVAS: torônio ? 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado) SULFUROSAS: as que possuem na emergência desprendimento definido de gás sulfídrico (Ex.: Araxá - MG);

 

2. Quanto a Temperatura:

FONTES FRIAS: temperatura inferior a 25ºC;

 

FONTES HIPOTERMAIS: temperatura entre 25 e 33ºC (Ex.: Serra dos Órgãos - RJ);

 

FONTES MESOTERMAIS: temperatura entre 33 e 36ºC (Ex.: York - PI);

 

FONTES ISOTERMAIS: temperatura entre 36 e 38ºC;

 

FONTES HIPERTERMAIS: temperatura acima de 38ºC (Ex.: Thermas Antônio Carlos - Poços de Caldas - MG; Caldas Novas - GO).

Os sucos industriais, fabricados a partir do suco concentrado, apresentam características semelhantes às do natural caseiro: contêm algumas vitaminas e minerais. O problema é que não contêm fibras. Portanto, se você gosta de suco, opte pelo natural, mas não o utilize como substituto da fruta.

O suco natural, se for feito e consumido de imediato, mantém uma boa parte das vitaminas e minerais. Se você bebê-lo muito tempo depois de feito, o suco ficará empobrecido, pois a vitamina C (presente em grande quantidade nas frutas cítricas, como laranja e limão) começará a degradar-se pela ação da luz e do calor.

 

Atenção com produtos pré-embalados

Quando comprar produtos que já foram pesados ou medidos, preste atenção nas seguintes dicas do Ipem – Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo:

  • Produtos que não apresentarem a indicação da quantidade na embalagem devem ser pesados na hora, mas a embalagem não pode ser incluída na pesagem, para você não pagar pelo papel, pela bandeja, etc.
  • Leia com atenção a quantidade indicada na embalagem. Você pode conferir o peso líquido de alguns produtos (não embalados ou com embalagens leves em relação ao produto) no ato da compra, pesando-os em uma balança do próprio comerciante.
  • Não se engane com indicações como “tamanho família” ou “grande”.
  • Nas embalagens de produtos com calda, salmouras e líquidos conservantes (palmito, abacaxi e outros) o peso indicado é o do produto vendido, sem considerar a quantidade da solução que o envolve. Normalmente, isso é indicado pela frase “peso líquido drenado”.

Prazo de validade é o tempo de duração dado à comida, bebida, remédios e outros itens perecíveis antes de serem considerados inadequados para venda ou consumo. Em algumas regiões usam-se algumas expressões como "melhor usar antes de...", "data de utilização..." ou "data de frescura" é necessária em alimentos perecíveis embalados.

Também determina o tempo que os produtos podem ser armazenados, durante o qual a qualidade definida de uma determinada proporção das mercadorias permanece aceitável ao abrigo do esperado (ou especificados) para as condições de distribuição, armazenamento e exibição.

 

Tempo de Validade:

Iogurtes

Podem ser consumidos um ou dois dias depois do prazo sem problema, apesar de começarem a perder características nutricionais. Em qualquer destes casos, "considere alterações de cheiro e sabor como alertas vermelhos, já que podem indiciar multiplicação de microorganismos potencialmente perigosos como staphilococus ou mesmo salmonelas".

 

Leite

O UHT pode eventualmente ser consumido até alguns dias depois do prazo. Já no leite do dia a margem é menor e não convém ultrapassar o prazo indicado. "Isto acontece porque o primeiro é sujeito a uma temperatura muito elevada num período de tempo muito curto, o que elimina praticamente todas as potenciais bactérias. No segundo, a esterilização é feita a uma temperatura menor e num tempo mais alargado, o que apesar de contribuir para o leite manter as características em termos de sabor, o torna mais sujeito a contaminação", explica Hugo Vieira.

 

Queijos

Com o tempo costuma aparecer bolor que pode conter toxinas nocivas. "Um ponto pequeno poderá ser retirado sem prejuízo, mas há sempre algum grau de perigo já que o bolor (à excepção dos queijos onde é suposto tal acontecer) indicia sempre uma quebra da barreira biológica do alimento, o que permite a entrada de toxinas que podem estar presentes mesmo de forma não visível".

 

Sobremesas do tipo pudin flan, mousse de chocolate ou leite-creme.

Não convém deixar passar o prazo já que são produtos processados e com muitos nutrientes, nomeadamente ovos, pelo que o risco de contaminação com staphilococus e salmonelas é grande.

 

Alimentos congelados

Em geral podem ser conservados quase um ano a um ano e meio sem problemas, desde que sejam mantidos a menos de 18ºC, já que o frio impede o desenvolvimento de micro organismos. Em regra, quanto menos processado for o alimento mais tempo irá conservar-se sem alterações. Refeições prontas e gelados, por exemplo, têm mais elementos na composição o que os torna menos estáveis mas não perigosos. As gorduras poderão alterar-se e desenvolver-se algum sabor a ranço.

Os alimentos congelados à saída da fábrica, sofrem uma congelação muito rápida que mantém os nutrientes intactos, e serão mais seguros do que os congelados em casa. Mas em qualquer caso, o elemento determinante é sempre a manutenção da cadeia de frio. Uma quebra nesta cadeia (seja no transporte para o supermercado ou para sua casa) diminui a margem de conservação. Sinais disto mesmo são a formação de cristais de gelo no interior ou a presença de humidade na embalagem de cartão. Neste caso, não deverá deixar passar o prazo.

 

Molhos

Antes de abertos conservam-se bastante bem algumas semanas para além do prazo indicado, mas depois convém ter mais precaução.

 

Maionese

É um produto muito sensível e a sua conservação vai depender do cuidado que se tiver na manipulação. "É fácil haver contaminação com staphilococus ou salmonelas. Basta um descuido com a colher que se usa para retirá-la do frasco, por exemplo.

 

Ketchup

É mais ácido e por isso mais resistente. Pode durar um mês conservado no frigorífico, assim como a mostarda.

 

Molhos de tomate para cozinhar

São bastante sensíveis e podem criar fungos e bolores que produzem toxinas prejudiciais mesmo dentro do prazo. Mesmo que retire o bolor visível, é provável que haja mais microorganismos presentes pelo que não deve consumi-los de todo neste caso".

 

Carne fresca

Pode deixar passar um ou dois dias se mantiver a cadeia de frio intacta e não houver sinais de alteração. "No caso da carne picada não dê margem alguma. É que ao picar-se quebra-se a sua barreira biológica, o que facilita o desenvolvimento de bactérias e permite a proliferação de micro organismos".

 

Charcutaria fresca

Como os fiambres e mortadelas são produtos sensíveis, devem ser consumidos apenas dentro do prazo. Tenha especial atenção à formação de um biofilme de gordura no exterior, "possível sinal de microorganismos que podem causar febres e diarreias ou até malformações do feto em grávidas".

 

Produtos fumados.

São mais estáveis porque a fumagem destrói grande parte dos microorganismos e o sal que contêm também actua como conservante. Se vieram embalados em vácuo conservam-se bastante tempo e podem ser consumidos eventualmente algumas semanas depois do prazo sem risco.

 

Farinha

Pode durar anos sem que se estrague. Poderá eventualmente haver alteração da propriedade das leveduras, o que faz com que se torne menos eficaz a levedar um bolo ou a fazer pão.

 

Leite em pó

Também dura bastante tempo desde que não apanhe humidade e esteja numa embalagem fechada.

 

Bolachas e tostas

Quando muito poderão ficar moles com o tempo, um sinal de migração de oxigénio para dentro da embalagem, mas em geral duram bastante tempo, especialmente se as embalagens não forem abertas.

 

Café e chá

Duram anos, sobretudo se estiverem hermeticamente fechados. Como são confeccionados com água a ferver o perigo de contaminação também é menor. Se cheirarem a mofo, contudo, é preferível deitar fora.

 

Chocolate de culinária

Pode durar indefinidamente, mesmo que perca algumas propriedades (costuma embranquecer) não apresentará perigo para a saúde.

 

Enlatados

Duram anos, devendo apenas estar atenta a sinais de empolamento ou outros danos nas latas. Neste caso, não facilite.

 

Azeite

Aconselha-se o consumo no espaço de um ano, mas tudo depende da forma de acondicionamento. Deve sempre ser guardado no escuro já que a luz altera as suas propriedades. Se estiver exposto à luz no espaço de venda ou em casa poderá sofrer alterações. Cheiro a ranço é sempre um indicador disto mesmo.

 

Vinagre

Também dura bastante tempo e mesmo que perca qualidades não apresentará perigo para a saúde.

 

Sumos e refrigerantes

Sumos de fruta em garrafas de vidro não devem ser expostos pois a luz solar degrada rapidamente a vitamina C que contêm. Esta é um dos elementos conservantes pelo que a sua degradação pode comprometer a conservação no tempo recomendado. Já os refrigerantes duram mais tempo ainda que possam perder propriedades comerciais.

 

Uma questão de prazo

 

A menção do prazo de validade na embalagem é obrigatória. Apenas os produtos hortícolas frescos sem processamento estão dispensados desta obrigação, tendo no entanto de exibir a data em que foram embalados. Obviamente, o principal objectivo é garantir a segurança do consumo, mas não só. "O prazo também garante características comerciais como o sabor, cor ou textura, que o fabricante assegura que se manterão estáveis durante o período indicado", explica o consultor alimentar. Depois da data indicada no rótulo, o alimento não está forçosamente estragado mas pode não corresponder aos parâmetros de qualidade da altura da compra.

Claro que consumir alimentos fora do prazo de validade deve ser a excepção e não a regra, mas nem sempre o lixo terá de ser o destino final de um produto que pode estar em perfeitas condições, apesar de expirado. Em todo o caso, para consumi-lo em segurança há factos que convém saber:

 

 - Por regra, quanto mais reduzido é um prazo e mais específica a sua data de validade, menos margem haverá para o consumir depois.

 

- Em geral, quanto mais água e gordura tiver na sua composição, mais rapidamente um alimento se irá deteriorar e menos flexibilidade haverá no seu consumo para além do prazo.

 

- Mesmo dentro do prazo, um alimento pode deteriorar-se rapidamente se for sujeito a uma manipulação ou conservação deficientes (calor ou contaminação).

 

- Qualquer embalagem que esteja empolada deve ser rejeitada já que este ‘inchaço' é um provável indício da existência de dióxido de carbono no interior, uma reacção que se dá quando há proliferação de microorganismos.

Verifique a integridade das embalagens dos produtos.

Recuse latas com estufamento, pois indicam a presença de gases em seu interior, o que ocorre pela fermentação causada por micróbios no produto.

Latas amassadas ou enferrujadas levam à ruptura do verniz interno que preserva o alimento do contato com o metal, o que é indício de que a proteção interior foi danificada.

Não compre conservas em embalagens de vidro se o líquido estiver turvo ou com espuma, pois indicam a presença de fungos ou bactérias (tipos de micróbios). Rejeite também aquelas com tampas enferrujadas (vazamentos).

Os produtos industrializados de origem animal devem ser registrados e ter o carimbo ou registro do serviço de inspeção.

Não é permitido que os alimentos estejam em contato direto com jornais, papéis coloridos, papéis ou filmes plásticos usados.
São chamados laticínios produtos derivados do leite: queijo, manteiga, requeijão, iogurte e outros. Eles devem ser mantidos sob refrigeração em balcões ou vitrines frigorificadas.
 
Evite comprar produtos em sacos ou embalagens estufadas (indica fermentação), furadas ou com vazamentos (possível contaminação posterior à pasteurização).

Se o prazo de validade estiver ilegível (apagado ou borrado), não compre o produto.

O leite e seus derivados podem tornar-se um veículo favorável para muitos micróbios se as condições sanitárias do animal, da produção, do transporte, da industrialização etc. não forem adequadas. As doenças mais comuns que podem ser transmitidas através do leite cru ou contaminado são: tuberculose, brucelose, febre tifóide, disenterias e diarréias.

O leite longa vida ou UAT (ultra-alta temperatura) pode ser armazenado em temperatura ambiente sem refrigeração por 120 dias quando fechado. No leite UAT, é aceita a colocação de aditivos (estabilizantes). Não adquira caixas de leite longa vida amassadas ou deformadas, pois podem estar com a proteção interna danificada.

O leite pasteurizado precisa ser mantido sob refrigeração mesmo fechado. Pode ser embalado em sacos, e existem três tipos de leite no mercado brasileiro: A, B e C. O tempo que esse produto pode ficar para a venda é curto.

Compre somente os produtos que estejam sob refrigeração contínua.

Não compre laticínios que apresentem soro com superfície limosa, assim como, queijos anormalmente estufados ou com mofo e sujeiras.

Recuse o requeijão em copo caso a massa não se apresente branca e cremosa por igual, se houver separação entre a parte cremosa e a parte líquida ou estufamento da tampa (fermentação).

No caso de requeijão aberto em casa, não introduza talheres já em uso, para evitar possíveis contaminações.

Observe se os cremes apresentam conteúdo límpido, sem manchas e sem halos verdes ("bolores").

Observe com cuidado o prazo de validade do leite em pó e o tempo em que pode ser consumido após aberto. Não se devem utilizar medidores contidos na lata desse leite, colheres úmidas e tampouco tocar a massa com as mãos.

Armazene a manteiga sob temperatura adequada. Se apresentar ranço, não consuma.
São produtos cárneos (salsichas, mortadelas, presuntos, lingüiças, apresuntados etc.) produzidos à base de carnes suínas, bovinas e de aves, devendo, por isso, ser mantidos sob refrigeração constante. São altamente perecíveis.

Não compre esses produtos se estiverem desprendendo líquido, com a superfície úmida, pegajosa, se estiverem amolecidos ou apresentarem manchas esverdeadas, assim como, cheiro desagradável e de ranço, pois isso indica início ou presença de decomposição.

Recuse as unidades que estiverem com embalagem violada.

Não guarde os produtos enlatados na própria lata. Depois de aberto, passe o produto para outro recipiente, jogando a lata fora.

Os embutidos e frios, vendidos já fatiados, devem estar em embalagens constando identificação do produto, informação sobre o fabricante e sobre o estabelecimento onde foram fatiados, data do fatiamento e prazo de validade para consumo.
Alimentos Congelados prontos para Consumo

A embalagem destes produtos não pode estar amolecida ou umedecida, pois isso indica descongelamento.

Gelo

É obrigatório o uso de água potável e filtrada na fabricação do gelo para ser adicionado em bebidas. O gelo filtrado apresenta-se como um cilindro ou cubo com uma abertura central.

O gelo servido em barra ou escama não necessita ser fabricado com água filtrada e só poderá ser utilizado para resfriar produtos embalados, incluindo bebidas envasadas.
Carne Bovina

A cor da carne bovina própria para o consumo deve ser vermelha, com consistência firme e sem escurecimento ou manchas esverdeadas.

Atenção: a cor vermelha acentuada, às vezes, pode ser falsa, "criada" por adição de corantes para disfarçar a deterioração do alimento.

Caso a carne congelada solte água e esteja um pouco mole, não compre.

A venda de carne previamente moída só é permitida quando for embalada, rotulada, contendo número e carimbo de registro da inspeção federal ou estadual (S.I.F ou S.I.E.).

Não compre carne previamente moída não embalada e sem registro, pois correrá o risco de levar mistura de sebo, pelancas, aparas e aditivos químicos tóxicos, que disfarçam a deterioração inicial, dando cor vermelha viva ao produto.

A venda de carne fresca moída é permitida se a moagem for feita na presença do comprador.

Observe sempre os dois lados do pedaço de carne que está comprando, pois de um lado ele pode estar bom e, do outro, ter sebo, pelancas etc..

Os açougues devem estar limpos, sem insetos. Observe a condição de limpeza da superfície onde a carne é cortada, pois o líquido que fica de um pedaço de carne pode contaminar outro.
Não adquira carne bovina em feiras-livres, pois são geralmente provenientes de matadouros clandestinos e estes animais não têm controle sanitário, podendo transmitir doenças.
Carne de Aves
A carne de aves própria para o consumo deve ter consistência firme, bem aderida aos ossos, cor amarela pálida, ligeiramente rosada. Não pode estar amolecida nem pegajosa.

Compre somente miúdos de aves quando convenientemente conservados em sistema de refrigeração. Os miúdos (fígado, coração, moelas), por sua natureza, oferecem condições para sobrevivência de bactérias, sofrendo rápido processo de amolecimento, levando facilmente à decomposição.

Não adquira, em hipótese alguma, sangue já exposto para o preparo de molhos.
Não compre carne de aves congelada que apresente embalagem danificada, cheia d´água ou sangue.
Carne Suína

A carne suína própria para o consumo tem consistência firme, não amolecida nem pegajosa.

Não adquira a carne de porco com pequenas "bolinhas" brancas, chamadas popularmente de "canjiquinha", parecendo pipoca, pois indicam que o animal foi infestado por cistos de Tênia, e se a pessoa ingerir o cisto vivo na carne mal cozida, pode adquirir a teníase (solitária). Em alguns casos, os ovos do verme adulto vão para o cérebro da pessoa parasitada, causando a neurocisticercose.

Não é aconselhável adquirir carne suína em feiras-livres ou ambulantes, pois esses animais são geralmente provenientes de matadouros clandestinos, sem controle sanitário, podendo transmitir doenças.

As frutas, legumes e verduras próprias para o consumo têm de estar frescas, isto é, colhidas recentemente. A textura deve ser resistente à pressão dos dedos, sem amassados ou manchas estranhas.

 

Verifique se há cortes aparentes na superfície, manchas escuras, presença de larvas, parasitas ou fungos.

 

Evite comprar produtos cobertos por camada fina de pó branco (semelhante ao "pó de giz" ou talco), pois ela é resíduo de defensivos agrícolas (usados para evitar pragas, penetração de larvas e parasitas), nocivos à saúde por serem tóxicos.

 

São impróprios para o consumo os produtos com alteração de cor (ex: agrião e couve ficam amarelos, os legumes escurecem, apresentam manchas ou ficam amarelados quando estão velhos) e consistência (frutas ficam amolecidas quando maduras demais), o que normalmente indica início de apodrecimento. Procure verificar, nos produtos embalados (telas e caixas), se todas as unidades estão em boas condições.

A leitura do rótulo para avaliação do produto a ser comprado é outro passo importante.

O prazo de validade é o período no qual o produtor garante a integridade do produto, em condições ideais de armazenamento e de acordo com sua composição e data de sua fabricação. Nunca compre ou consuma alimentos (ou outros produtos) fora do prazo de validade.

No rótulo dos alimentos, deverão constar informações sobre o produto, sobre o fabricante, número de registro do alimento no órgão competente, o peso ou volume do conteúdo, preparo e instruções de uso, prazo de validade, lista de ingredientes, composição de nutrientes, data de fabricação e temperatura máxima permitida para sua conservação ao se tratar de alimento perecível que exija conservação sob refrigeração.

É comum a impressão do prazo de validade diretamente na embalagem do produto.

Suplementos são na maioria das vezes vitaminas, minerais e aminoácidos que complementam a alimentação. Importante para pessoas com carências nutricionais e também para praticantes de atividade física ter um melhor desempenho ou repor perdas nutricionais durante essa prática.

 

Atualmente, no ritmo de vida que vivemos, perdemos muitos nutrientes com estresse, falta de tempo de preparar alimentos saudáveis ou mesmo pelo consumo exagerado de produtos industrializados. Com isso os suplementos passam ser necessários no dia a dia, com prescrição médica ou de nutricionistas.

 

Mas o que é perigoso é comprar suplementos por conta própria e sair utilizando vários produtos juntos sem nenhuma orientação profissional. Suplementos parecem ser inofensivos, mas dependendo da quantidade ou do componente podem ter conseqüências desagradáveis.

 

CAMPEÕES DE CONSUMO

 

SUPLEMENTO: bebida isotônica.

PROMESSA: hidratar e repor carboidratos.

EFEITOS NEGATIVOS: não há. Diabéticos e hipertensos devem consultar um médico antes de ingerir.

 

SUPLEMENTO :vitaminas e minerais.

PROMESSA: suprir deficiências dos gastos calóricos durante o treino.

EFEITOS NEGATIVOS: as vitaminas A e D tendem a se acumular e podem causar intoxicação, problemas gastrointestinais e neurológicos. A vitamina C eleva as chances de cálculos renais.

 

SUPLEMENTO: hipercalóricos.

PROMESSA: aumentar a massa muscular ou repor a energia eliminada na malhação.

EFEITOS NEGATIVOS: engorda.

 

SUPLEMENTO: proteínas e aminoácidos.

PROMESSA: ampliar os músculos e melhorar o desempenho físico.

EFEITOS NEGATIVOS: faz crescer os níveis de ácido úrico e a quantidade de gordura localizada, além de causar diversas complicações nos rins.

 

SUPLEMENTO: creatina.

PROMESSA: tornar maior a musculatura naqueles que praticam esportes de alta intensidade e curta duração.

EFEITOS NEGATIVOS: retém água e toxinas e provoca inchaço, dando a falsa impressão de aumento da massa magra.

 

SUPLEMENTO: maltodextrina, gel de carboidrato e bebidas de recuperação.

PROMESSA: fornecer energia, possibilitar a queima de gordura e recuperar o estoque de energia no músculo.

EFEITOS NEGATIVOS: pode engordar e provocar intolerância gástrica.

 

SUPLEMENTO: BCAA.

PROMESSA: prevenir ou retardar a fadiga em exercícios de resistência.

EFEITOS NEGATIVOS: costuma sobrecarregar os rins e o fígado com toxinas, especialmente em quem já tem predisposição a esses males.

 

SUPLEMENTO: fat buner.

PROMESSA: queimar gordura.

EFEITOS NEGATIVOS: desencadeia taquicardia, arritmia e desidratação por causa da produção de suor excessivo.

 

USO RESTRITO

Há profissionais que prescrevem a suplementação alimentar, mas sempre com muito cuidado!

 

ENERGÉTICOS

Repõem ou fornecem energia para o treino e são formulados com carboidrato. Costumam ser vendidos nas versões em pó, que devem ser misturadas à água; gel, que vêm num sache individual; e barra de cereais.

 

PROTÉICOS

Produzidos a partir da proteína encontrada no ovo (albumina), no leite ou na soja, são comercializados em pó ou barra.

 

COMPENSADORES

São pós elaborados com calorias, proteínas, vitaminas e minerais que devem ser diluídos em suco ou leite.

 

REPOSITORES

Aqui estão as bebidas esportivas, que têm o objetivo de repor rapidamente a água, os sais minerais e a glicose perdidos e, assim, evitar a desidratação provocada pela temperatura elevada ou por uma atividade intensa ou longa.

 

AMINOÁCIDOS

São partes que compõem a proteína. O Ministério da Saúde entende que altas dosagens não são seguras para o consumo.

 

Alerta Vermelho

O grande problema da suplementação é a ingestão indiscriminada, que é estimulada pela promessa de se conquistar um corpo atlético sem muito esforço. Outro fator tentador é a venda facilitada: "Há lojas espalhadas por todo o país, inclusive dentro das academias, que disponibilizam a aquisição sem receita. O produto não se enquadra como medicamento, por isso tem a venda liberada", conta o preparador físico Carlos Cintra (SP).

 

O nutrólogo Mauro Fisberg (SP) teme que, ao não encontrar os resultados estéticos prometidos pelos fabricantes, as pessoas acabem sendo induzidas a escolher algo mais forte e proibido, como os anabolizantes. A pesquisa da nutricionista Márcia Daskal apontou que 11% dos entrevistados que ingeriam suplementos estavam dispostos a utilizar ´bombas´.

 

A lição que se deve tirar de tudo isso é uma só: não entre na onda da suplementação por influência de amigos. Procure um profissional para ver se você realmente precisa. E, na hora da compra, cheque a embalagem para ver se há registro do Ministério da Saúde.

  • Venda de Produtos Vencidos;
  • Produtos Impróprios para Consumo dentro da Validade;
  • Produtos com Peso diferente do que o mostrado na Embalagem.
Aprenda a melhor forma de fazer compras saudáveis e nutritivas, desde o planejamento antecipado da lista até os cuidados que se deve ter ao ir às compras. Afinal, nada melhor do que comprar alimentos que realmente irão nutrir e não apenas alimentar o organismo. Selecionar com cuidado os alimentos é fundamental! Confira outras dicas importantes:
 
- Antes de sair de casa faça uma lista com tudo que precisa comprar e guie-se por ela no supermercado, assim você evitará compras de alimentos desnecessários.
- Elabore um cardápio para a semana e faça sua lista com base nessas refeições.
- Alimente-se antes de ir ao supermercado para não exagerar na quantidade e nem comprar itens que não fazem parte da lista. Com fome compramos mais do que precisamos!
- Divida sua lista entre alimentos perecíveis e não perecíveis. Comece sempre pelos alimentos não perecíveis e deixe sempre os alimentos resfriados ou congelados por último. Com isso, eles ficarão um tempo menor expostos à temperatura ambiente e com risco menor de contaminação ou deterioração.
- Sempre que possível escolha alimentos integrais, pois conservam os nutrientes essenciais. Esses alimentos geram energia aumentando sua disposição e equilibrando as funções orgânicas.
- Leia os rótulos dos produtos. Lá você encontra informações importantes, a respeito dos ingredientes contidos nos alimentos, como "contém glúten" para quem tem doença celíaca, teor calórico dos alimentos, quantidade de nutrientes, vitaminas e minerais. Muito cuidado com os alimentos "diet" e "light", pois nem sempre são melhores opções, além de serem mais caros. Compare com o produto convencional e veja se vale a pena, de acordo com o que você deseja.
- Observe sempre o prazo de validade dos alimentos, principalmente se eles estiverem em promoção ou com um preço muito abaixo do normal, pois, muitas vezes nestas situações, os alimentos estão com a data de validade próxima do vencimento.
- Observe o estado da embalagem dos produtos. Fique atento com qualquer alteração, como caixa amassada, lata estufada, vidro trincado ou plástico perfurado. Escolha outro produto que esteja com a embalagem íntegra.
 
Alimentos não perecíveis
 
Pães, arroz, biscoitos e farinhas: prefira os integrais, que são ricos em fibras, são mais nutritivos e auxiliam no funcionamento do intestino. Os alimentos integrais (pães, massas, biscoitos) possuem mais fibras, vitaminas e minerais do que os refinados (pão francês, arroz branco e massas comuns). Caso você não tenha o hábito de consumir alimentos integrais, comece de forma gradual para adaptar a função digestiva e intestinal. Na hora de escolher os cereais matinais, evite aqueles que possuem açúcar refinado; há opções com mel, açúcar mascavo ou até mesmo não adoçados.
 
Leguminosas: o feijão é item indispensável no cardápio da maioria dos brasileiros. No entanto, é importante variar. Experimente alternar o feijão com lentilha, ervilha, grão de bico ou a soja. Assim, você será beneficiado com outras quantidades de nutrientes.
 
Enlatados: Prefira os alimentos conservados em água ou cozidos no vapor e não em óleo, pois de forma geral, contêm mais nutrientes, menos conservantes e o valor calórico destes últimos é muito maior, além de conter alta concentração de gorduras. Evite também consumir produtos que contenham glutamato monossódico, conservante muito comum encontrado em certos produtos.
 
Óleos: o óleo de girassol ou de canola são os mais saudáveis. Na hora de escolher o azeite, fique com a versão extra-virgem.
 
Bebidas: prefira sucos naturais e chás gelados a refrigerantes. Experimente também os sucos derivados de soja porque trazem benefícios à saúde cardiovascular e óssea. Se possível, compre muitas frutas para fazer sucos. Eles são mais saborosos e saudáveis que os industrializados.
 
Sempre que possível, compre o sal marinho e o açúcar cristal ou mascavo. Esses alimentos contêm nutrientes essenciais como vitaminas e minerais, ao contrário das versões refinadas.
 
Alimentos perecíveis
 
Laticínios: incorpore o iogurte a seu cardápio, optando por variedades com baixos teores de gordura. Prefira também queijos magros como o minas, cottage, ricota ou o prato e a mussarela em versões light. Pessoas que sofrem de problemas cardíacos, diabetes e outras pessoas com restrições alimentares podem substituir a margarina por halvarinas por terem menor teor de gordura saturada. Como opção à manteiga, experimente o requeijão em suas versões comum ou light.
 
Frios: evite presunto, mortadela e outros embutidos. Fique com o peito de peru ou blanquet, pois são menos gordurosos.
 
Carnes: dê preferência às carnes magras e brancas, as quais possuem menos gorduras e são mais saudáveis. Conheça cada um dos cortes e quais as formas mais adequadas de prepará-las na cozinha.
 
Hortifrutis: prefira os alimentos da época, que têm maior valor nutricional e costumam ser mais baratos. Sempre que puder, escolha frutas e verduras orgânicas porque são livres de agrotóxicos. Se possível, deixe para comprar as verduras e legumes nas feiras livres, em que as hortaliças são mais fresquinhas e você tem mais variedade de tipos e preços.
 
Temperos: dê preferência aos naturais. Caso não encontre, opte para os secos ou desidratados. Abuse de condimentos como manjericão, cheiro verde, tomilho, hortelã, orégano, coentro, etc. Além de dar mais sabor à comida, têm poder antioxidante. Dispense temperos prontos e molhos gordurosos e engordativos.
 
Congelados: verifique se na superfície existem placas de gelo encobrindo a embalagem. Caso isso ocorra, evite levar o produto, pois é sinal de que o mesmo foi descongelado e por algum motivo novamente congelado.
 
Tanto no carrinho como na hora de embalar, evite misturar produtos de limpeza com alimentos. Ao colocar no carrinho, já separe por gênero: produtos de limpeza, higiene pessoal, comestíveis, etc. Após realizar as compras, procure ir direto para casa. Evite ficar muito tempo com as compras no carro, colocando em risco a integridade dos alimentos perecíveis, resfriados e congelados.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro - é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro).

 

Objetivando integrar uma estrutura sistêmica articulada, o Sinmetro, o Conmetro e o Inmetro foram criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973, cabendo a este último substituir o então Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM) e ampliar significativamente o seu raio de atuação a serviço da sociedade brasileira.

 

No âmbito de sua ampla missão institucional, o Inmetro objetiva fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.

 

Sua missão é prover confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do País.

 

Dentre as competências e atribuições do Inmetro destacam-se:

  • Executar as políticas nacionais de metrologia e da qualidade;
  • Verificar a observância das normas técnicas e legais, no que se refere às unidades de medida, métodos de medição, medidas materializadas, instrumentos de medição e produtos pré-medidos;
  • Manter e conservar os padrões das unidades de medida, assim como implantar e manter a cadeia de rastreabilidade dos padrões das unidades de medida no País, de forma a torná-las harmônicas internamente e compatíveis no plano internacional, visando, em nível primário, à sua aceitação universal e, em nível secundário, à sua utilização como suporte ao setor produtivo, com vistas à qualidade de bens e serviços;
  • Fortalecer a participação do País nas atividades internacionais relacionadas com metrologia e qualidade, além de promover o intercâmbio com entidades e organismos estrangeiros e internacionais;
  • Prestar suporte técnico e administrativo ao Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro, bem assim aos seus comitês de assessoramento, atuando como sua Secretaria-Executiva;
  • Fomentar a utilização da técnica de gestão da qualidade nas empresas brasileiras;
  • Planejar e executar as atividades de acreditação de laboratórios de calibração e de ensaios, de provedores de ensaios de proficiência, de organismos de certificação, de inspeção, de treinamento e de outros, necessários ao desenvolvimento da infra-estrutura de serviços tecnológicos no País; e
  • Desenvolvimento, no âmbito do Sinmetro, de programas de avaliação da conformidade , nas áreas de produtos, processos, serviços e pessoal, compulsórios ou voluntários, que envolvem a aprovação de regulamentos.

Missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Promover o Desenvolvimento Sustentável e a Competitividade do Agronegócio em Benefício da Sociedade Brasileira.

 

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, UMA PARCERIA HISTÓRICA COM O AGRONEGÓCIO

 

Estimular o aumento da produção agropecuária e o desenvolvimento do agronegócio, com o objetivo de atender o consumo interno e formar excedentes para exportação. Essa é a missão institucional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tem como conseqüência a geração de emprego e renda, a promoção da segurança alimentar, a inclusão social e a redução das desigualdades sociais.

 

Para cumprir sua missão, o Mapa formula e executa políticas para o desenvolvimento do agronegócio, integrando aspectos mercadológicos, tecnológicos, científicos, organizacionais e ambientais, para atendimento dos consumidores brasileiros e do mercado internacional. A atuação do ministério baseia-se na busca de sanidade animal e vegetal, da organização da cadeia produtiva do agronegócio, da modernização da política agrícola, do incentivo às exportações, do uso sustentável dos recursos naturais e do bem-estar social.

 

A infra-estrutura básica do Mapa é formada pelas áreas de política agrícola (produção, comercialização, abastecimento, armazenagem e indicadores de preços mínimos), produção e fomento agropecuário; mercado, comercialização e abastecimento agropecuário; informação agrícola, defesa sanitária (animal e vegetal); fiscalização dos insumos agropecuários; classificação e inspeção de produtos de origem animal e vegetal; pesquisa tecnológica, agrometeorologia, cooperativismo e associativismo rural; eletrificação rural; assistência técnica e extensão rural.

 

As Delegacias Federais de Agricultura e as empresas vinculadas ao ministério – Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo (Ceagesp), a Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) e a Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa/MG) – também executam as políticas públicas voltados ao agronegócio.

 

Uma das inovações da atual gestão do Mapa foi a criação de câmaras setoriais das diversas cadeias produtivas do agronegócio (carne, leite, avicultura, açúcar e álcool, fruticultura, entre outras). Elas reúnem representantes do governo e do setor privado para debater e propor políticas públicas para o agronegócio brasileiro.

Os alimentos têm uma durabilidade limitada, ou seja, mantêm as suas características e estão próprios para consumo durante um período limitado. Os alimentos têm diferentes tempos de vida: os perecíveis (por exemplo, o leite) degradam-se mais facilmente. Os métodos de conservação são, por isso, essenciais para aumentar a sua durabilidade.

 

Comercializar ou expor produtos alimentícios perecíveis exige cuidados redobrados por parte dos empresários – sejam eles formais ou informais. Isso porque é crime expor o consumidor a produtos impróprios para consumo, seja por prazo de validade vencido, alteração, deterioração ou por conter substâncias contaminantes.

 

O artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90 – que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo – classifica como crime “vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”. A pena prevista é de detenção, de dois a cinco anos, ou multa.

 

O significado do termo “impróprias ao consumo” é abrangente, e diz respeito, dentre outros, aos produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. O termo se refere também – e principalmente – a alimentos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação.

 

“O sujeito ativo desse delito é o empresário, sendo o cliente o sujeito passivo. Por esse motivo, é dever do empresário fiscalizar o preparo e a qualidade dos produtos a serem comercializados, retirando de venda aqueles que possam, de qualquer forma, violar a relação de consumo”, adverte a advogada Marina Nascimbem Bechtejew, do escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica.

 

Essa previsão legal tem o objetivo de proteger as relações de consumo e por isso o crime se configura independentemente da ocorrência de efetivo prejuízo ao consumidor, pois o perigo e o dano são presumidos. “Há casos que podemos citar, como o recente julgamento de apelação contra a venda de salgados com larvas de inseto vivas, presença atestada por comprovação técnica”, exemplifica a advogada.

 

Não são só pequenos estabelecimentos e vendedores informais que têm burlado a lei. A mídia tem divulgado a prisão em flagrante de gerentes de supermercados – só para citar um exemplo – por expor produtos com data de embalagem e/ou de validade alterada, e muitas vezes com visível deterioração e até a presença de “corpos estranhos”.

 

Dicas para que os empresários evitem esse tipo de problema:

  • Administradores de negócios, sejam proprietários ou gerentes, têm o dever e a responsabilidade de se empenhar para evitar e – se for o caso – averiguar irregularidades nos produtos expostos à venda, bem como zelar pela qualidade das mercadorias destinadas ao consumo;
  • Eles devem colher declarações de seus funcionários, nas quais conste o compromisso da não utilização, não exposição e não comercialização de produtos impróprios ao consumo, nos termos da lei;
  • Mais do que afirmar o compromisso, esses gestores devem fiscalizar o cumprimento dessa determinação, que abrange desde produtos industrializados até alimentos elaborados e/ou manipulados no próprio local;
  • Os empresários devem ficar atentos às queixas e denúncias de consumidores e respondê-las com o devido respeito e cuidado;
  • Devem atentar, ainda, para os detalhes da legislação específica e para as exigências dos órgãos fiscalizadores.

Na Hora da Compra

 

Observe o líquido das garrafas. Notando a presença de sujidades ou de algum objeto estranho no interior da embalagem, não compre nem abra. Informe o fato ao gerente da loja. Caso o vasilhame ou o líquido sejam escuros, examine-os contra a luz.

 

Refrigerantes vendidos em latinhas não devem apresentar partes amassadas ou enferrujadas. Se for adquirir caixas fechadas, certifique-se de que a caixa esteja seca e que as latas não apresentem vazamento. Verifique se o lacre não está rompido ou mesmo ausente. Leve em conta todos esses cuidados para produtos que estejam em promoção nos estabelecimentos.

 

Fique atento às condições de higiene do local.

 

Leia atentamente a rotulagem das bebidas, verificando os seguintes dados: prazo de validade, quantidade, composição (ingredientes e aditivos), nome, endereço e CGC do fabricante, nº de registro no órgão competente (Ministério da Saúde). As informações sobre os produtos devem ser corretas, objetivas e ostensivas , alertando sobre os eventuais riscos que possam apresentar à saúde e segurança do consumidor.

 

Diabéticos, atenção! Os refrigerantes Diets e Lights à base de suco de fruta (laranja e limão) contêm frutose.

 

Armazenamentos Domésticos e Manuseio

 

Guarde bebidas em pé, nunca deitadas. Não faça movimentos bruscos pois o manuseio impróprio (como sacudir a garrafa repetidamente) pode aumentar a pressão sobre o gás e causar acidentes (estouros, vazamentos etc.).

 

As garrafas devem ser armazenadas em local ventilado, distante da umidade e de fontes de calor (exposição ao sol, chapas, fornos elétricos, etc.). 

 

As embalagens plásticas de alimentos e bebidas devem estar distantes de produtos que exalam cheiro forte (material de higiene e limpeza, bombas de gasolina, etc.), pois o plástico, material poroso, absorve odores do ambiente que podem contaminar seu conteúdo.

 

Evite colocar os refrigerantes no congelador ou no freezer. Ao passar do estado líquido para o sólido, o líquido vira gelo; essa mudança de estado físico faz com que o volume interno da garrafa aumente, causando pressão sobre a embalagem. Existe aí um sério risco de a embalagem romper-se, seja ela de vidro, plástico ou alumínio (latas).

 

Nunca utilize garrafas vazias de refrigerantes, cervejas e água mineral para guardar outros produtos como, por exemplo: gasolina, detergente, água sanitária, etc. A ingestão acidental desses produtos – especialmente por crianças – pode causar acidentes graves e até fatais, além de contaminar as garrafas plásticas, impedindo o seu reaproveitamento.

 

Considere o fato de algumas embalagens serem recicláveis, principalmente alumínio (latas), vidro e plástico. Procure separá-las, lavá-las e deixa-las em recipientes próprios para recolhimento de lixo reciclável, existentes em alguns pontos da cidade.

 

Seus Direitos

 

Exija a nota fiscal, tíquete do caixa ou o cupom do ponto de venda, na hora da compra. Esse documento é importante caso você tenha problemas com as bebidas adquiridas.

 

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o prazo para reclamar de vícios (problemas) aparentes ou de fácil constatação de um produto não durável é de 30 dias.

 

Se algum produto apresentar vício de qualidade ou quantidade que o torne impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina, você pode exigir, alternativamente e à sua escolha;

 

  • a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso ou, não sendo possível, a substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço;
  • a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
  • o abatimento proporcional do preço.

 

Ao constatar qualquer irregularidade no tocante à fabricação ou comercialização desses produtos, denuncie!

 

     

O prazo de validade é estabelecido através de testes que verificam se todas as características sensoriais e de segurança do produto são mantidas dentro do período de tempo estabelecido para sua conservação. Uma vez decorrido este prazo, poderão ocorrer alterações químicas e modificações em suas propriedades características. Portanto, não é adequado consumir produtos com validade vencida, pois o produto pode estar “estragado” ou com uma carga microbiana muito elevada, acarretando quadros de intoxicação ou toxinfecção, onde algumas bactérias levam até a morte.

 

Infelizmente é comum, especialmente em supermercados, a constatação de produtos expostos à venda com prazo de validade vencido.

 

A exposição à venda de produto vencido coloca em risco a saúde de eventual consumidor da mercadoria, e o responsável pode ser enquadrado criminalmente independente de perícia para verificação das condições efetivas dos alimentos.

 

Outra prática muito comum no mercado é a comercialização de produtos prestes a vencer. Normalmente essa comercialização é feita sob a forma de promoções e o consumidor, achando que está fazendo um bom negócio, acaba comprando vários produtos que não terá tempo de consumir. Comercializar produto no fim do prazo de validade é permitido, mas o consumidor deve ser informado de que terá que consumi-lo em curto prazo.

 

Portanto, atenção ao comprar produtos, verifique sempre a validade!

Águas Minerais: (Código de Águas Minerais) - São aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.

 

Águas Potáveis de Mesa: (Código de Águas Minerais) - São as águas de composição normal, provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que preencham tão somente as condições de potabilidade para a região.

 

Águas Purificadas Adicionadas de Sais: (Resolução 309/1999 - ANVISA) - São aquelas preparadas artificialmente a partir de qualquer captação, tratamento e adicionada de sais de uso permitido, podendo ser gaseificada com dióxido de carbono de padrão alimentício. Código de Águas Minerais usa o termo soluções salinas artificiais

 

A água é um direito e não uma mercadoria.

Atualmente os cidadãos compram passivamente água mineral. É comum observarmos garrafões de 20 litros, os quais, às vezes, estão contaminados por bactérias que pode ter ocorrido na fonte, no envase ou no transporte e armazenamento, dependendo do tipo de embalagem. Um único garrafão contendo água pode ficar meses numa residência ou pequena repartição, recebendo visitas de crianças, que na pressa ou travessura, bebem água sem utilizar necessáriamente o copo, pois usam diretamente a boca e muitas vezes as próprias mãos. Há aproximadamente 40.000 bactérias por cm2 de epiderme humana e cerca de hum milhão de bactérias por cm3 de saliva. (é bom lembrar que na água mineral não tem cloro, é mais seguro tomar água clorada!)

 

Padrões de Qualidade e Portalidade

 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

 

RESOLUÇÃO 36/90: Água Potável e Purificada Adicionada de Sais. Define padrões para água utilizada no abastecimento. É utilizada para água mineral ou potável de mesa apenas para definir o limite máximo permitido para substâncias não especificadas na legislação específica.

 

CLASSIFICAÇÃO

Código de Águas Minerais - Decreto - lei 7.841 de 08/08/45.

 

Critérios Básicos:

I - Características Permanentes da água (composição química) - Ex.: Iodetada de Pádua, Milneral, Salutaris, Calita, Fênix, Recanto das Águas, Pindó, Caxambu, Raposo, Soledade, Havaí, São Lourenço, etc.

 

II - Características Inerentes às Fontes (gases e temperatura) - Ex.: As Lindóias, Serra dos Órgãos, Passa Três, Poá, Termais de Caldas Novas (GO) e Poços de Caldas (MG), etc.

 

A) CLASSIFICAÇÃO QUANTO À COMPOSIÇÃO QUÍMICA:

 

OLIGOMINERAL: quando apresentarem apenas uma ação medicamentosa (Ex.: não há no momento - Comissão de Crenologia, temporariamente, desativada);

 

RADÍFERAS: Substâncias radiotivas que lhes atribuam radioatividade permanente (Ex: não há - não é determinado)

ALCALINA BICARBONATADA : bicarbonato de sódio 0,200g/l. (EX.: Ijuí e Sarandi - RS);

 

ALCALINO TERROSAS: alcalinos terrosos 0,120g/l. (Ex.: Ouro Fino e Timbú - PR);

 

ALCALINO TERROSAS CÁLCICAS: cálcio sob a forma de bicarbonato de cálcio 0,048g/l (Ex.: Calita - RJ);

 

ALCALINO TERROSAS MAGNESIANAS: magnésio sob a forma de bicarbonato de magnésio 0,030g/l (Ex.: Lindágua - RO);

 

SULFATADAS: sultato de Na ou K ou Mg 0,100g/l; SULFUROSAS: sulfeto 0,001g/l (Ex.: Araxá - MG);

 

NITRATADAS: Nitrato de origem mineral 0,100g/l e tiver ação medicamentosa CLORETADAS: cloreto de sódio 0,500g/l e tiver ação medicamentosa;

 

FERRUGINOSAS: ferro 0,500g/l (Ex.: Salutaris - RJ);

 

RADIOATIVAS: contiverem radônio em dissolução (Ex: não há - não é determinado); TORIATIVAS: torônio 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado)

 

CARBOGASOSAS: gás carbônico livre dissolvido 0,200ml/l (Ex.: Caxambu, São Lourenço - MG; Raposo, Soledade e Havaí - RJ);

 

ELEMENTO PREDOMINANTE: Elemento ou substância raros ou dignos de nota. Iodetada (Pádua - RJ); Litinada (Milneral - RJ); Fluoretada (Fênix - RJ); Brometada (Serra do Segredo - RJ)

 

B) CLASSIFICAÇÃO QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS INERENTES ÀS FONTES:

(Apenas para as águas minerais)

 

1. Quanto aos Gases:

 

FRACAMENTE RADIOATIVAS: teor de radônio entre 5 e 10 unidades Mache por litro de gás espontâneo (Ex.: Minalba Lindoya Genuína - SP, Passa Três - RJ);

 

RADIOATIVAS: teor de radônio entre 10 e 50 unidades Mache por litro de gás espontâneo (Ex.: Diversas Lindóias, Poá, Shangri-lá - SP);

 

FORTEMENTE RADIOATIVA: teor de radônio superior a 50 unidades Mache por litro de gás espontâneo (EX.: Araxá - MG);

 

TORIATIVAS: torônio ? 2 unidades Mache/l. (Ex: não há - não é determinado) SULFUROSAS: as que possuem na emergência desprendimento definido de gás sulfídrico (Ex.: Araxá - MG);

 

2. Quanto a Temperatura:

FONTES FRIAS: temperatura inferior a 25ºC;

 

FONTES HIPOTERMAIS: temperatura entre 25 e 33ºC (Ex.: Serra dos Órgãos - RJ);

 

FONTES MESOTERMAIS: temperatura entre 33 e 36ºC (Ex.: York - PI);

 

FONTES ISOTERMAIS: temperatura entre 36 e 38ºC;

 

FONTES HIPERTERMAIS: temperatura acima de 38ºC (Ex.: Thermas Antônio Carlos - Poços de Caldas - MG; Caldas Novas - GO).

Os sucos industriais, fabricados a partir do suco concentrado, apresentam características semelhantes às do natural caseiro: contêm algumas vitaminas e minerais. O problema é que não contêm fibras. Portanto, se você gosta de suco, opte pelo natural, mas não o utilize como substituto da fruta.

O suco natural, se for feito e consumido de imediato, mantém uma boa parte das vitaminas e minerais. Se você bebê-lo muito tempo depois de feito, o suco ficará empobrecido, pois a vitamina C (presente em grande quantidade nas frutas cítricas, como laranja e limão) começará a degradar-se pela ação da luz e do calor.

 

Atenção com produtos pré-embalados

Quando comprar produtos que já foram pesados ou medidos, preste atenção nas seguintes dicas do Ipem – Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo:

  • Produtos que não apresentarem a indicação da quantidade na embalagem devem ser pesados na hora, mas a embalagem não pode ser incluída na pesagem, para você não pagar pelo papel, pela bandeja, etc.
  • Leia com atenção a quantidade indicada na embalagem. Você pode conferir o peso líquido de alguns produtos (não embalados ou com embalagens leves em relação ao produto) no ato da compra, pesando-os em uma balança do próprio comerciante.
  • Não se engane com indicações como “tamanho família” ou “grande”.
  • Nas embalagens de produtos com calda, salmouras e líquidos conservantes (palmito, abacaxi e outros) o peso indicado é o do produto vendido, sem considerar a quantidade da solução que o envolve. Normalmente, isso é indicado pela frase “peso líquido drenado”.

Prazo de validade é o tempo de duração dado à comida, bebida, remédios e outros itens perecíveis antes de serem considerados inadequados para venda ou consumo. Em algumas regiões usam-se algumas expressões como "melhor usar antes de...", "data de utilização..." ou "data de frescura" é necessária em alimentos perecíveis embalados.

Também determina o tempo que os produtos podem ser armazenados, durante o qual a qualidade definida de uma determinada proporção das mercadorias permanece aceitável ao abrigo do esperado (ou especificados) para as condições de distribuição, armazenamento e exibição.

 

Tempo de Validade:

Iogurtes

Podem ser consumidos um ou dois dias depois do prazo sem problema, apesar de começarem a perder características nutricionais. Em qualquer destes casos, "considere alterações de cheiro e sabor como alertas vermelhos, já que podem indiciar multiplicação de microorganismos potencialmente perigosos como staphilococus ou mesmo salmonelas".

 

Leite

O UHT pode eventualmente ser consumido até alguns dias depois do prazo. Já no leite do dia a margem é menor e não convém ultrapassar o prazo indicado. "Isto acontece porque o primeiro é sujeito a uma temperatura muito elevada num período de tempo muito curto, o que elimina praticamente todas as potenciais bactérias. No segundo, a esterilização é feita a uma temperatura menor e num tempo mais alargado, o que apesar de contribuir para o leite manter as características em termos de sabor, o torna mais sujeito a contaminação", explica Hugo Vieira.

 

Queijos

Com o tempo costuma aparecer bolor que pode conter toxinas nocivas. "Um ponto pequeno poderá ser retirado sem prejuízo, mas há sempre algum grau de perigo já que o bolor (à excepção dos queijos onde é suposto tal acontecer) indicia sempre uma quebra da barreira biológica do alimento, o que permite a entrada de toxinas que podem estar presentes mesmo de forma não visível".

 

Sobremesas do tipo pudin flan, mousse de chocolate ou leite-creme.

Não convém deixar passar o prazo já que são produtos processados e com muitos nutrientes, nomeadamente ovos, pelo que o risco de contaminação com staphilococus e salmonelas é grande.

 

Alimentos congelados

Em geral podem ser conservados quase um ano a um ano e meio sem problemas, desde que sejam mantidos a menos de 18ºC, já que o frio impede o desenvolvimento de micro organismos. Em regra, quanto menos processado for o alimento mais tempo irá conservar-se sem alterações. Refeições prontas e gelados, por exemplo, têm mais elementos na composição o que os torna menos estáveis mas não perigosos. As gorduras poderão alterar-se e desenvolver-se algum sabor a ranço.

Os alimentos congelados à saída da fábrica, sofrem uma congelação muito rápida que mantém os nutrientes intactos, e serão mais seguros do que os congelados em casa. Mas em qualquer caso, o elemento determinante é sempre a manutenção da cadeia de frio. Uma quebra nesta cadeia (seja no transporte para o supermercado ou para sua casa) diminui a margem de conservação. Sinais disto mesmo são a formação de cristais de gelo no interior ou a presença de humidade na embalagem de cartão. Neste caso, não deverá deixar passar o prazo.

 

Molhos

Antes de abertos conservam-se bastante bem algumas semanas para além do prazo indicado, mas depois convém ter mais precaução.

 

Maionese

É um produto muito sensível e a sua conservação vai depender do cuidado que se tiver na manipulação. "É fácil haver contaminação com staphilococus ou salmonelas. Basta um descuido com a colher que se usa para retirá-la do frasco, por exemplo.

 

Ketchup

É mais ácido e por isso mais resistente. Pode durar um mês conservado no frigorífico, assim como a mostarda.

 

Molhos de tomate para cozinhar

São bastante sensíveis e podem criar fungos e bolores que produzem toxinas prejudiciais mesmo dentro do prazo. Mesmo que retire o bolor visível, é provável que haja mais microorganismos presentes pelo que não deve consumi-los de todo neste caso".

 

Carne fresca

Pode deixar passar um ou dois dias se mantiver a cadeia de frio intacta e não houver sinais de alteração. "No caso da carne picada não dê margem alguma. É que ao picar-se quebra-se a sua barreira biológica, o que facilita o desenvolvimento de bactérias e permite a proliferação de micro organismos".

 

Charcutaria fresca

Como os fiambres e mortadelas são produtos sensíveis, devem ser consumidos apenas dentro do prazo. Tenha especial atenção à formação de um biofilme de gordura no exterior, "possível sinal de microorganismos que podem causar febres e diarreias ou até malformações do feto em grávidas".

 

Produtos fumados.

São mais estáveis porque a fumagem destrói grande parte dos microorganismos e o sal que contêm também actua como conservante. Se vieram embalados em vácuo conservam-se bastante tempo e podem ser consumidos eventualmente algumas semanas depois do prazo sem risco.

 

Farinha

Pode durar anos sem que se estrague. Poderá eventualmente haver alteração da propriedade das leveduras, o que faz com que se torne menos eficaz a levedar um bolo ou a fazer pão.

 

Leite em pó

Também dura bastante tempo desde que não apanhe humidade e esteja numa embalagem fechada.

 

Bolachas e tostas

Quando muito poderão ficar moles com o tempo, um sinal de migração de oxigénio para dentro da embalagem, mas em geral duram bastante tempo, especialmente se as embalagens não forem abertas.

 

Café e chá

Duram anos, sobretudo se estiverem hermeticamente fechados. Como são confeccionados com água a ferver o perigo de contaminação também é menor. Se cheirarem a mofo, contudo, é preferível deitar fora.

 

Chocolate de culinária

Pode durar indefinidamente, mesmo que perca algumas propriedades (costuma embranquecer) não apresentará perigo para a saúde.

 

Enlatados

Duram anos, devendo apenas estar atenta a sinais de empolamento ou outros danos nas latas. Neste caso, não facilite.

 

Azeite

Aconselha-se o consumo no espaço de um ano, mas tudo depende da forma de acondicionamento. Deve sempre ser guardado no escuro já que a luz altera as suas propriedades. Se estiver exposto à luz no espaço de venda ou em casa poderá sofrer alterações. Cheiro a ranço é sempre um indicador disto mesmo.

 

Vinagre

Também dura bastante tempo e mesmo que perca qualidades não apresentará perigo para a saúde.

 

Sumos e refrigerantes

Sumos de fruta em garrafas de vidro não devem ser expostos pois a luz solar degrada rapidamente a vitamina C que contêm. Esta é um dos elementos conservantes pelo que a sua degradação pode comprometer a conservação no tempo recomendado. Já os refrigerantes duram mais tempo ainda que possam perder propriedades comerciais.

 

Uma questão de prazo

 

A menção do prazo de validade na embalagem é obrigatória. Apenas os produtos hortícolas frescos sem processamento estão dispensados desta obrigação, tendo no entanto de exibir a data em que foram embalados. Obviamente, o principal objectivo é garantir a segurança do consumo, mas não só. "O prazo também garante características comerciais como o sabor, cor ou textura, que o fabricante assegura que se manterão estáveis durante o período indicado", explica o consultor alimentar. Depois da data indicada no rótulo, o alimento não está forçosamente estragado mas pode não corresponder aos parâmetros de qualidade da altura da compra.

Claro que consumir alimentos fora do prazo de validade deve ser a excepção e não a regra, mas nem sempre o lixo terá de ser o destino final de um produto que pode estar em perfeitas condições, apesar de expirado. Em todo o caso, para consumi-lo em segurança há factos que convém saber:

 

 - Por regra, quanto mais reduzido é um prazo e mais específica a sua data de validade, menos margem haverá para o consumir depois.

 

- Em geral, quanto mais água e gordura tiver na sua composição, mais rapidamente um alimento se irá deteriorar e menos flexibilidade haverá no seu consumo para além do prazo.

 

- Mesmo dentro do prazo, um alimento pode deteriorar-se rapidamente se for sujeito a uma manipulação ou conservação deficientes (calor ou contaminação).

 

- Qualquer embalagem que esteja empolada deve ser rejeitada já que este ‘inchaço' é um provável indício da existência de dióxido de carbono no interior, uma reacção que se dá quando há proliferação de microorganismos.

Verifique a integridade das embalagens dos produtos.

Recuse latas com estufamento, pois indicam a presença de gases em seu interior, o que ocorre pela fermentação causada por micróbios no produto.

Latas amassadas ou enferrujadas levam à ruptura do verniz interno que preserva o alimento do contato com o metal, o que é indício de que a proteção interior foi danificada.

Não compre conservas em embalagens de vidro se o líquido estiver turvo ou com espuma, pois indicam a presença de fungos ou bactérias (tipos de micróbios). Rejeite também aquelas com tampas enferrujadas (vazamentos).

Os produtos industrializados de origem animal devem ser registrados e ter o carimbo ou registro do serviço de inspeção.

Não é permitido que os alimentos estejam em contato direto com jornais, papéis coloridos, papéis ou filmes plásticos usados.
São chamados laticínios produtos derivados do leite: queijo, manteiga, requeijão, iogurte e outros. Eles devem ser mantidos sob refrigeração em balcões ou vitrines frigorificadas.
 
Evite comprar produtos em sacos ou embalagens estufadas (indica fermentação), furadas ou com vazamentos (possível contaminação posterior à pasteurização).

Se o prazo de validade estiver ilegível (apagado ou borrado), não compre o produto.

O leite e seus derivados podem tornar-se um veículo favorável para muitos micróbios se as condições sanitárias do animal, da produção, do transporte, da industrialização etc. não forem adequadas. As doenças mais comuns que podem ser transmitidas através do leite cru ou contaminado são: tuberculose, brucelose, febre tifóide, disenterias e diarréias.

O leite longa vida ou UAT (ultra-alta temperatura) pode ser armazenado em temperatura ambiente sem refrigeração por 120 dias quando fechado. No leite UAT, é aceita a colocação de aditivos (estabilizantes). Não adquira caixas de leite longa vida amassadas ou deformadas, pois podem estar com a proteção interna danificada.

O leite pasteurizado precisa ser mantido sob refrigeração mesmo fechado. Pode ser embalado em sacos, e existem três tipos de leite no mercado brasileiro: A, B e C. O tempo que esse produto pode ficar para a venda é curto.

Compre somente os produtos que estejam sob refrigeração contínua.

Não compre laticínios que apresentem soro com superfície limosa, assim como, queijos anormalmente estufados ou com mofo e sujeiras.

Recuse o requeijão em copo caso a massa não se apresente branca e cremosa por igual, se houver separação entre a parte cremosa e a parte líquida ou estufamento da tampa (fermentação).

No caso de requeijão aberto em casa, não introduza talheres já em uso, para evitar possíveis contaminações.

Observe se os cremes apresentam conteúdo límpido, sem manchas e sem halos verdes ("bolores").

Observe com cuidado o prazo de validade do leite em pó e o tempo em que pode ser consumido após aberto. Não se devem utilizar medidores contidos na lata desse leite, colheres úmidas e tampouco tocar a massa com as mãos.

Armazene a manteiga sob temperatura adequada. Se apresentar ranço, não consuma.
São produtos cárneos (salsichas, mortadelas, presuntos, lingüiças, apresuntados etc.) produzidos à base de carnes suínas, bovinas e de aves, devendo, por isso, ser mantidos sob refrigeração constante. São altamente perecíveis.

Não compre esses produtos se estiverem desprendendo líquido, com a superfície úmida, pegajosa, se estiverem amolecidos ou apresentarem manchas esverdeadas, assim como, cheiro desagradável e de ranço, pois isso indica início ou presença de decomposição.

Recuse as unidades que estiverem com embalagem violada.

Não guarde os produtos enlatados na própria lata. Depois de aberto, passe o produto para outro recipiente, jogando a lata fora.

Os embutidos e frios, vendidos já fatiados, devem estar em embalagens constando identificação do produto, informação sobre o fabricante e sobre o estabelecimento onde foram fatiados, data do fatiamento e prazo de validade para consumo.
Alimentos Congelados prontos para Consumo

A embalagem destes produtos não pode estar amolecida ou umedecida, pois isso indica descongelamento.

Gelo

É obrigatório o uso de água potável e filtrada na fabricação do gelo para ser adicionado em bebidas. O gelo filtrado apresenta-se como um cilindro ou cubo com uma abertura central.

O gelo servido em barra ou escama não necessita ser fabricado com água filtrada e só poderá ser utilizado para resfriar produtos embalados, incluindo bebidas envasadas.
Carne Bovina

A cor da carne bovina própria para o consumo deve ser vermelha, com consistência firme e sem escurecimento ou manchas esverdeadas.

Atenção: a cor vermelha acentuada, às vezes, pode ser falsa, "criada" por adição de corantes para disfarçar a deterioração do alimento.

Caso a carne congelada solte água e esteja um pouco mole, não compre.

A venda de carne previamente moída só é permitida quando for embalada, rotulada, contendo número e carimbo de registro da inspeção federal ou estadual (S.I.F ou S.I.E.).

Não compre carne previamente moída não embalada e sem registro, pois correrá o risco de levar mistura de sebo, pelancas, aparas e aditivos químicos tóxicos, que disfarçam a deterioração inicial, dando cor vermelha viva ao produto.

A venda de carne fresca moída é permitida se a moagem for feita na presença do comprador.

Observe sempre os dois lados do pedaço de carne que está comprando, pois de um lado ele pode estar bom e, do outro, ter sebo, pelancas etc..

Os açougues devem estar limpos, sem insetos. Observe a condição de limpeza da superfície onde a carne é cortada, pois o líquido que fica de um pedaço de carne pode contaminar outro.
Não adquira carne bovina em feiras-livres, pois são geralmente provenientes de matadouros clandestinos e estes animais não têm controle sanitário, podendo transmitir doenças.
Carne de Aves
A carne de aves própria para o consumo deve ter consistência firme, bem aderida aos ossos, cor amarela pálida, ligeiramente rosada. Não pode estar amolecida nem pegajosa.

Compre somente miúdos de aves quando convenientemente conservados em sistema de refrigeração. Os miúdos (fígado, coração, moelas), por sua natureza, oferecem condições para sobrevivência de bactérias, sofrendo rápido processo de amolecimento, levando facilmente à decomposição.

Não adquira, em hipótese alguma, sangue já exposto para o preparo de molhos.
Não compre carne de aves congelada que apresente embalagem danificada, cheia d´água ou sangue.
Carne Suína

A carne suína própria para o consumo tem consistência firme, não amolecida nem pegajosa.

Não adquira a carne de porco com pequenas "bolinhas" brancas, chamadas popularmente de "canjiquinha", parecendo pipoca, pois indicam que o animal foi infestado por cistos de Tênia, e se a pessoa ingerir o cisto vivo na carne mal cozida, pode adquirir a teníase (solitária). Em alguns casos, os ovos do verme adulto vão para o cérebro da pessoa parasitada, causando a neurocisticercose.

Não é aconselhável adquirir carne suína em feiras-livres ou ambulantes, pois esses animais são geralmente provenientes de matadouros clandestinos, sem controle sanitário, podendo transmitir doenças.

As frutas, legumes e verduras próprias para o consumo têm de estar frescas, isto é, colhidas recentemente. A textura deve ser resistente à pressão dos dedos, sem amassados ou manchas estranhas.

 

Verifique se há cortes aparentes na superfície, manchas escuras, presença de larvas, parasitas ou fungos.

 

Evite comprar produtos cobertos por camada fina de pó branco (semelhante ao "pó de giz" ou talco), pois ela é resíduo de defensivos agrícolas (usados para evitar pragas, penetração de larvas e parasitas), nocivos à saúde por serem tóxicos.

 

São impróprios para o consumo os produtos com alteração de cor (ex: agrião e couve ficam amarelos, os legumes escurecem, apresentam manchas ou ficam amarelados quando estão velhos) e consistência (frutas ficam amolecidas quando maduras demais), o que normalmente indica início de apodrecimento. Procure verificar, nos produtos embalados (telas e caixas), se todas as unidades estão em boas condições.

A leitura do rótulo para avaliação do produto a ser comprado é outro passo importante.

O prazo de validade é o período no qual o produtor garante a integridade do produto, em condições ideais de armazenamento e de acordo com sua composição e data de sua fabricação. Nunca compre ou consuma alimentos (ou outros produtos) fora do prazo de validade.

No rótulo dos alimentos, deverão constar informações sobre o produto, sobre o fabricante, número de registro do alimento no órgão competente, o peso ou volume do conteúdo, preparo e instruções de uso, prazo de validade, lista de ingredientes, composição de nutrientes, data de fabricação e temperatura máxima permitida para sua conservação ao se tratar de alimento perecível que exija conservação sob refrigeração.

É comum a impressão do prazo de validade diretamente na embalagem do produto.

Suplementos são na maioria das vezes vitaminas, minerais e aminoácidos que complementam a alimentação. Importante para pessoas com carências nutricionais e também para praticantes de atividade física ter um melhor desempenho ou repor perdas nutricionais durante essa prática.

 

Atualmente, no ritmo de vida que vivemos, perdemos muitos nutrientes com estresse, falta de tempo de preparar alimentos saudáveis ou mesmo pelo consumo exagerado de produtos industrializados. Com isso os suplementos passam ser necessários no dia a dia, com prescrição médica ou de nutricionistas.

 

Mas o que é perigoso é comprar suplementos por conta própria e sair utilizando vários produtos juntos sem nenhuma orientação profissional. Suplementos parecem ser inofensivos, mas dependendo da quantidade ou do componente podem ter conseqüências desagradáveis.

 

CAMPEÕES DE CONSUMO

 

SUPLEMENTO: bebida isotônica.

PROMESSA: hidratar e repor carboidratos.

EFEITOS NEGATIVOS: não há. Diabéticos e hipertensos devem consultar um médico antes de ingerir.

 

SUPLEMENTO :vitaminas e minerais.

PROMESSA: suprir deficiências dos gastos calóricos durante o treino.

EFEITOS NEGATIVOS: as vitaminas A e D tendem a se acumular e podem causar intoxicação, problemas gastrointestinais e neurológicos. A vitamina C eleva as chances de cálculos renais.

 

SUPLEMENTO: hipercalóricos.

PROMESSA: aumentar a massa muscular ou repor a energia eliminada na malhação.

EFEITOS NEGATIVOS: engorda.

 

SUPLEMENTO: proteínas e aminoácidos.

PROMESSA: ampliar os músculos e melhorar o desempenho físico.

EFEITOS NEGATIVOS: faz crescer os níveis de ácido úrico e a quantidade de gordura localizada, além de causar diversas complicações nos rins.

 

SUPLEMENTO: creatina.

PROMESSA: tornar maior a musculatura naqueles que praticam esportes de alta intensidade e curta duração.

EFEITOS NEGATIVOS: retém água e toxinas e provoca inchaço, dando a falsa impressão de aumento da massa magra.

 

SUPLEMENTO: maltodextrina, gel de carboidrato e bebidas de recuperação.

PROMESSA: fornecer energia, possibilitar a queima de gordura e recuperar o estoque de energia no músculo.

EFEITOS NEGATIVOS: pode engordar e provocar intolerância gástrica.

 

SUPLEMENTO: BCAA.

PROMESSA: prevenir ou retardar a fadiga em exercícios de resistência.

EFEITOS NEGATIVOS: costuma sobrecarregar os rins e o fígado com toxinas, especialmente em quem já tem predisposição a esses males.

 

SUPLEMENTO: fat buner.

PROMESSA: queimar gordura.

EFEITOS NEGATIVOS: desencadeia taquicardia, arritmia e desidratação por causa da produção de suor excessivo.

 

USO RESTRITO

Há profissionais que prescrevem a suplementação alimentar, mas sempre com muito cuidado!

 

ENERGÉTICOS

Repõem ou fornecem energia para o treino e são formulados com carboidrato. Costumam ser vendidos nas versões em pó, que devem ser misturadas à água; gel, que vêm num sache individual; e barra de cereais.

 

PROTÉICOS

Produzidos a partir da proteína encontrada no ovo (albumina), no leite ou na soja, são comercializados em pó ou barra.

 

COMPENSADORES

São pós elaborados com calorias, proteínas, vitaminas e minerais que devem ser diluídos em suco ou leite.

 

REPOSITORES

Aqui estão as bebidas esportivas, que têm o objetivo de repor rapidamente a água, os sais minerais e a glicose perdidos e, assim, evitar a desidratação provocada pela temperatura elevada ou por uma atividade intensa ou longa.

 

AMINOÁCIDOS

São partes que compõem a proteína. O Ministério da Saúde entende que altas dosagens não são seguras para o consumo.

 

Alerta Vermelho

O grande problema da suplementação é a ingestão indiscriminada, que é estimulada pela promessa de se conquistar um corpo atlético sem muito esforço. Outro fator tentador é a venda facilitada: "Há lojas espalhadas por todo o país, inclusive dentro das academias, que disponibilizam a aquisição sem receita. O produto não se enquadra como medicamento, por isso tem a venda liberada", conta o preparador físico Carlos Cintra (SP).

 

O nutrólogo Mauro Fisberg (SP) teme que, ao não encontrar os resultados estéticos prometidos pelos fabricantes, as pessoas acabem sendo induzidas a escolher algo mais forte e proibido, como os anabolizantes. A pesquisa da nutricionista Márcia Daskal apontou que 11% dos entrevistados que ingeriam suplementos estavam dispostos a utilizar ´bombas´.

 

A lição que se deve tirar de tudo isso é uma só: não entre na onda da suplementação por influência de amigos. Procure um profissional para ver se você realmente precisa. E, na hora da compra, cheque a embalagem para ver se há registro do Ministério da Saúde.

  • Venda de Produtos Vencidos;
  • Produtos Impróprios para Consumo dentro da Validade;
  • Produtos com Peso diferente do que o mostrado na Embalagem.
Aprenda a melhor forma de fazer compras saudáveis e nutritivas, desde o planejamento antecipado da lista até os cuidados que se deve ter ao ir às compras. Afinal, nada melhor do que comprar alimentos que realmente irão nutrir e não apenas alimentar o organismo. Selecionar com cuidado os alimentos é fundamental! Confira outras dicas importantes:
 
- Antes de sair de casa faça uma lista com tudo que precisa comprar e guie-se por ela no supermercado, assim você evitará compras de alimentos desnecessários.
- Elabore um cardápio para a semana e faça sua lista com base nessas refeições.
- Alimente-se antes de ir ao supermercado para não exagerar na quantidade e nem comprar itens que não fazem parte da lista. Com fome compramos mais do que precisamos!
- Divida sua lista entre alimentos perecíveis e não perecíveis. Comece sempre pelos alimentos não perecíveis e deixe sempre os alimentos resfriados ou congelados por último. Com isso, eles ficarão um tempo menor expostos à temperatura ambiente e com risco menor de contaminação ou deterioração.
- Sempre que possível escolha alimentos integrais, pois conservam os nutrientes essenciais. Esses alimentos geram energia aumentando sua disposição e equilibrando as funções orgânicas.
- Leia os rótulos dos produtos. Lá você encontra informações importantes, a respeito dos ingredientes contidos nos alimentos, como "contém glúten" para quem tem doença celíaca, teor calórico dos alimentos, quantidade de nutrientes, vitaminas e minerais. Muito cuidado com os alimentos "diet" e "light", pois nem sempre são melhores opções, além de serem mais caros. Compare com o produto convencional e veja se vale a pena, de acordo com o que você deseja.
- Observe sempre o prazo de validade dos alimentos, principalmente se eles estiverem em promoção ou com um preço muito abaixo do normal, pois, muitas vezes nestas situações, os alimentos estão com a data de validade próxima do vencimento.
- Observe o estado da embalagem dos produtos. Fique atento com qualquer alteração, como caixa amassada, lata estufada, vidro trincado ou plástico perfurado. Escolha outro produto que esteja com a embalagem íntegra.
 
Alimentos não perecíveis
 
Pães, arroz, biscoitos e farinhas: prefira os integrais, que são ricos em fibras, são mais nutritivos e auxiliam no funcionamento do intestino. Os alimentos integrais (pães, massas, biscoitos) possuem mais fibras, vitaminas e minerais do que os refinados (pão francês, arroz branco e massas comuns). Caso você não tenha o hábito de consumir alimentos integrais, comece de forma gradual para adaptar a função digestiva e intestinal. Na hora de escolher os cereais matinais, evite aqueles que possuem açúcar refinado; há opções com mel, açúcar mascavo ou até mesmo não adoçados.
 
Leguminosas: o feijão é item indispensável no cardápio da maioria dos brasileiros. No entanto, é importante variar. Experimente alternar o feijão com lentilha, ervilha, grão de bico ou a soja. Assim, você será beneficiado com outras quantidades de nutrientes.
 
Enlatados: Prefira os alimentos conservados em água ou cozidos no vapor e não em óleo, pois de forma geral, contêm mais nutrientes, menos conservantes e o valor calórico destes últimos é muito maior, além de conter alta concentração de gorduras. Evite também consumir produtos que contenham glutamato monossódico, conservante muito comum encontrado em certos produtos.
 
Óleos: o óleo de girassol ou de canola são os mais saudáveis. Na hora de escolher o azeite, fique com a versão extra-virgem.
 
Bebidas: prefira sucos naturais e chás gelados a refrigerantes. Experimente também os sucos derivados de soja porque trazem benefícios à saúde cardiovascular e óssea. Se possível, compre muitas frutas para fazer sucos. Eles são mais saborosos e saudáveis que os industrializados.
 
Sempre que possível, compre o sal marinho e o açúcar cristal ou mascavo. Esses alimentos contêm nutrientes essenciais como vitaminas e minerais, ao contrário das versões refinadas.
 
Alimentos perecíveis
 
Laticínios: incorpore o iogurte a seu cardápio, optando por variedades com baixos teores de gordura. Prefira também queijos magros como o minas, cottage, ricota ou o prato e a mussarela em versões light. Pessoas que sofrem de problemas cardíacos, diabetes e outras pessoas com restrições alimentares podem substituir a margarina por halvarinas por terem menor teor de gordura saturada. Como opção à manteiga, experimente o requeijão em suas versões comum ou light.
 
Frios: evite presunto, mortadela e outros embutidos. Fique com o peito de peru ou blanquet, pois são menos gordurosos.
 
Carnes: dê preferência às carnes magras e brancas, as quais possuem menos gorduras e são mais saudáveis. Conheça cada um dos cortes e quais as formas mais adequadas de prepará-las na cozinha.
 
Hortifrutis: prefira os alimentos da época, que têm maior valor nutricional e costumam ser mais baratos. Sempre que puder, escolha frutas e verduras orgânicas porque são livres de agrotóxicos. Se possível, deixe para comprar as verduras e legumes nas feiras livres, em que as hortaliças são mais fresquinhas e você tem mais variedade de tipos e preços.
 
Temperos: dê preferência aos naturais. Caso não encontre, opte para os secos ou desidratados. Abuse de condimentos como manjericão, cheiro verde, tomilho, hortelã, orégano, coentro, etc. Além de dar mais sabor à comida, têm poder antioxidante. Dispense temperos prontos e molhos gordurosos e engordativos.
 
Congelados: verifique se na superfície existem placas de gelo encobrindo a embalagem. Caso isso ocorra, evite levar o produto, pois é sinal de que o mesmo foi descongelado e por algum motivo novamente congelado.
 
Tanto no carrinho como na hora de embalar, evite misturar produtos de limpeza com alimentos. Ao colocar no carrinho, já separe por gênero: produtos de limpeza, higiene pessoal, comestíveis, etc. Após realizar as compras, procure ir direto para casa. Evite ficar muito tempo com as compras no carro, colocando em risco a integridade dos alimentos perecíveis, resfriados e congelados.