Combate as queimadas

Ibama diz à Justiça que suspendeu compra emergencial de retardante de fogo

Substância ajuda a controlar incêndios, mas parecer de 2018 aponta risco de contaminação. Compra seria feita sem licitação por R$ 680 mil; governo diz estudar o tema.

17/10/2020 15:45:42
Reprodução

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou à Justiça Federal que suspendeu a compra emergencial de 20 mil litros de retardante de fogo. O produto seria utilizado em áreas de queimada no pantanal de Mato Grosso.

A substância química é misturada à água e lançada de aeronaves para conter a propagação de queimadas, mas estudos de 2018 do próprio Ibama apontam risco de contaminação do solo, da água e até dos alimentos disponíveis na região atingida (veja abaixo).

A decisão do governo foi informada à Justiça na ação popular movida por moradores de Cavalcante, no norte de Goiás, contra o uso dos retardantes no país. A substância foi usada para combater chamas na Chapada dos Veadeiros, na última semana, sob protesto de moradores da região.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", a compra do retardante seria feita em regime de urgência, sem licitação, no valor de R$ 680 mil. No documento à Justiça, o instituto diz que a aquisição "encontra-se temporariamente suspensa para melhor análise e avaliação da autarquia".

"Informa-se, outrossim, que foram requeridos subsídios à área técnica do Ibama nesta data, a fim de apresentar os elementos necessários ao convencimento deste juízo. As informações técnicas serão elaboradas e consolidadas de forma célere como exige o presente caso", diz o instituto.


Redação - Peterson Prestes
Fonte: G1/MT



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